Ta­xa de Ju­ro de Lon­go Pra­zo cai pa­ra 6,75%

Jornaldodia - - ECONOMIA -

Em reu­nião on­tem, o Con­se­lho Mo­ne­tá­rio Nacional (CMN) re­du­ziu em 0,25 pon­to per­cen­tu­al a Ta­xa de Ju­ros de Lon­go Pra­zo (TJLP) pa­ra o 1º se­mes­tre de 2018. A TJLP es­ta­va em 7% ao ano, ta­xa es­ta­be­le­ci­da em abr2017. Es­sa ta­xa é pa­ra as em­pre­sas que con­traí­rem em­prés­ti­mos e fi­nan­ci­a­men­tos do BNDES. Em te­se, a re­du­ção da TJLP au­men­ta as pres­sões so­bre o Te­sou­ro, que co­bre a di­fe­ren­ça com os ju­ros de mer­ca­do. No en­tan­to, o im­pac­to se­rá bai­xo, por­que, des­de o iní­cio de de­zem­bro, a ta­xa Se­lic es­tá em 7% ao ano, me­nor ní­vel da his­tó­ria e, até aqui, igual à TJLP.

IPCA-15 acu­mu­la 2,94% nes­te ano

Nes­te mês, o IPCA-15, pré­via da in­fla­ção ofi­ci­al, ace­le­rou pa­ra 0,35%, con­tra 0,32% em nov2017, se­gun­do o IBGE. Com is­so, o ín­di­ce fecha o ano em al­ta de 2,94%, abai­xo do pi­so da me­ta de in­fla­ção, de 3%. A ta­xa em 2017 foi a me­nor pa­ra qual­quer ano des­de 1998 (1,66%). A ace­le­ra­ção em de­zem­bro foi in­flu­en­ci­a­da pe­los gru­pos de trans­por­tes, que avan­çou 1,16% (pu­xa­do pe­los com­bus­tí­veis); e ha­bi­ta­ção, com al­ta de 0,43%.

Mei­rel­les: “Sem­pre se po­de au­men­tar im­pos­tos”.

De­pois de te­le­con­fe­rên­cia com as prin­ci­pais agên­ci­as de clas­si­fi­ca­ção de ris­co, o mi­nis­tro Hen­ri­que Mei­rel­les, Fa­zen­da, dis­se que não se fa­lou da no­ta do Bra­sil. Pa­ra tran­qui­li­zar as agên­ci­as — Mo­ody’s, Fitch e Stan­dard & Po­or’s —, Mei­rel­les dis­se que apre­sen­tou a con­di­ção fis­cal. As agên­ci­as estão apre­en­si­vas com a re­for­ma da Pre­vi­dên­cia. E lem­brou que o Bra­sil ain­da po­de ado­tar me­di­das, no cur­to quan­to no mé­dio e lon­go pra­zo, pa­ra equi­li­brar as con­tas. “Sem­pre se po­de au­men­tar im­pos­tos de ou­tras áre­as”, dis­se Mei­rel­les.

Te­mer: pers­pec­ti­va re­a­lis­ta de acor­do Mer­co­sul-UE.

Na aber­tu­ra da 51ª Reu­nião de Cú­pu­la do Mer­co­sul, on­tem, em Brasília, o pre­si­den­te Mi­chel Te­mer foi di­re­to: hou­ve pro­gres­so nas ne­go­ci­a­ções com a União Eu­ro­peia (UE) pelo acor­do de livre co­mér­cio. “Há pers­pec­ti­va re­a­lis­ta de con­clu­são do acor­do”, afir­mou Te­mer. Um acor­do, dis­se ele, ga­ran­te “opor­tu­ni­da­des de ne­gó­ci­os am­pli­a­das”. E re­a­fir­mou o com­pro­mis­so com a re­for­ma da Pre­vi­dên­cia, além de cum­pri­men­tar o pre­si­den­te da Ar­gen­ti­na, Mau­rí­cio Ma­cri, pe­las no­vas re­gras pre­vi­den­ciá­ri­as em seu país. Nes­ta reu­nião, o Bra­sil trans­mi­te a pre­si­dên­cia pro tem­po­re do blo­co ao Pa­ra­guai.

Li­be­ra­do jul­ga­men­to so­bre re­for­ma tra­ba­lhis­ta

Ação da Procuradoria-Ge­ral da Re­pú­bli­ca (PGR) que ques­ti­o­na a re­for­ma tra­ba­lhis­ta foi li­be­ra­da pa­ra jul­ga­men­to pelo mi­nis­tro Luís Ro­ber­to Bar­ro­so, do Su­pre­mo. A ação foi ajui­za­da pelo en­tão pro­cu­ra­dor-ge­ral, Ro­dri­go Ja­not, em ago2017. Ca­be­rá à pre­si­den­te do STF, mi­nis­tra Cár­men Lú­cia, de­ci­dir quan­do o caso se­rá le­va­do ao ple­ná­rio. Pa­ra a PGR, as no­vas nor­mas vi­o­lam ga­ran­ti­as cons­ti­tu­ci­o­nais de am­plo aces­so à Jus­ti­ça.

Te­mer e Ma­cri: con­gra­tu­la­ções pe­la re­for­ma da Pre­vi­dên­cia.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.