A DE­GUS­TA­çãO

Menu - - Mundovinho - por Felipe Cam­pos

Os vi­nhos ela­bo­ra­dos com a ca­ber­net sau­vig­non ten­dem a ser en­cor­pa­dos, apre­sen­tar aci­dez al­ta, ta­ni­nos mar­ca­dos e aro­mas de cas­sis e ce­re­jas ne­gras, além de uma no­ta clás­si­ca de cai­xa de cha­ru­to. Es­ses sa­bo­res fru­ta­dos se­rão mais ou me­nos fres­cos, de acor­do com o cli­ma da re­gião pro­du­to­ra. Em re­giões mais fri­as, es­sas no­tas po­dem ser acom­pa­nha­das de aro­mas her­bá­ce­os, lem­bran­do pi­men­tão ver­de ou men­ta.

Nas de cli­mas mais quen­tes, os aro­mas se apre­sen­tam mais ma­du­ros, com nu­an­ces de ge­leia de fru­ta e, al­gu­mas ve­zes, com no­tas de azei­to­nas pre­tas. Po­rém, mais do que os aro­mas e sa­bo­res de fru­ta, a ca­ber­net se no­ta­bi­li­za por sua es­tru­tu­ra e aus­te­ri­da­de, por pos­si­bi­li­tar a ex­pres­são das ca­rac­te­rís­ti­cas da sa­fra, das téc­ni­cas de vi­ni­fi­ca­ção e ama­du­re­ci­men­to, e pe­la lon­ge­vi­da­de dos vi­nhos pro­du­zi­dos. A afi­ni­da­de com bar­ri­cas é cru­ci­al no de­sen­vol­vi­men­to dos aro­mas na gar­ra­fa ao lon­go dos anos, de­ri­va­dos da in­te­ra­ção da fru­ta com o ál­co­ol e o car­va­lho. Com es­sas ca­rac­te­rís­ti­cas, a ca­ber­net sau­vig­non com­bi­na mui­to com re­cei­tas à ba­se de car­ne ver­me­lha. Em Bor­de­aux, é clás­si­co o seu ca­sa­men­to com um bom cor­dei­ro.

Vi­nhe­dos de ca­ber­net sau­vig­non no Chi­le

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