Re­fis pa­ra cor­rup­tos? Es­sa não.

Jornaldodia - - ECONOMIA -

Com má re­per­cus­são, a Câ­ma­ra re­ti­rou on­tem da MP do no­vo Re­fis a pos­si­bi­li­da­de de par­ce­la­men­to pa­ra pes­so­as en­vol­vi­das em cri­mes de cor­rup­ção. O re­la­tor da me­di­da pro­vi­só­ria (MP) que cria o Re­fis, de­pu­ta­do New­ton Car­do­so Jú­ni­or (PMDB-MG), ha­via in­cluí­do es­se be­ne­fí­cio. Mas a Câ­ma­ra dei­xou no tex­to a per­mis­são pa­ra que agen­tes pú­bli­cos, in­clu­si­ve po­lí­ti­cos, e pa­ren­tes até 2º grau pos­sam ade­rir ao no­vo Re­fis. O PSOL que­ria proi­bir que de­ten­to­res de car­gos pú­bli­cos de di­re­ção ou ele­ti­vos par­ti­ci­pas­sem do pro­gra­ma, mas o pe­di­do foi re­jei­ta­do.

Pro­du­ção in­dus­tri­al cai 0,8%

Em agos­to, a pro­du­ção in­dus­tri­al re­cu­ou 0,8% so­bre o mês an­te­ri­or, na sé­rie com ajus­te sa­zo­nal, se­gun­do o IBGE. Es­se re­sul­ta­do in­ter­rom­pe qua­tro me­ses de ex­pan­são na pro­du­ção, pe­río­do em que acu­mu­lou ga­nho de 3,3%. Na sé­rie sem ajus­te sa­zo­nal, no con­fron­to com ago2016, o to­tal da in­dús­tria apon­tou cres­ci­men­to de 4,0% em ago2017. No ín­di­ce acu­mu­la­do em 2017, o se­tor in­dus­tri­al as­si­na­lou acrés­ci­mo de 1,5%. A ta­xa acu­mu­la­da nos úl­ti­mos 12 me­ses te­ve va­ri­a­ção ne­ga­ti­va de 0,1% no pe­río­do.

Go­ver­no dis­tri­bui R$ 10 bi­lhões

Por­ta­ria do Mi­nis­té­rio do Pla­ne­ja­men­to, pu­bli­ca­da on­tem no Diá­rio Ofi­ci­al da União, dis­tri­bui qua­se R$ 10 bi­lhões do Or­ça­men­to des­te ano pa­ra os mi­nis­té­rio. As mai­o­res li­be­ra­ções se­rão pa­ra as pas­tas da De­fe­sa (R$ 2 bi­lhões) e da In­te­gra­ção Na­ci­o­nal (R$ 1 bi­lhão). A por­ta­ria traz o va­lor li­be­ra­do por mi­nis­té­rio, sem es­pe­ci­fi­car os pro­gra­ma­das be­ne­fi­ci­a­dos. O go­ver­no pre­ten­de ga­ran­tir o uso dos va­lo­res na ma­nu­ten­ção de ati­vi­da­des de pro­gra­mas pri­o­ri­tá­ri­os, co­mo se­gu­ran­ça pú­bli­ca e car­ros-pipa pa­ra abas­te­ci­men­to de água em áre­as re­mo­tas.

Bô­nus Glo­bal 2028 de

US$ 3 bi­lhões

O Te­sou­ro Na­ci­o­nal anun­ci­ou on­tem emis­são de bô­nus da dí­vi­da ex­ter­na em dó­la­res, com pra­zo de dez anos e ven­ci­men­to em 13jan18. To­tal: US$ 3 bi­lhões. O tí­tu­lo tem cu­pom de ju­ros de 4,625% ao ano, com spre­ad de 235 pon­tos-ba­se aci­ma do Tre­a­sury (tí­tu­lo bá­si­co dos EUA). O Glo­bal 2028 se­rá emi­ti­do em ope­ra­ção tam­bém de re­com­pra de tí­tu­los. Fon­tes da área econô­mi­ca con­si­de­ra­ram “óti­mo” o re­sul­ta­do da ope­ra­ção de emis­são de bô­nus, com­bi­na­da com ge­ren­ci­a­men­to de pas­si­vo ex­ter­no.

Mer­co­sul não gos­ta da pro­pos­ta da Eu­ro­pa

Em no­va ro­da­da de ne­go­ci­a­ções, on­tem, a União Eu­ro­peia (UE) apre­sen­tou ao Mer­co­sul pro­pos­ta de co­tas de im­por­ta­ção de eta­nol e car­ne. Mas os nú­me­ros fo­ram con­si­de­ra­dos bai­xos, se­gun­do uma fon­te. A co­ta se­ria de 600 mil to­ne­la­das de eta­nol e de 70 mil to­ne­la­das de car­ne — em 2004, quan­do co­me­çou a ne­go­ci­a­ção, era de 100 mil to­ne­la­das de car­ne e 1 mi­lhão de to­ne­la­das de eta­nol. A ro­da­da que co­me­çou 2a-fei­ra, em Bra­sí­lia, de­ve­ria ser de­ci­si­va pa­ra fe­char o acor­do até de­zem­bro. Uma pro­pos­ta con­si­de­ra­da ruim, no en­tan­to, po­de atra­sar o cro­no­gra­ma.

Que­da da pro­du­ção: de­pois de qua­tro me­ses de ex­pan­são.

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