STF vai de­ci­dir de­nún­cia con­tra Te­mer

Jornaldodia - - POLÍTICA -

Às vés­pe­ras de dei­xar o car­go, o pro­cu­ra­dor-ge­ral Rodrigo Ja­not fez on­tem sua 2ª de­nún­cia ao Su­pre­mo con­tra o pre­si­den­te Mi­chel Te­mer. Te­mer foi não só in­cluí­do no gru­po “qua­dri­lhão do PMDB” co­mo foi apon­ta­do “lí­der da or­ga­ni­za­ção cri­mi­no­sa” des­de mai2016. Em no­ta, a Pro­cu­ra­do­ria in­for­mou que hou­ve prá­ti­ca de ações ilí­ci­tas em troca de pro­pi­nas por meio de di­ver­sos ór­gãos pu­bli­cos — te­ri­am re­ce­bi­do R$ 587 mi­lhões. Te­mer dis­se que a de­nún­cia é “re­che­a­da de ab­sur­dos”. No fi­nal da noi­te, o mi­nis­tro Ed­son Fa­chin aten­deu pe­di­do de Te­mer: vai es­pe­rar o Su­pre­mo para en­vi­ar a no­va de­nún­cia à Câ­ma­ra.

Mi­nis­tros de­nun­ci­a­dos con­ti­nu­am no go­ver­no

Na de­nún­cia con­tra Te­mer, es­tão in­cluí­dos mi­nis­tros de go­ver­no, en­tre eles Eli­seu Pa­di­lha (Ca­sa Ci­vil) e Mo­rei­ra Fran­co (Se­cre­ta­ria-Ge­ral da Pre­si­dên­cia). Mas Te­mer não cum­priu promessa se­gun­do a qual afas­ta­ria tem­po­ra­ri­a­men­te mi­nis­tros de­nun­ci­a­dos por cri­mes da La­va-Ja­to. Os mi­nis­tros ci­ta­dos se­rão man­ti­dos. Para jus­ti­fi­car, o go­ver­no dis­se que es­se foi um mo­vi­men­to pes­so­al de Ja­not. Fo­ram de­nun­ci­a­dos, ainda, o ex­de­pu­ta­do Edu­ar­do Cu­nha e o ex-mi­nis­tro Ged­del de Li­ma. acor­do de de­la­ção quan­do ainda es­ta­va no Mi­nis­té­rio Pú­bli­co. O áu­dio foi en­tre­gue em 31ago17. Para a equi­pe de Ja­not, hou­ve des­cum­pri­men­to do acor­do que tra­ta de omis­são de má-fé. Mas as pro­vas con­ti­nu­am vá­li­das.

Ja­not x Gil­mar: guer­ra de ci­ta­ções.

Em re­ca­do ao pro­cu­ra­dor­ge­ral Rodrigo Ja­not — de saí­da —, o mi­nis­tro do Su­pre­mo Gil­mar Men­des dis­se a jor­na­lis­tas na úl­ti­ma ses­são do pro­cu­ra­dor, ci­tan­do Bo­ca­ge (1765-1805): “Que sai­ba mor­rer quem vi­ver não sou­be”. No dis­cur­so de adeus, Ja­not res­pon­deu com ou­tra ci­ta­ção, bí­bli­ca: “Os mor­tos, dei­xai-os a seus pró­pri­os cui­da­dos”. E afir­mou que os ata­ques que so­freu “são o cus­to por en­fren­tar um mo­de­lo po­lí­ti­co cor­rup­to e pro­du­tor de cor­rup­ção ci­men­ta­do por anos de im­pu­ni­da­de e des­ca­so”.

In­dí­ci­os “ve­e­men­tes” apon­tam cri­mes de Mag­gi

Na au­to­ri­za­ção de bus­ca e apre­en­são em en­de­re­ços do mi­nis­tro Blai­ro Mag­gi, Agri­cul­tu­ra, o mi­nis­tro do Su­pre­mo Luiz Fux dis­se que são “ve­e­men­tes” os in­dí­ci­os de cri­mes de obs­tru­ção de Jus­ti­ça e or­ga­ni­za­ção cri­mi­no­sa. Os man­da­dos de on­tem fazem par­te da Ope­ra­ção Ma­le­bol­ge (o oi­ta­vo cír­cu­lo do In­fer­no de Dan­te), para re­for­çar pro­vas de pro­pi­na a mem­bros do Le­gis­la­ti­vo Es­ta­du­al de MT, para apro­var pro­je­tos do en­tão go­ver­na­dor Sil­val Bar­bo­sa ou se abs­ter de in­ves­ti­gar mem­bros da cú­pu­la do go­ver­no.

O mi­nis­tro da Agri­cul­tu­ra po­de ser acu­sa­do

Jo­es­ley e Saud: os dois per­de­ram o acor­do de de­la­ção e ga­nha­ram pri­sões pre­ven­ti­vas (sem pra­zo).

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