So­cor­ro a Es­ta­dos: na­da exi­gi­do.

Jornaldodia - - ECONOMIA -

Por 296 vo­tos a fa­vor, 12 con­trá­ri­os e 3 abs­ten­ções, a Câ­ma­ra apro­vou on­tem a pro­pos­ta de re­ne­go­ci­a­ção das dí­vi­das dos Es­ta­dos — sem qual­quer con­tra­par­ti­da ou exi­gên­cia pa­ra cor­tar gas­tos e equi­li­brar as con­tas. Es­ta­dos que en­tra­rem no pro­gra­ma fi­ca­rão 36 me­ses sem pa­gar su­as pres­ta­ções. E não ha­ve­rá ne­ces­si­da­de de pri­va­ti­za­ções, au­men­to de con­tri­bui­ção de ser­vi­do­res nem con­ge­la­men­to de re­a­jus­tes, por pres­são de en­ti­da­des do fun­ci­o­na­lis­mo. A aju­da po­de su­pe­rar R$ 100 bi­lhões. O mi­nis­tro Hen­ri­que Mei­rel­les, Fa­zen­da, diz que o mi­nis­té­rio ana­li­sa­rá “com lu­pa” o so­cor­ro vo­ta­do.

Ban­co Cen­tral anun­cia di­re­tri­zes

Co­mo di­re­tri­zes pa­ra o Ban­co Cen­tral (BC), o pre­si­den­te da ins­ti­tui­ção, Ilan Gold­fajn, anun­ci­ou on­tem me­di­das es­tru­tu­rais: ci­da­da­nia fi­nan­cei­ra, me­lho­ria da efi­ci­ên­cia do sis­te­ma fi­nan­cei­ro, ar­ca­bou­ço le­gal e re­du­ção do cus­to de cré­di­to. Nem tu­do es­tá de­ta­lha­do, mas o anún­cio deu alí­vio a ad­mi­nis­tra­do­ras de car­tões — as me­di­das de an­te­ci­pa­ção de pa­ga­men­to não se­rão já. Du­ran­te o anún­cio, on­tem, Gold­fajn dis­se que o go­ver­no não vai pres­si­o­nar ban­cos pú­bli­cos pa­ra re­du­zir os ju­ros. “Não va­mos co­me­ter os mes­mos er­ros do pas­sa­do, mas os ban­cos vão par­ti­ci­par de uma so­lu­ção con­jun­ta”, dis­se o pre­si­den­te do BC.

Ca­em con­sul­tas e de­sem­bol­sos do BNDES

Caí­ram 19,4% pa­ra R$ 9,31 bi­lhões em no­vem­bro, an­te igual mês de 2015, as con­sul­tas de em­prés­ti­mo no BNDES. As con­sul­tas são o pri­mei­ro pas­so pa­ra pe­di­do de em­prés­ti­mo. Tam­bém caí­ram os de­sem­bol­sos: 37,8% an­te igual mês em 2015, pa­ra R$ 7,508 bi­lhões. E as apro­va­ções per­de­ram 51% na mes­ma com­pa­ra­ção, pa­ra R$ 5,008 bi­lhões. En­tre ja­nei­ro e no­vem­bro, os de­sem­bol­sos caí­ram 35%, pa­ra R$ 76,4 bi­lhões so­bre igual pe­río­do de 2015. O se­tor mais afe­ta­do foi o de in­fra­es­tru­tu­ra, com qu­e­da de 51% (R$ 22,3B).

Ar­re­ca­da­ção so­be em no­vem­bro e cai no ano

Se­gun­da al­ta se­gui­da, a ar­re­ca­da­ção de tri­bu­tos em no­vem­bro so­mou R$ 102,2 bi­lhões (mais 0,11% so­bre igual mês de 2015), se­gun­do a Re­cei­ta Fe­de­ral. Mas o va­lor acu­mu­la- do des­de ja­nei­ro che­gou ao pi­or re­sul­ta­do pa­ra o pe­río­do des­de 2010 — R$ 1,162 tri­lhão. Na­que­le ano, a ar­re­ca­da­ção des­se in­ter­va­lo so­mou R$ 1,123 tri­lhão, em va­lo­res cor­ri­gi­dos. Na com­pa­ra­ção com a ar­re­ca­da­ção de R$ 1,1 tri­lhão de ja­nei­ro a no­vem­bro de 2015, hou­ve qu­e­da re­al de 3,16%. Re­ti­ra­dos os efei­tos de ar­re­ca­da­ção ex­tra, co­mo a re­pa­tri­a­ção de re­cur­sos, a qu­e­da che­ga a 4,6%.

Dé­fi­cit ex­ter­no de US$ 17,8 bi­lhões

Em no­vem­bro, o dé­fi­cit do Bra­sil em tran­sa­ções cor­ren­tes foi de US$ 878 mi­lhões — pou­co mais da me­ta­de do que o US$ 1,7 bi­lhão pre­vis­to pe­lo Ban­co Cen­tral (BC). Des­de ja­nei­ro, o dé­fi­cit acu­mu­la­do é US$ 17,818 bi­lhões. Em 12 me­ses, US$ 20,261 bi­lhões, ou 1,12% do PIB, me­nor do que o 1,25% do PIB nos 12 me­ses en­cer­ra­dos em ou­tu­bro. Pa­ra o ano que vem, a pro­je­ção é de um rom­bo de US$ 28 bi­lhões.

Ilan Gold­fajn, BC: alí­vio pa­ra os car­tões de cré­di­to.

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