Mer­ca­do na con­tra­mão do ce­ná­rio po­lí­ti­co

Jornaldodia - - NEGÓCIOS -

Na con­tra­mão do ce­ná­rio po­lí­ti­co, com a de­nún­cia do pre­si­den­te Mi­chel Te­mer [ver PO­LÍ­TI­CA], a Bol­sa de S Pau­lo avan­çou on­tem 1,80%, pa­ra 62.188 pon­tos, mas com gi­ro bai­xo, de R$ 4,6 bi­lhões. A al­ta foi im­pul­si­o­na­da por ações da Pe­tro­bras, Vale e por pa­péis de ban­cos. No mer­cao de câm­bio, o dó­lar co­mer­ci­al vol­tou ao pa­ta­mar de R$ 3,30. No fe­cha­men­to, a mo­e­da ame­ri­ca­na re­cu­ou 1,11%, a R$ 3,3015. Os ju­ros fu­tu­ros tam­bém re­cu­a­ram. O con­tra­to de jan2018 saiu de 8,995% pa­ra 8,975%. O ven­ci­men­to pa­ra jan2021 caiu de 10,21% pa­ra 10,19%.

Des­con­to em pa­ga­men­to à vis­ta ago­ra é le­gal

Já em vi­gor, co­mo Me­di­da Pro­vi­só­ria, a lei que per­mi­te des­con­tos em pa­ga­men­tos à vis­ta nas com­pras de bens foi san­ci­o­na­da on­tem pe­lo pre­si­den­te Mi­chel Te­mer. Até ago­ra, o co­mér­cio não ti­nha au­to­ri­za­ção le­gal pa­ra co­brar va­lo­res me­no­res em pre­ços à vis­ta. Co­mo os pre­ços ti­nham de ser iguais, e a ta­xa mé­dia das ope­ra­do­ras de car­tão é de 5%, ha­via im­pac­to nos va­lo­res à vis­ta. Os co­mer­ci­an­tes po­dem ou não adotar a prá­ti­ca. Quem adotar te­rá de avi­sar aos cli­en­tes a sua po­lí­ti­ca de des­con­tos.

Na­tu­ra for­ma­li­za com­pra da

Body Shop

Com ava­li­a­ção de € 1 bi­lhão — mas sem nú­me­ros di­vul­ga­dos —, a bra­si­lei­ra Na­tu­ra as­si­nou on­tem con­tra­to com a L’Oréal pa­ra com­pra da bri­tâ­ni­ca The Bo­dey Shop. A Na­tu­ra afir­ma que, pa­ra se­guir a boa prá­ti­ca de go­ver­nan­ça cor­po­ra­ti­va, re­a­li­za­rá as­sem­bleia ge­ral, a ser con­vo­ca­da, após o fe­cha­men­to da ope­ra­ção, na qual os aci­o­nis­tas te­rão opor­tu­ni­da­de de se ma­ni­fes­tar so­bre a tran­sa­ção.

Itaú­sa quer 50% da Al­par­ga­tas

Em co­mu­ni­ca­do ao mer­ca­do, on­tem, a Itaú­sa (Itaú Uni­ban­co) anun­ci­ou que tem in­te­res­se em ad­qui­rir 50% da Al­par­ga­tas, em pro­ces­so li­de­ra­do pe­la Cam­buhy In­ves­ti­men­tos, da fa­mí­lia Mo­rei­ra Sal­les. A Al­par­ga­tas con­fir­mou que a sua con­tro­la­do­ra, J&F In­ves­ti­men­tos, as­si­nou acor­do de con­fi­den­ci­a­li­da­de com a Cam­buhy pa­ra ven­der sua par­ti­ci­pa­ção. A in­ten­ção da Itaú­sa é fir­mar um acor­do de ges­tão com­par­ti­lha­da com a Cam­buhy. Mas res­sal­vou que não há qual­quer do­cu­men­to fir­ma­do. A Al­par­ga­tas, do­na das san­dá­li­as Ha­vai­a­nas, foi ven­di­da pa­ra a J&F em 2015 pe­la Camargo Cor­rêa, in­ves­ti­ga­da na Ope­ra­ção La­va-Ja­to.

Ta­ka­ta, dos airbgs: fa­lên­cia.

Acu­sa­da de ven­der air­bags de­fei­tu­o­sos em to­do o mun­do — com pe­lo me­nos 16 mor­tes —, a ja­po­ne­sa Ta­ka­ta de­cla­rou fa­lên­cia on­tem. A em­pre­sa in­for­mou que con­cluiu acor­do pa­ra trans­fe­rir ati­vi­da­des à Key Sa­fety Sys­tems (KSS), fa­bri­can­te de au­to­pe­ças ame­ri­ca­na que per­ten­ce à chi­ne­sa Ning­bo Joy­son Elec­tro­nic. O acor­do é de € 1,4 bi­lhão. A Ta­ka­ta uti­li­za­va em seus air­bags um agen­te quí­mi­co, ni­tra­to de amô­nio, sem ne­nhum agen­te des­se­can­te. Es­sa com­bi­na­ção im­pe­dia a ab­sor­ção da umi­da­de; em con­di­ções cli­má­ti­cas ex­tre­mas, pro­vo­ca­va ex­plo­sões.

Air­bags da Ta­ka­ta: 16 mor­tes, pre­juí­zos e fa­lên­cia.

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