De olho na in­fla­ção

Jornaldodia - - ECONOMIA -

O Ín­di­ce de Pre­ços ao Con­su­mi­dor Am­plo (IPCA) de ou­tu­bro sai nes­ta 6a-feira (10nov17). Se­gun­do a me­di­a­na das es­ti­ma­ti­vas em pes­qui­sa Blo­om­berg, o in­di­ca­dor de­ve ace­le­rar pa­ra 0,48% no úl­ti­mo mês, aci­ma do ní­vel de 0,16% de se­tem­bro. Se a es­ti­ma­ti­va for con­fir­ma­da, o da­do se­rá o mai­or des­de jul2016. O IPCA acu­mu­la­do de 12 me­ses tam­bém de­ve ace­le­rar, em­bo­ra per­ma­ne­ça abai­xo de 3%. En­quan­to o atra­so da re­for­ma da Pre­vi­dên­cia adia as ini­ci­a­ti­vas vis­tas co­mo cru­ci­ais pa­ra um ajus­te fis­cal mais pro­fun­do, mesmo as me­di­das mais emer­gen­ci­ais de ajus­te so­frem no­vas pres­sões com ame­a­ças de gre­ves e ações ju­di­ci­ais. Con­tra a MP que adia o re­a­jus­tes e au­men­ta a con­tri­bui­ção pre­vi­den­ciá­ria, ser­vi­do­res vão à Jus­ti­ça e ame­a­çam pa­rar. Já o Sin­di­fis­co, dos au­di­to­res fis­cais, fa­rá pa­ra­li­sa­ções em to­do o país, in­cluin­do adu­a­nas em por­tos, ae­ro­por­tos e zo­nas de fron­tei­ras. Des­de ze­ro ho­ra de domingo, os pre­ços do gás de co­zi­nha re­si­den­ci­al em bo­ti­jões de até 13 kg au­men­ta­ram — 4,5% em mé­dia. Se­gun­do a Pe­tro­bras, que anun­ci­ou o au­men­to na sexta-feira (03nov17), a cau­sa prin­ci­pal do re­a­jus­te é a “al­ta das co­ta­ções in­ter­na­ci­o­nais, in­flu­en­ci­a­da pe­la con­jun­tu­ra ex­ter­na e pe­la pro­xi­mi­da­de do in­ver­no no he­mis­fé­rio nor­te”. Ainda con­for­me a com­pa­nhia, a va­ri­a­ção do câm­bio tam­bém con­tri­buiu pa­ra o au­men­to. Se o re­a­jus­te for re­pas­sa­do in­te­gral­men­te ao con­su­mi­dor fi­nal, o bo­ti­jão po­de che­gar a au­men­tar em mé­dia 2%, uma al­ta de R$ 1,21, se­gun­do os cál­cu­los da com­pa­nhia.

Já va­lem os no­vos pre­ços do gás Car­nes: Mag­gi Ame­a­ças de greve mi­ni­mi­za de ser­vi­do­res sus­pen­são pe­la Rús­sia.

Pa­ra o mi­nis­tro Blai­ro Mag­gi, Agri­cul­tu­ra, não há mui­ta im­por­tân­cia na sus­pen­são tem­po­rá­ria das im­por­ta­ções de car­ne bo­vi­na pe­la Rús­sia. “É uma me­di­da nor­mal”, dis­se Mag­gi. A sus­pen­são atin­ge ape­nas o fri­go­rí­fi­co Ma­ta­boi, de Goiás. Se­gun­do Mag­gi, o au­men­to de con­tro­le de qua­li­da­de pe­la Rús­sia não têm li­ga­ção com a Ope­ra­ção Car­ne Fra­ca. O Ser­vi­ço Fe­de­ral de Vi­gi­lân­cia Sa­ni­tá­ria e Ve­te­ri­ná- ria da Rús­sia anun­ci­ou a sus­pen­são tem­po­rá­ria das im­por­ta­ções e dis­se que a car­ne es­ta­va fo­ra do pa­drão sa­ni­tá­rio da­que­le país. As au­to­ri­da­des rus­sas tam­bém im­pu­se­ram con­tro­les mais rí­gi­dos a ou­tros cin­co fri­go­rí­fi­cos bra­si­lei­ros: JBS, Au­ro­ra, Fri­gol, Ir­mãos Gon­çal­ves (Fri­gon) e Fri­go­es­tre­la.

Rei­no Uni­do po­de ter cres­ci­men­to mais len­to

Pro­je­ção do pre­si­den­te do Ban­co da In­gla­ter­ra (BoE), Mark Car­ney: se o Rei­no Uni­do não as­se­gu­rar um acor­do pa­ra a re­la­ção co­mer­ci­al com a União Europeia (UE) de­pois do Brexit, a economia bri­tâ­ni­ca cres­ce­rá mais len­ta­men­te. “No cur­to pra­zo, sem dú­vi­da, se ti­ver­mos ma­te­ri­al­men­te me­nos aces­so [à UE] do que te­mos ago­ra, es­sa economia pre­ci­sa­rá se re­o­ri­en­tar e es­te pe­río­do de tem­po pe­sa­rá so­bre o cres­ci­men­to”, acres­cen­tou Car­ney.

Mark Car­ney, do Ban­co da In­gla­ter­ra: acor­do com UE.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.