Sem no­vi­da­des de Trump pa­ra os mer­ca­dos

Jornaldodia - - PAGINA DELANTERA -

To­do o mer­ca­do de olho em Do­nald Trump e na­da: o dis­cur­so do pre­si­den­te elei­to dos EUA não trou­xe ne­nhu­ma me­di­da, ne­nhu­ma no­vi­da­de pa­ra os mer­ca­dos. As­sim, a mo­e­da ame­ri­ca­na te­ve um dia vo­lá­til e en­cer­rou em que­da — o dólar co­mer­ci­al fe­chou em bai­xa de 0,17%, a R$ 3,1922. Pe­la mes­ma ra­zão, os mer­ca­dos de ações tam­bém não ti­ve­ram na­da que afe­tas­se os ín­di­ces. Aqui, o ín­di­ce Bo­ves­pa en­cer­rou com al­ta de 0,51%, a 62.446 pon­tos e mo­vi­men­to fra­co de R$ 5,4 bi­lhões (mé­dia, R$ 7,4 bi­lhões). En­tre as ações mais ne­go­ci­a­das, os des­ta­ques de al­ta fi­ca­ram com os pa­péis das com­pa­nhi­as de com­mo­di­ti­es, que se be­ne­fi­ci­am da va­lo­ri­za­ção do mi­né­rio de fer­ro.

Ban­cos anun­ci­am que­da de ju­ros

Foi só o Co­pom de­ci­dir bai­xar a ta­xa Se­lic, e ban­cos es­ta­tais e co­mer­ci­ais co­mo BB e Bra­des­co anun­ci­a­ram que­da de ju­ros em su­as li­nhas de cré­di­to. O Ban­co do Bra­sil in­for­mou que re­du­zi­rá as ta­xas de em­prés­ti­mos pa­ra fa­mí­li­as e em­pre­sas. O Bra­des­co tam­bém anun­ci­ou cor­tes pa­ra cré­di­to pes­so­al, fi­nan­ci­a­men­to de veí­cu­los e che­que es­pe­ci­al, en­tre ou­tras li­nhas. Os cor­tes, no BB e no Bra­des­co va­lem a par­tir de 16jan17.

me­lhor re­sul­ta­do da poupança em se­te anos

Me­lhor re­sul­ta­do des­de 2009, o ga­nho re­al da poupança no ano pas­sa­do foi de 1,9%, se­gun­do le­van­ta­men­to da con­sul­to­ria Eco­no­má­ti­ca. Em 2009, a ca­der­ne­ta ren­deu 2,63%. Em ter­mos no­mi­nais, sem des­con­tar a in­fla­ção, a ren­ta­bi­li­da­de da poupança foi de 8,30% em 2016, o me­lhor re­sul­ta­do des­de 2006, quan­do ren­deu 8,40%. Mes­mo as­sim, a poupança é o me­nos atra­en­te dos in­ves­ti­men­tos. O me­lhor ga­nho re­al foi da Bol­sa de S Pau­lo, com 30,72%. O Cer­ti­fi­ca­do de De­pó­si­to In­ter­fi­nan­cei­ro (CDI), usa­do na ren­da fi­xa, te­ve ga­nho de 7,25% aci­ma da in­fla­ção.

Pe­tro­bras ba­te re­cor­de de pro­du­ção

No ano pas­sa­do, a Pe­tro­bras re­gis­trou pro­du­ção mé­dia de 2.144.256 bar­ris por dia (bpd) — 0,75% aci­ma do re­sul­ta­do de 2015. Se­gun­do a es­ta­tal, a mé­dia anu­al da pro­du­ção na ca­ma­da pré-sal, em 2016, tam­bém foi a mai­or da his­tó­ria: 1,02 mi­lhão bpd, su­pe­ran­do a pro­du­ção de 2015 em 33%. On­tem, ain­da, o di­re­tor da área fi­nan­cei­ra Ivan Mon­tei­ro anun­ci­ou que a es­ta­tal tem uma car­tei­ra de US$ 42 bi­lhões em ati­vos que po­dem ser ven­di­dos. A em­pre­sa tem pla­no de ven­der US$ 21 bi­lhões em ati­vos em 2017 e 2018. A lis­ta do que es­tá à ven­da não foi di­vul­ga­da.

Con­go­nhas e San­tos po­dem ser pri­va­ti­za­dos

De­pois de reu­nião do Nú­cleo de In­fra­es­tru­tu­ra do go­ver­no, on­tem, no Pla­nal­to, o mi­nis­tro Dyo­go Oli­vei­ra, De­sen­vol­vi­men­to, afir­mou que es­tu­da-se in­cluir os ae­ro­por­tos de Con­go­nhas, em S Pau­lo, e San­tos Du­mont, no Rio, no pro­gra­ma de con­ces­sões à ini­ci­a­ti­va pri­va­da. Em mar­ço, o go­ver­no vai li­ci­tar qua­tro ae­ro­por­tos: For­ta­le­za, Por­to Ale­gre, Sal­va­dor e Flo­ri­a­nó­po­lis. A pre­vi­são é ar­re­ca­dar no mí­ni­mo R$ 3 bi­lhões em ou­tor­gas.

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