Es­ta­dos: dí­vi­das se­rão re­ne­go­ci­a­das.

Jornaldodia - - ECONOMIA -

Com acerto en­tre Fa­zen­da e go­ver­na­do­res, o Se­na­do apro­vou on­tem pro­je­to de re­ne­go­ci­a­ção de dí­vi­das dos Es­ta­dos. Os que en­fren­tam cri­se fi­nan­cei­ra, co­mo RJ, RS e MG, te­rão dí­vi­das sus­pen­sas, por meio de re­gi­me de re­cu­pe­ra­ção fiscal, acer­ta­do tam­bém em reu­nião do pre­si­den­te Mi­chel Te­mer com go­ver­na­do­res, on­tem. A re­to­ma­da se­rá gra­du­al, a par­tir de 2017. Co­mo con­tra­par­ti­da, os gas­tos dos Es­ta­dos não po­de­rão su­bir aci­ma da in­fla­ção por dois anos. A União tam­bém in­di­ca­rá ativos, co­mo es­ta­tais es­ta­du­ais, pa­ra pri­va­ti­za­ção.

Pre­vi­dên­cia: comissão fi­ca pa­ra 2017.

Cer­tos de que não ven­ce­ri­am obs­tru­ção da opo­si­ção, os par­ti­dos ali­a­dos do go­ver­no Te­mer fe­cha­ram acor­do e adi­a­ram pa­ra fev2017 a cri­a­ção de comissão pa­ra ana­li­sar a re­for­ma da Pre­vi­dên­cia. Des­se mo­do, o go­ver­no de­ve apro­var na Comissão de Cons­ti­tui­ção e Jus­ti­ça (CCJ) a ad­mis­si­bi­li­da­de da pro­pos­ta, pas­so ini­ci­al da tra­mi­ta­ção. A lei­tu­ra do pa­re­cer — fa­vo­rá­vel — co­me­çou on­tem. A PEC da Pre­vi­dên­cia, enviada ao Con­gres­so na se­ma­na pas­sa­da, en­du­re­ce as re­gras pa­ra a apo­sen­ta­do­ria.

Ser­vi­ços: o pi­or re­sul­ta­do des­de 2012.

En­tre se­tem­bro e ou­tu­bro, as ven­das do se­tor de ser­vi­ços caí­ram 2,4%, se­gun­do Pes­qui­sa Men­sal di­vul­ga­da on­tem pe­lo IBGE. Em re­la­ção a out2015, a queda foi de 7,6% — o pi­or re­sul­ta­do pa­ra o mês des­de 2012. Nes­te ano, o re­cuo é de 5%; em 12 me­ses, de5,1%. A re­cei­ta no­mi­nal tam­bém caiu 1,3% so­bre se­tem­bro. Na com­pa­ra­ção com out2015, o tom­bo foi mais for­te, de 3,1%. No ano e em 12 me­ses, a re­cei­ta es­tá es­tag­na­da. Qua­tro dos cin­co se­to­res en­co­lhe­ram; a ex­ce­ção fo­ram os ser­vi­ços pa­ra fa­mí­li­as, mais 0,1%. A pi­or queda, de 7%, foi de trans­por­tes.

Fed au­men­ta ju­ro dos EUA

Pri­mei­ro au­men­to em um ano, a ta­xa bá­si­ca de ju­ro dos EUA pas­sou de 0,25% a 0,50% pa­ra 0,50% a 0,75%, se­gun­do o Fe­de­ral Re­ser­ve (Fed), on­tem. A me­di­da já era es­pe­ra­da. “Nos­sa de­ci­são de ele­var ta­xas é um re­fle­xo da con­fi­an­ça no pro­gres­so na eco­no­mia”, dis­se a pre­si­den­te do Fed, Ja­net Yel­len. O Fed si­na­li­zou ain­da rit­mo mais ace­le­ra­do de ele­va­ções pa­ra 2017, qu­an­do Do­nald Trump as­su­me a Pre­si­dên­cia do país. Em prin­cí­pio, ha­ve­ria três al­tas dos ju­ros ame­ri­ca­nos no ano que vem.

Ve­ne­zu­e­la ten­ta en­trar a for­ça na reu­nião do Mer­co­sul

Sem con­vi­te for­mal, a chan­ce­ler da Ve­ne­zu­e­la, Delcy Ro­drí­guez apa­re­ceu on­tem na reu­nião do Mer­co­sul, em Bu­e­nos Ai­res, on­de a Ar­gen­ti­na as­su­miu a pre­si­dên­cia do blo­co. Ten­tou en­trar a for­ça — a Ve­ne­zu­e­la foi sus­pen­sa por não ter cum­pri­do exi­gên­ci­as do Mer­co­sul. Qu­an­do con­se­guiu che­gar à sa­la de reu­niões, os re­pre­sen­tan­tes de Bra­sil, Ar­gen­ti­na, Pa­ra­guai e Uru­guai já ti­nham ido em­bo­ra. “Co­mo dis­se o pre­si­den­te Ma­du­ro, se fe­cha­rem a por­ta en­tra­re­mos pe­la ja­ne­la”, dis­se a chan­ce­ler.

Te­mer com go­ver­na­do­res: União vai exi­gir con­tra­par­ti­das.

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