Ja­not con­tra a re­for­ma tra­ba­lhis­ta

Jornaldodia - - ECONOMIA -

San­ci­o­na­da em ju­lho, a re­for­ma tra­ba­lhis­ta es­tá sob fo­go do pro­cu­ra­dor-ge­ral da Re­pú­bli­ca, Rodrigo Ja­not. On­tem, ele pe­diu ao Supremo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF) que se­jam der­ru­ba­dos pon­tos da re­for­ma que mo­di­fi­cam re­gras para as isen­ções de cus­tos em pro­ces­sos de tra­ba­lha­do­res po­bres. Ja­not diz que a no­va lei im­põe “in­ten­sa des­re­gu­la­men­ta­ção da pro­te­ção so­ci­al do tra­ba­lho” com re­gras que re­du­zem “di­rei­tos ma­te­ri­ais dos tra­ba­lha­do­res”.

Re­for­ma da Pre­vi­dên­cia não deve sair es­te ano

Em­bo­ra 83% dos de­pu­ta­dos di­gam que a re­for­ma da Pre­vi­dên­cia não pas­sa es­te ano, o mi­nis­tro Hen­ri­que Mei­rel­les, Fa­zen­da, afir­mou on­tem que o go­ver­no ain­da acre­di­ta na apro­va­ção. “Nos­sa ex­pec­ta­ti­va é po­si­ti­va. O País pre­ci­sa de uma re­for­ma da Pre­vi­dên­cia”, dis­se ele. A pes­qui­sa que apon­tou os 83% de de­pu­ta­dos que não acre­di­tam na apro­va­ção foi fei­ta pe­la con­sul­to­ria Ar­ko Ad­vi­ce, que ou­viu 201 dos 513 de­pu­ta­dos fe­de­rais, de 25 par­ti­dos po­lí­ti­cos. Para os en­tre­vis­ta­dos, a pro­xi­mi­da­de das elei­ções de 2018 é o prin­ci­pal obs­tá­cu­lo.

Mei­rel­les ele­va pre­vi­são do PIB para 3%

Foi só en­cer­rar reu­nião com o pre­si­den­te Mi­chel Te­mer, e o mi­nis­tro Hen­ri­que Mei­rel­les, Fa­zen­da, mos­trou-se mui­to oti­mis­ta com a eco­no­mia. À saí­da da reu­nião, anun­ci­ou que es­pe­ra al­ta do PIB “ao re­dor de 3%” em 2018. Con­fron­ta­do com a re­du­ção de ex­pec­ta­ti­va do go­ver­no (de 2,5% para 2%, na se­ma­na pas­sa­da), Mei­rel­les dis­se que a pre­vi­são do Or­ça­men­to tem mes­mo de ser con­ser­va­do­ra. Mei­rel­les evi­tou pre­ver pra­zo para que o Con­gres­so apro­ve a no­va me­ta fis­cal — com dé­fi­cit de R$ 159 bi­lhões —, mas dis­se que, se is­so não ocor­rer, se­rá ne­ces­sá­rio au­men­tar tri­bu­tos.

Sa­lá­ri­os de mi­nis­tros se­rão de­ta­lha­dos

Por or­dem da pre­si­den­te do Supremo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF), mi­nis­tra Cár­men Lú­cia, o si­te da Cor­te vai mos­trar, em detalhes, os pa­ga­men­tos a mi­nis­tros e ser­vi­do­res. A medida aten­de a re­so­lu­ção do Con­se­lho Na­ci­o­nal de Jus­ti­ça (CNJ) que de­fi­niu trans­pa­rên­cia a da­dos so­bre sa­lá­ri­os e be­ne­fí­ci­os, fren­te aos ca­sos das re- mu­ne­ra­ções que ul­tra­pas­sam o te­to. Pe­la Cons­ti­tui­ção, ne­nhum ser­vi­dor pú­bli­co po­de re­ce­ber mais do que o sa­lá­rio de um mi­nis­tro do STF, ho­je cer­ca de R$ 33 mil.

Mer­ca­do re­duz pro­je­ção da in­fla­ção

Gra­ças à re­du­ção da pré­via do IPCA de agos­to, o mer­ca­do re­du­ziu ain­da mais a pro­je­ção para a in­fla­ção des­te ano e apos­ta, ain­da, em um cor­te mai­or da ta­xa bá­si­ca (Se­lic). Se­gun­do ana­lis­tas no bo­le­tim Fo­cus, do Ban­co Central, as es­ti­ma­ti­vas para a in­fla­ção ofi­ci­al caí­ram de 3,51% para 3,45% no fim des­te ano. Para a Se­lic em 2017, o mer­ca­do cor­tou a pro­je­ção de 7,50% para 7,25%. O mer­ca­do re­vi­sou para 0,39% a pro­je­ção para o avan­ço do PIB bra­si­lei­ro em 2017, de­pois de man­ter por seis se­ma­nas a es­ti­ma­ti­va em 0,34%. Para 2018, a pro­je­ção para o PIB foi man­ti­da em 2% pe­la oi­ta­va se­ma­na se­gui­da.

Mi­nis­tra Cár­men Lú­cia: por­me­no­res dos con­tra-che­ques.

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