Sur­pre­sa: ta­xa Se­lic cai pa­ra 13% ao ano.

Jornaldodia - - PAGINA DELANTERA -

Com as me­lho­res apos­tas do mer­ca­do em re­du­ção de 0,50 pon­to per­cen­tu­al, o Co­mi­tê de Po­lí­ti­ca Mo­ne­tá­ria (Co­pom), do Ban­co Cen­tral (BC), sur­pre­en­deu a to­dos e bai­xou a ta­xa bá­si­ca de ju­ro (Se­lic) pa­ra 13% — uma que­da de 0,75 pon­to. No co­mu­ni­ca­do após a reu­nião, o BC apon­tou que o atu­al ce­ná­rio, “com pro­ces­so de de­sin­fla­ção mais dis­se­mi­na­do e ati­vi­da­de econô­mi­ca aquém do es­pe­ra­do, já tor­na apro­pri­a­da a an­te­ci­pa­ção do ci­clo de dis­ten­são”. Co­mo res­sal­va, fi­cou ex­plí­ci­to que a ex­ten­são do ci­clo de­pen­de­rá da in­fla­ção.

In­fla­ção em 2016: 6,29%, abai­xo do te­to da me­ta.

Gra­ças aos ali­men­tos e aos pre­ços ad­mi­nis­tra­dos, a in­fla­ção ofi­ci­al me­di­da pe­lo Ín­di­ce Na­ci­o­nal de Pre­ços ao Con­su­mi­dor Am­plo (IPCA), do IBGE, caiu. Fe­chou 2016 em 6,29%, abai­xo do te­to da me­ta do Ban­co Cen­tral (BC), que é 6,5% — no ano de 2015, a in­fla­ção foi de 10,67% Em dez2016, a ta­xa fi­cou em 0,30%, após al­ta de 0,18% em nov2016 e de 0,96% em dez2015. As pro­je­ções pa­ra a sa­fra de ali­men­tos, di­zem ana­lis­tas, de­ve man­ter a tra­je­tó­ria de bai­xa da in­fla­ção nes­te ano.

Me­lhor apo­sen­ta­do­ria pa­ra quem ga­nha aci­ma do mí­ni­mo

Quem ga­nha apo­sen­ta­do­ri­as aci­ma do sa­lá­rio mí­ni­mo te­rá van­ta­gem de­pois de 20 anos. O re­a­jus­te se­rá de 6,58%, pe­lo Ín­di­ce Na­ci­o­nal de Pre­ços ao Con­su­mi­dor (INPC). O au­men­to do mí­ni­mo foi de 6,48%, de R$ 880 pa­ra R$ 937. O te­to dos be­ne­fí­ci­os pa­gos pe­lo INSS aos se­gu­ra­dos che­ga­rá a R$ 5.531,31 em 2017 — em 2016, foi de R$ 5.189,82. Es­se va­lor le­va em con­ta o re­a­jus­te de 6,58%. O de­cre­to de­ve ser pu­bli­ca­do ama­nhã no Diá­rio Ofi­ci­al da União.

Tra­ba­lho: in­di­ca­do­res ne­ga­ti­vos.

Os dois in­di­ca­do­res de ava­li­a­ção do mer­ca­do de tra­ba­lho da Fun­da­ção Ge­tú­lio Var­gas (FGV) en­cer­ra­ram 2016 ne­ga­ti­vos. O In­di­ca­dor An­te­ce­den­te de Em­pre­go (Iaemp), que bus­ca an­te­ci­par ten­dên­ci­as, re­cu­ou 3,1 pon­tos em de­zem­bro, atin­gin­do 90 pon­tos. Foi o me­nor re­sul­ta­do do in­di­ca­dor des­de jul2016 (89,1 pon- tos). O In­di­ca­dor Coin­ci­den­te de De­sem­pre­go (ICD), que ava­lia a si­tu­a­ção atu­al do mer­ca­do, pi­o­rou 0,6 pon­to e atin­giu 103,6 pon­tos. É o pi­or re­sul­ta­do des­de nov2005. Os in­di­ca­do­res de­vem se­guir ne­ga­ti­vos, se­gun­do a FGV.

Acor­do en­tre União e Rio só na se­ma­na que vem

Com acor­do fe­cha­do em prin­cí­pio, mas não em de­ta­lhes, o acer­to com a União pa­ra as dí­vi­das do Es­ta­do do Rio foi adi­a­do pa­ra a se­ma­na que vem, em reu­nião en­tre o mi­nis­tro Hen­ri­que Mei­rel­les, Fa­zen­da, e o go­ver­na­dor Luiz Fer­nan­do Pe­zão (PMDB-RJ). En­tre­tan­to, o acor­do foi de­fi­ni­do por Mei­rel­les co­mo “viá­vel”: en­vol­ve­ria R$ 50 bi­lhões até 2020. Não es­tá de­fi­ni­da co­mo se­rá a aju­da — o pre­si­den­te do Ban­co do Bra­sil, Pau­lo Caf­fra­rel­li, par­ti­ci­pou da reu­nião.

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