Não há co­mo vo­tar a re­for­ma da Pre­vi­dên­cia. É a cri­se.

Jornaldodia - - ECONOMIA -

Em meio à cri­se po­lí­ti­ca com a de­nún­cia dos do­nos da Fri­boi so­bre o pre­si­den­te Mi­chel Te­mer [ver PO­LÍ­TI­CA], o re­la­tor da re­for­ma da Pre­vi­dên­cia na Câ­ma­ra, de­pu­ta­do Arthur Maia (PPS-BA), dis­se on­tem não há co­mo vo­tar a re­for­ma. “Há um ce­ná­rio de in­cer­te­zas, e não há es­pa­ço pa­ra avan­çar”, dis­se Maia. Se­gun­do ele, é ho­ra de “ar­ru­mar a ca­sa e es­cla­re­cer fa­tos obs­cu­ros”. O pa­re­cer da PEC que al­te­ra as apo­sen­ta­do­ri­as foi apro­va­do pe­la co­mis­são es­pe­ci­al e aguar­da­va vo­ta­ção no ple­ná­rio. Gold­fajn, pre­si­den­te do Ban­co Cen­tral (BC), reu­ni­ram-se pa­ra es­tu­dar ope­ra­ção que acal­me o mer­ca­do e blin­de a área econô­mi­ca. Mei­rel­les quer pas­sar a men­sa­gem de que a po­lí­ti­ca econô­mi­ca não se­rá con­ta­mi­na­da pe­la cri­se po­lí­ti­ca e que o País usa­rá su­as re­ser­vas pa­ra de­fen­der o re­al, se ne­ces­sá­rio. Lí­de­res po­lí­ti­cos ve­em di­fi­cul­da­des em im­ple­men­tar as re­for­mas fis­cais.

Equi­pe econô­mi­ca 26,5 mi­lhões po­de usar sem tra­ba­lho re­ser­vas

Di­an­te da cri­se po­lí­ti­ca, a equi­pe econô­mi­ca já tra­ba­lha com um ce­ná­rio ins­tá­vel, de al­ta do dó­lar e dos ju­ros. On­tem à noi­te, o mi­nis­tro Hen­ri­que Mei­rel­les, Fa­zen­da, e o Ilan Além dos 14,2 mi­lhões de de­sem­pre­ga­dos, o IBGE apon­ta que a for­ça de tra­ba­lho é su­bu­ti­li­za­da. São mais 12,3 mi­lhões. Es­sa ta­xa com­bi­na­da, se­gun­do o IBGE, dá um to­tal de 26,5 mi­lhões de pes­so­as ou de­sem­pre­ga­das ou su­bu­ti­li­za­das — 24,1% dos tra­ba­lha­do­res — no 1º tri­mes­tre des­te ano. No 4º tri­mes­tre de 2016, a ta­xa foi de 22,2% e, no mes­mo pe­río­do do ano pas­sa­do, 19,3%. En­tre os Es­ta­dos, a Bahia tem o mai­or ín­di­ce de de­sem­pre­go, 18,6%.

Ba­lan­ça co­mer­ci­al acu­mu­la

US$ 56 bi­lhões

Mai­or va­lor na sé­rie his­tó­ri­ca, o sal­do da ba­lan­ça co­mer­ci­al bra­si­lei­ra acu­mu­la­do em 12 me­ses che­gou a R$ 56 bi­lhões, de acor­do com o In­di­ca­dor do Co­mér­cio Ex­te­ri­or (Ico­mex), di­vul­ga­do on­tem pe­la Fun­da­ção Ge­tú­lio Var­gas (FGV). Em abril, o su­pe­rá­vit da ba­lan­ça foi de US$ 7 bi­lhões; o sal­do acu­mu­la­do no ano é de US$ 21 bi­lhões. En­tre abr2016 e abr2017, as ex­por­ta­ções cres­ce­ram 15% e as im­por­ta­ções, 2%. No 1º qua­dri­mes­tre, a va­ri­a­ção foi de 22% nas ex­por­ta­ções an­te o mes­mo pe­río­do do ano pas­sa­do; as im­por­ta­ções avan­ça­ram 9,5%. O au­men­to das ex­por­ta­ções em va­lor foi li­de­ra­do pe­lo cres­ci­men­to nos pre­ços, en­quan­to o das im­por­ta­ções, pe­lo vo­lu­me.

Gré­cia apro­va mais aus­te­ri­da­de

Por 153 vo­tos a fa­vor e 128 con­tra, o Par­la­men­to da Gré­cia apro­vou on­tem mais me­di­das de aus­te­ri­da­de. Os no­vos cor­tes são exi­gên­cia dos cre­do­res pa­ra des­blo­que­ar € 86 bi­lhões no pa­co­te de res­ga­te ao país. As no­vas po­lí­ti­cas in­clu­em mais cor­tes nas pen­sões e no­va al­ta dos im­pos­tos até 2020. O go­ver­no acha que, com is­so, po­de le­var a Gré­cia ao cres­ci­men­to. Os gre­gos, po­rém, não pen­sam as­sim: em Ate­nas, on­tem, do la­do de fo­ra do Par­la­men­to, hou­ve protestos vi­o­len­tos con­tra a po­lí­cia.

Gold­fajn (BC) e Mei­rel­les (Fa­zen­da): pa­ra acal­mar o mer­ca­do.

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