Re­gu­la­ri­za­ção Tri­bu­tá­ria por Me­di­da Pro­vi­só­ria

Jornaldodia - - PAGINA DELANTERA -

Saiu on­tem no Diá­rio Oficial da União a Me­di­da Pro­vi­só­ria que ins­ti­tui o Pro­gra­ma de Re­gu­la­ri­za­ção Tri­bu­tá­ria (PRT), anun­ci­a­do em 2016 en­tre as ações mi­cro­e­conô­mi­cas pa­ra es­ti­mu­lar a eco­no­mia. Em­pre­sas e pessoas fí­si­cas po­de­rão aba­ter das dí­vi­das com a Re­cei­ta ou com a Fa­zen­da cré­di­tos tri­bu­tá­ri­os e pre­juí­zos fis­cais de anos an­te­ri­o­res. O pro­gra­ma abran­ge dí­vi­das ven­ci­das até 30nov16, in­clu­si­ve as que já fo­ram par­ce­la­das ou são dis­cu­ti­das ju­di­ci­al ou ad­mi­nis­tra­ti­va­men­te.

Di­e­sel so­be, ga­so­li­na não.

Va­len­do já, o pre­ço do di­e­sel nas re­fi­na­ri­as foi re­a­jus­ta­do em 6,1%, em média. É a 4ª alteração des­de que a Pe­tro­bras ini­ci­ou sua po­lí­ti­ca de re­vi­são de preços a ca­da 30 di­as. Não ha­ve­rá au­men­to pa­ra a ga­so­li­na. Se­gun­do a Pe­tro­bras, o au­men­to do di­e­sel ex­pli­ca-se pe­lo efeito da con­ti­nu­a­da ele­va­ção dos preços do pe­tró­leo e pe­la va­lo­ri­za­ção do real. Se o ajus­te for to­do re­pas­sa­do, o di­e­sel po­de su­bir 3,8% ou cer­ca de R$ 0,12 por li­tro em média pa­ra o con­su­mi­dor final, es­ti­ma a Pe­tro­bras.

In­dús­tria caiu 7,1% em 2016

Mes­mo ten­do cres­ci­do em dois dos três me­ses en­tre se­tem­bro e no­vem­bro, a in­dús­tria bra­si­lei­ra acu­mu­lou per­da de 0,2% no pe­río­do, se­gun­do o IBGE. A in­dús­tria cres­ceu 0,7% em se­tem­bro, mas re­cu­ou 1,2% em ou­tu­bro e vol­tou a avan­çar em no­vem­bro, 0,2%. De janeiro a no­vem­bro, o se­tor apre­sen­tou re­sul­ta­dos po­si­ti­vos em se­te me­ses. Ape­sar dis­so, acu­mu­la que­da de 7,1% no ano de 2016. O ge­ren­te do IBGE, An­dré Macedo, dis­se que os úl­ti­mos re­sul­ta­dos po­si­ti­vos não sig­ni­fi­cam uma re­ver­são de ten­dên­cia: “A cri­se no mercado de trabalho, na ren­da e no cré­di­to per­ma­ne­ce”, dis­se ele.

Pro­du­ção de veí­cu­los cai mais de 11%

Em 2016, a pro­du­ção de veí­cu­los no Bra­sil re­cu­ou 11,2%, de acor­do com a as­so­ci­a­ção das mon­ta­do­ras, An­fa­vea. É o 3º ano de que­da, re­sul­ta­do direto da bai­xa nas ven­das de car­ros, ca­mi­nhões e ôni­bus, que che­gou a 20% no ano pas­sa­do. No to­tal, no ano pas­sa­do fo­ram pro­du­zi­dos 2,15 milhões de car­ros, co- mer­ci­ais le­ves, ca­mi­nhões e ôni­bus. É pra­ti­ca­men­te a mes­ma pro­du­ção de 2014 (2,12 milhões de uni­da­des). Atu­al­men­te, a oci­o­si­da­de da in­dús­tria au­to­mo­ti­va bra­si­lei­ra es­tá em 52%, ou se­ja, as fá­bri­cas ins­ta­la­das pro­du­zem menos da me­ta­de do que po­dem.

Es­ta­do do Rio pa­ga ho­je sa­lá­rio de no­vem­bro

Só ho­je, o Es­ta­do do Rio deve de­po­si­tar a 2ª par­ce­la dos sa­lá­ri­os de nov2016. O valor da par­ce­la se­rá de R$ 1 mil. De acor­do com no­ta di­vul­ga­da pe­lo go­ver­no, “com o pa­ga­men­to des­ta se­gun­da par­ce­la, a fo­lha sa­la­ri­al es­ta­rá in­tei­ra­men­te qui­ta­da pa­ra 76% da fo­lha lí­qui­da de R$ 2,1 bi­lhões e pa­ra 67% do fun­ci­o­na­lis­mo”. Ser­vi­do­res fi­ze­ram on­tem pro­tes­to di­an­te do Palácio Gu­a­na­ba­ra, se­de do go­ver­no. Os fun­ci­o­ná­ri­os exi­gem re­gu­la­ri­za­ção de pa­ga­men­tos de sa­lá­ri­os de no­vem­bro, de­zem­bro e 13º.

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