Pâ­ni­co nos mer­ca­dos

Jornaldodia - - NEGÓCIOS -

Por cau­sa da cri­se com a de­nún­cia con­tra o pre­si­den­te Te­mer [ver PO­LÍ­TI­CA], o mer­ca­do en­trou em pâ­ni­co, on­tem. O dó­lar co­mer­ci­al, que fe­cha­ra em tor­no de R$ 3,10 no dia an­te­ri­or, te­ve um dia de os­ci­la­ções e aca­bou fe­chan­do em R$ 3,3836 — mas che­gou a R$ 3,409. A for­te va­lo­ri­za­ção fez o Ban­co Cen­tral abrir lei­lão adi­ci­o­nal de 40 mil con­tra­tos de swaps cam­bi­ais. Na Bol­sa, um cir­cuit bre­a­ker sus­pen­deu as ne­go­ci­a­ções de­pois que o ín­di­ce Bo­ves­pa caiu 10,46% — o que não acon­te­cia des­de a cri­se glo­bal de 2008. As ações da Pe­tro­bras che­ga­ram a per­der 20%. No fim do dia, o ín­di­ce marcou 8,80%, a 61.597 pon­tos. O mo­vi­men­to foi re­cor­de his­tó­ri­co, de R$ 20,4 bi­lhões.

JBS te­ria com­pra­do US$ 1 bi­lhão no mer­ca­do

Ru­mo­res no mer­ca­do de câm­bio, on­tem, cor­ro­bo­ra­da por no­ta do jor­nal O Glo­bo, di­zem que a JBS Fri­boi com­prou gran­des quan­ti­da­des de dó­la­res an­tes do fe­cha­men­to do mer­ca­do na 4a-fei­ra, 17mai17 — mes­mo dia em que in­for­mou ter gra­va­do o pre­si­den­te Mi­chel Te­mer con­cor­dan­do com pa­ga­men­tos ao ex-de­pu­ta­do Edu­ar­do Cu­nha (PMDB-RJ), pa­ra com­prar seu si­lên­cio so­bre ali­a­dos do go­ver­no. Pe­los ru­mo­res, a JBS te­ria com­pra­do en­tre US$ 750 mil e US$ 1 bi­lhão em dó­la­res na 4a-fei­ra. On­tem, a mo­e­da dis­pa­rou, de R$ 3,13 no dia an­te­ri­or pa­ra até R$ 3,40.

Em­pre­sas per­dem R$ 215 bi­lhões em va­lor

In­ves­ti­do­res re­a­gi­ram on­tem às no­tí­ci­as so­bre a cri­se po­lí­ti­ca e fi­ze­ram as em­pre­sas bra­si­lei­ras lis­ta­das na Bol­sa SP per­de­rem mais de R$ 215 bi­lhões em va­lor de mer­ca­do. So­ma­dos, os qua­tro prin­ci­pais ban­cos de ca­pi­tal aber­to do país vi­ram seu va­lor na bol­sa en­co­lher R$ 83 bi­lhões. O Itaú per­deu R$ 27 bi­lhões — mes­ma per­da es­ti­ma­da pa­ra a Pe­tro­bras. A mi­ne­ra­do­ra Va­le so­freu me­nos, por­que se be­ne­fi­cia em ter­mos ope­ra­ci­o­nais do dó­lar va­lo­ri­za­do, se­gun­do ana­lis­tas.

Dolly in­ves­ti­ga­da: frau­de no ICMS.

Com a Ope­ra­ção Clo­ne, on­tem, a Se­cre­ta­ria de Fa­zen­da de São Pau­lo co­me­çou a in­ves­ti­gar a Ra­gi Re­fri­ge­ran­tes, fa­bri­can­te da mar­ca Dolly. A em­pre­sa tem dí­vi­da de R$ 2 bi­lhões em ICMS do Es­ta­do de S Pau­lo. E é sus­pei­ta de ter re­to­ma­do ati­vi­da­des de mo­do ir­re­gu­lar, de­pois de ter a ins­cri­ção es­ta­du­al cas­sa­da, em dez2016. Em no­ta, a Dolly in­for­mou “que não pra­ti­cou, tam­pou­co com­pac­tua com qual­quer ti­po de so­ne­ga­ção fis­cal”. E diz que foi “ví­ti­ma de seu es­cri­tó­rio con­tá­bil”.

Fa­ce­bo­ok mul­ta­do por acor­do com WhatsApp

Por ter for­ne­ci­do fal­sas in­for­ma­ções so­bre o acor­do da com­pra do WhatsApp em 2014, o Fa­ce­bo­ok foi mul­ta­do on­tem, em € 110 mi­lhões pe­los ór­gãos an­ti­trus­te da União Eu­ro­peia (UE). Se­gun­do a Co­mis­são Eu­ro­peia, o Fa­ce dis­se que não po­de­ria com­bi­nar as con­tas de usuá­ri­os em sua pla­ta­for­ma e na do WhatsApp, mas dois anos de­pois lan­çou um ser­vi­ço que faz exa­ta­men­te is­so. O Fa­ce­bo­ok de­cla­rou que os er­ros co­me­ti­dos em 2014 não fo­ram in­ten­ci­o­nais.

Ra­gi Re­fri­ge­ran­tes (Dolly): acu­sa­da de frau­de em im­pos­tos em SP.

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