Em meio a in­cer­te­zas, a Bol­sa so­be.

Jornaldodia - - NEGÓCIOS -

À es­pe­ra de vo­ta­ções ain­da in­cer­tas no Con­gres­so, o mer­ca­do te­ve um dia de os­ci­la­ções. Os ne­gó­ci­os fo­ram mar­ca­dos, tam­bém, pe­la aver­são ao ris­co no ex­te­ri­or por cau­sa do tes­te de míssil da Coreia do Nor­te [ver INTER]. No mer­ca­do de ações, o Ín­di­ce Bo­ves­pa fe­chou em al­ta de 0,44%, a 71.329 pon­tos — a mai­or al­ta foi re­gis­tra­da pe­la Em­bra­er, 4,11%; na ou­tra pon­ta, as ações or­di­ná­ri­as da Ele­tro­bras re­cu­a­ram 2,67%. No câm­bio, o dó­lar co­mer­ci­al fe­chou es­tá­vel em R$ 3,1625. No mun­do, o dó­lar va­lo­ri­zou-se an­te 17 das 31 prin­ci­pais mo­e­das.

Pa­sa­de­na: pu­ni­ções à vis­ta.

Ho­je, o Tri­bu­nal de Con­tas da União (TCU) de­ve apli­car as pri­mei­ras pu­ni­ções a ex-di­ri­gen­tes da Pe­tro­bras por pre­juí­zos da com­pra da Re­fi­na­ria de Pa­sa­de­na, no Te­xas, EUA. Po­dem ser con­de­na­dos o ex­pre­si­den­te da es­ta­tal Jo­sé Sér­gio Ga­bri­el­li e o ex-di­re­tor Nes­tor Cer­ve­ró. Uma ou­tra in­ves­ti­ga­ção ava­lia a res­pon­sa­bi­li­da­de da ex-pre­si­den­te Dil­ma Rous­seff. A Pe­tro­bras pa­gou US$ 359 mi­lhões por 50% da re­fi­na­ria, que cus­ta­ra US$ 42 mi­lhões ao gru­po bel­ga As­tra Oil. Em de­sa­cor­do, a As­tra aci­o­nou cláu­su­la que lhe as­se­gu­ra­va o di­rei­to de ven­der sua fa­tia à es­ta­tal, o que cus­tou US$ 820 M. O pre­juí­zo che­gou a US$ 792M.

Cai­xa en­cer­ra de­pó­si­tos do lu­cro do FGTS

Mais de 245 mi­lhões de con­tas re­ce­be­ram os lu­cros do FGTS. Fo­ram R$ 7,2 bi­lhões de­po­si­ta­dos nas con­tas dos tra­ba­lha­do­res pe­la Cai­xa Econô­mi­ca Fe­de­ral. O to­tal dis­tri­buí­do re­pre­sen­ta me­ta­de do re­sul­ta­do de R$ 14,5 bi­lhões do FGTS em 2016, se­gun­do a Cai­xa. Pe­las re­gras, o per­cen­tu­al de dis­tri­bui­ção de re­sul­ta­dos é de 50% do lu­cro lí­qui­do do exer­cí­cio an­te­ri­or. A ren­ta­bi­li­da­de foi de 1,93%. Ca­da tra­ba­lha­dor re­ce­beu, em mé­dia, R$ 29,62.

S&P re­bai­xa no­ta da BRF

Caiu de BBB pa­ra BBB- a no­ta da BRF (Sa­dia/Per­di­gão) pe­la agên­cia de clas­si­fi­ca­ção de ris­co Stan­dard & Po­or’s (S&P). Em es­ca­la na­ci­o­nal, a no­ta foi man­ti­da em brAAA. A pers­pec­ti­va pa­ra a no­ta é es­tá­vel. A S&P afir­ma ain­da que a ala­van­ca­gem da em­pre­sa po­de va­ri­ar no­va­men­te de­vi­do à ins­ta­bi­li­da­de no mer- ca­do de com­mo­di­ti­es e do câm­bio, e res­sal­ta a ex­po­si­ção e pre­sen­ça da BRF em re­giões ins­tá­veis, co­mo o Ori­en­te Mé­dio. Ali, a em­pre­sa so­freu re­cen­te­men­te com de­se­qui­lí­bri­os na ofer­ta e de­man­da, au­men­to da tri­bu­ta­ção e mai­or con­cor­rên­cia.

Ele­tro­brás po­de ren­der só R$ 10 bi­lhões

Po­de não ser mai­or do que R$ 10 bi­lhões o ga­nho que a União de­ve ob­ter com a ven­da das usi­nas da Ele­tro­brás, se­gun­do Pau­lo Pe­dro­sa, mi­nis­tro in­te­ri­no de Mi­nas & Ener­gia. Se­gun­do ele, es­se é o va­lor “de se­gu­ran­ça”, já que a pos­sí­vel con­ces­são de­va ser fei­ta por cer­ca de R$ 20 bi­lhões. Além da de­ses­ta­ti­za­ção, por emis­são de ações que vai di­luir a par­ti­ci­pa­ção do go­ver­no, as equi­pes do mi­nis­té­rio e da área econô­mi­ca es­tu­dam a pos­si­bi­li­da­de de a União ven­der sua par­ti­ci­pa­ção na elé­tri­ca.

Pa­sa­de­na, EUA: pre­juí­zo de US$ 792 mi­lhões pa­ra a Pe­tro­bras.

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