Te­mer ace­na com ta­xa de um dí­gi­to

Jornaldodia - - PAGINA DELANTERA -

“Sem que eu qu­ei­ra dar pal­pi­te na área fi­nan­cei­ra, va­mos nes­sa to­a­da. Em pou­co tem­po, o Brasil te­rá ju­ro de um dí­gi­to”, dis­se on­tem o pre­si­den­te Mi­chel Te­mer so­bre a no­va que­da de 0,75 pon­to da ta­xa Se­lic, pa­ra 13% ao ano, de­ter­mi­na­da um dia an­tes pe­lo Ban­co Cen­tral. Ao dis­cur­sar em ce­rimô­nia de inau­gu­ra­ção de es­co­la mu­ni­ci­pal em Praia Gran­de SP, que le­va o no­me de um dos seus ir­mãos, Fu­ed Te­mer, o pre­si­den­te dis­se tam­bém que nes­te ano o País es­ta­rá no cen­tro da me­ta de in­fla­ção, de 4,5% ao ano.

Eco­no­mia com ju­ro me­nor: até R$ 57 bi­lhões.

Com a que­da do ju­ro bá­si­co pa­ra 13% ao ano, po­dem cair sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te os cus­tos fi­nan­cei­ros da dí­vi­da pú­bli­ca. Cál­cu­lo da con­sul­to­ria Ten­dên­ci­as diz que o go­ver­no po­de eco­no­mi­zar até R$ 57,4 bi­lhões, se a ta­xa Se­lic re­cu­ar pa­ra 10,5% até o fi­nal do ano. Mes­mo com a que­da de 0,75 pon­to no ju­ro, de an­te­on­tem, o Brasil ain­da de­tém a li­de­ran­ça do ran­king de ju­ros re­ais. Des­con­ta­da a in­fla­ção, o ju­ro bra­si­lei­ro é de 7,93% ao ano, qua­se o do­bro dos 4,76% da Rús­sia, que es­tá em 2º lu­gar.

Rio: des­con­to mai­or pa­ra ser­vi­do­res.

Po­de de­mo­rar até qua­tro anos — um a mais do que se pre­via — pa­ra re­cu­pe­rar as fi­nan­ças do Es­ta­do Rio. Pa­ra aju­dar a re­cu­pe­ra­ção ao lon­go des­ses qua­tro anos os ser­vi­do­res flu­mi­nen­ses te­rão de pa­gar alí­quo­ta extra de 6% pa­ra a Pre­vi­dên­cia es­ta­du­al — me­di­da polêmica. Ho­je, a con­tri­bui­ção é de 11%, que se­ria ele­va­da pa­ra 14%; os 6% se­ri­am ex­tras, além da­que­le to­tal, per­fa­zen­do 20% de des­con­to. Os re­a­jus­tes que en­tra­ri­am já em vi­gor ago­ra se­rão adi­a­dos. Em 2016, o Es­ta­do gas­tou R$ 34,1 bi­lhões em sa­lá­ri­os, aci­ma do li­mi­te per­mi­ti­do pe­la lei.

Se­tor de ser­vi­ços sobe em no­vem­bro, mas cai no ano.

Mo­ti­vo pa­ra co­me­mo­rar: em nov2016, o vo­lu­me de ser­vi­ços pres­ta­dos no País su­biu 0,1%, an­te o mês an­te­ri­or, se­gun­do o IBGE. Mo­ti­vo pa­ra la­men­tar: em com­pa­ra­ção com nov2015, o mes­mo vo­lu­me foi 4,6% me­nor. Ao lon­go de 2016, a que­da foi de 5%. Em 12 me­ses, tam­bém hou­ve de­clí­nio de 5%. To­dos os seg­men­tos cres­ce­ram, mas o que mais se des­ta­cou ao lon­go do ano pas­sa­do foi o de ser­vi­ços de tec­no­lo­gia da in­for­ma­ção, que au­men­tou 4,2% em no­vem­bro an­te nov2015, o oi­ta­vo mês se­gui­do de al­ta.

De­sem­pre­ga­dos no mun­do: um ter­ço de bra­si­lei­ros.

Nes­te ano, um em ca­da três de­sem­pre­ga­dos do mun­do se­rá um bra­si­lei­ro, de acor­do com pro­je­ções da Or­ga­ni­za­ção In­ter­na­ci­o­nal do Tra­ba­lho (OIT). Is­so re­pre­sen­ta au­men­to de 1,2 mi­lhão de de­sem­pre­ga­dos no país, efei­to da pi­or re­ces­são dos úl­ti­mos tem­pos. Pe­las con­tas da OIT, o to­tal de pes­so­as sem tra­ba­lho che­ga­rá a 13,6 mi­lhões nes­te ano. Ao apre­sen­tar o re­la­tó­rio so­bre as pers­pec­ti­vas do em­pre­go no mun­do, o di­re­tor-ge­ral da OIT, Guy Ry­der, ad­ver­tiu que os de­sa­fi­os são par­ti­cu­lar­men­te gra­ves na Amé­ri­ca La­ti­na, afe­ta­da pe­la cri­se no Brasil.

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