Pe­tro­bras dá má­xi­ma his­tó­ri­ca à Bol­sa

Jornaldodia - - NEGÓCIOS -

Pos­si­bi­li­da­de de re­du­ção dos com­pul­só­ri­os dos ban­cos e cap­ta­ção ex­ter­na do Te­sou­ro aju­da­ram. Mas cer­ta­men­te foi a fa­la do mi­nis­tro Fernando Co­e­lho Fi­lho, Mi­nas & Ener­gia, su­ge­rin­do a pri­va­ti­za­ção da Pe­tro­bras que le­vou a Bol­sa de São Paulo ao au­ge, on­tem. O ín­di­ce Bo­ves­pa deu um sal­to de 3,23%, a 76.762 pon­tos — no­va má­xi­ma his­tó­ri­ca. As ações ON da Pe­tro­bras su­bi­ram 4,65%, e as PN, 3,77%. No câm­bio, pe­lo quar­to dia se­gui­do, o dó­lar re­cu­ou an­te o re­al, re­fle­tin­do a re­tra­ção acen­tu­a­da do ris­co País. A mo­e­da ame­ri­ca­na caiu 0,25%, pa­ra R$ 3,1465.

Pe­tro­bras pri­va­ti­za­da?

To­do mun­do des­men­tiu ve­e­men­te­men­te — do mi­nis­tro Fernando Co­e­lho Fi­lho, Mi­nas & Ener­gia, que lan­çou a ideia, à di­re­ção da Pe­tro­bras —, mas o cer­to é que a mai­or no­tí­cia no mer­ca­do, on­tem, foi a su­ges­tão de pri­va­ti­za­ção da es­ta­tal. “Ne­nhu­ma de­ci­são foi to­ma­da”, dis­se o mi­nis­tro, que no dia an­te­ri­or, em pro­gra­ma da TV Cul­tu­ra de S Paulo dis­se que a pri­va­ti­za­ção de­ve acon­te­cer, em­bo­ra res­sal­vas­se que, por ora, es­tá “fo­ra de co­gi­ta­ção”. Ana­lis­tas di­zem que ain­da que se­ja uma es­pe­cu­la­ção a ideia es­tá sen­do con­si­de­ra­da uma “se­men­te”.

Mais pres­são so­bre a Oi

Re­nún­cia na vés­pe­ra do vi­cep­re­si­den­te da ope­ra­do­ra Oi, Ri­car­do Ma­la­va­zi Mar­tins, agra­va a si­tu­a­ção da ope­ra­do­ra, se­gun­do dis­se on­tem o pre­si­den­te da Agên­cia Na­ci­o­nal de Te­le­co­mu­ni­ca­ções (Ana­tel), Ju­a­rez Qua­dros. A Ana­tel ava­lia a pos­si­bi­li­da­de de cas­sar as con­ces­sões e au­to­ri­za­ções pa­ra a pres­ta­ção de ser­vi­ços pe­la em­pre­sa. “O di­re­tor fi­nan­cei­ro tam­bém tem res­pon­sa­bi­li­da­de fi­du­ciá­ria”, dis­se Qua­dros. Com dí­vi­das de R$ 65 bi­lhões, a Oi pe­diu re­cu­pe­ra­ção ju­di­ci­al em jun2016 e até o mo­men­to não con­se­guiu apro­var um pla­no de re­es­tru­tu­ra­ção.

Ven­das de veí­cu­los ca­em 8%

Em se­tem­bro, as ven­das de car­ros, co­mer­ci­ais le­ves, ca­mi­nhões e ôni­bus no­vos caí­ram 8% so­bre o mês an­te­ri­or, pa­ra 199.227 uni­da­des. Se­gun­do a as­so­ci­a­ção de con­ces­si­o­ná­ri­as, Fe­na­bra­ve, a que­da de­veu-se ao me­nor nú­me­ro de di­as úteis no úl­ti­mo mês. Na com­pa­ra­ção com set2016, hou­ve al­ta de 24,5% nas ven­das. De ja­nei­ro a se­tem­bro, fo­ram em­pla­ca­dos 1,62 mi­lhão de uni­da­des — 7,4% mai­or so­bre o mes­mo pe­río­do de 2016.

Bra­sil, 4º país em nú­me­ro de usuá­ri­os de in­ter­net.

Re­la­tó­rio da Con­fe­rên­cia das Na­ções Uni­das so­bre Co­mér­cio e De­sen­vol­vi­men­to (UNCTAD) co­lo­cou o Bra­sil em 4º lu­gar no ran­king de usuá­ri­os de in­ter­net. Com 120 mi­lhões de pes­so­as co­nec­ta­das, o Bra­sil fi­ca atrás ape­nas dos EUA (242 mi­lhões), Ín­dia (333 mi­lhões) e Chi­na (705 mi­lhões). Se con­si­de­ra­do o to­tal de usuá­ri­os em re­la­ção à po­pu­la­ção, nos­so de­sem­pe­nho é in­fe­ri­or. Se­gun­do da­dos da União In­ter­na­ci­o­nal de Te­le­co­mu­ni­ca­ções (UIT), o país tem 59% de usuá­ri­os, in­fe­ri­or a Rei­no Uni­do (94%), Ja­pão (92%), Ale­ma­nha (90%), EUA (76%) e Rús­sia (76%).

Mi­nis­tro Fernando Co­e­lho Fi­lho: ideia con­si­de­ra­da "se­men­te".

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