Go­ver­no pro­me­te no­vos pre­sí­di­os

Jornaldodia - - PAGINA DELANTERA -

Qua­tro di­as após o massacre no Com­ple­xo Pe­ni­ten­ciá­rio Aní­sio Jo­bim (Com­paj), em Ma­naus, on­de mor­re­ram 60 pre­sos, o go­ver­no — por meio do mi­nis­tro Ale­xan­dre de Mo­ra­es, Jus­ti­ça — an­te­ci­pou on­tem seu pla­no na­ci­o­nal de se­gu­ran­ça. Sem pra­zos nem me­tas, a ideia é que se­jam cons­truí­dos cin­co pre­sí­di­os fe­de­rais de se­gu­ran­ça má­xi­ma. No mo­men­to, há pri­sões pro­me­ti­das há 13 anos ain­da não en­tre­gues. As no­vas pri­sões re­du­zi­ri­am em 0,4% o dé­fi­cit atu­al de vagas (250 mil). O go­ver­no cul­pou pe­lo massacre a em­pre­sa que faz a ges­tão do Com­paj.

PGR po­de pro­por in­ter­ven­ções nos Es­ta­dos

A Pro­cu­ra­do­ria-Ge­ral da Re­pú­bli­ca (PGR) vai apu­rar a si­tu­a­ção de pre­sí­di­os no AM, RS, PE e RO. O objetivo é ve­ri­fi­car se hou­ve des­cum­pri­men­to de acor­dos in­ter­na­ci­o­nais. O Bra­sil já res­pon­de ao Sis­te­ma In­te­ra­me­ri­ca­no de Di­rei­tos Hu­ma­nos por vi­o­la­ções nas pri­sões do RS (Pre­sí­dio Cen­tral de Por­to Ale­gre), RO (Ur­so Bran­co), PE (Aní­bal Bruno) e MA (Pe­dri­nhas), além de SP (Par­que São Lu­cas). A en­ti­da­de po­de­rá, in­clu­si­ve, pro­por ao Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF) a in­ter­ven­ção fe­de­ral na ges­tão car­ce­rá­ria des­ses Es­ta­dos.

Ma­naus: 8 assassinatos em uma noi­te.

Em menos de 24 horas, na noi­te de on­tem, Ma­naus re­gis­trou oi­to assassinatos, em di­ver­sas zo­nas da ca­pi­tal. To­das as vítimas são ho­mens — um de­les foi de­ca­pi­ta­do. A média da ca­pi­tal do Ama­zo­nas é de dois ho­mi­cí­di­os por noi­te. A Po­lí­cia Mi­li­tar acre­di­ta que o au­men­to nos ho­mi­cí­di­os te­nha re­la­ção di­re­ta com a fuga dos 184 pre­sos do Com­paj na 2a-fei­ra. A Po­lí­cia Ci­vil não quis fa­zer a li­ga­ção: afir­mou que os crimes ain­da es­tão sob investigação.

In­cên­dio tó­xi­co em fábrica de Cu­ba­tão

Ex­plo­são em uma cor­reia trans­por­ta­do­ra, de causa ain­da não de­fi­ni­da, ini­ci­ou in­cên­dio na Va­le Fer­ti­li­zan­tes em Cu­ba­tão SP. Hou­ve va­za­men­to de ni­tra­to de amô­nio, o que en­cheu o céu da ci­da­de de uma fu­ma­ça ala­ran­ja­da e tó­xi­ca. A De­fe­sa Ci­vil eva­cu­ou a co­mu­ni­da­de Man­ti­quei­ra, na pro­xi­mi­da­de: os mo­ra­do­res fo­ram le­va­dos a uma es­co­la do mu­ni­cí­pio. Em set2016, a Com­pa­nhia Am­bi­en­tal do Es­ta­do de São Paulo (Ce­tesb) mul­tou em R$ 250 mil a Va­le por aci­den­te ocor­ri­do em agos­to que con­ta­mi­nou o rio Cu­ba­tão com o mes­mo pro­du­to, o ni­tra­to de amô­nio.

Gu­a­ru­lhos, o 2º ae­ro­por­to mais pon­tu­al do mundo.

Le­van­ta­men­to da em­pre­sa OAG, que ava­lia o se­tor aé­reo, clas­si­fi­cou o ae­ro­por­to de Cum­bi­ca, em Gu­a­ru­lhos SP — o mai­or do País — co­mo o 2º mais pon­tu­al do mundo. Só perde pa­ra Ha­ne­da, em Tó­quio, Ja­pão. En­tre os ae­ro­por­tos ‘mui­to gran­des’, Ha­ne­da te­ve ín­di­ce de pon­tu­a­li­da­de de 87,49%; Gu­a­ru­lhos, 85,28%. En­tre os gran­des, Bra­sí­lia (JK) fi­cou em 4º, com 87,07%. E en­tre os mé­di­os, B Ho­ri­zon­te (Tan­cre­do Ne­ves), tam­bém fi­cou em 4º, com 88,49%.

As no­vas pri­sões re­du­zi­ri­am em 0,4% o dé­fi­cit atu­al de vagas

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