DE­SEM­PRE­GO

Em um ano, nú­me­ro de pes­so­as à pro­cu­ra de em­pre­go sal­tou 42,1%, atin­gin­do 11,4 mi­lhões. Pa­ra eco­no­mis­ta, ta­xa de de­so­cu­pa­ção só de­ve pa­rar de cres­cer a par­tir de 2017

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Em um ano, nú­me­ro de pes­so­as pro­cu­ran­do em­pre­go su­biu 42%, che­gan­do a 11,4 mi­lhões no país

A ta­xa de de­sem­pre­go che­gou a 11,2% no tri­mes­tre en­cer­ra­do em abril, in­for­mou on­tem o IBGE (Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca). É a mai­or ta­xa da sé­rie his­tó­ri­ca da Pnad Con­tí­nua, pes­qui­sa ini­ci­a­da em 2012.

O nú­me­ro de de­sem­pre­ga­dos no tri­mes­tre até abril foi a 11,411 mi­lhões, sal­to de 42,1% em re­la­ção a um ano an­tes, ou 3,383 mi­lhões de pes­so­as a mais pro­cu­ran­do em­pre­go. Já a po­pu­la­ção ocu­pa­da re­gis­trou re­cuo de 1,7% so­bre igual pe­río­do de 2015, o que re­pre­sen­ta o fe­cha­men­to de 1,545 mi­lhão de pos­tos de tra­ba­lho.

“Pa­ra ca­da pos­to de tra­ba­lho que se per­deu, sur­gi­ram du­as pes­so­as à pro­cu­ra de em­pre­go”, afir­mou Ci­mar Aze­re­do, co­or­de­na­dor de Tra­ba­lho e Ren­di­men­to do IBGE.

O se­tor que mais dis­pen­sou tra­ba­lha­do­res fren­te ao tri­mes­tre an­te­ri­or foi a in­dús­tria em ge­ral, com me­nos 473 mil pes­so­as (-3,9%). Em se­gui­da apa­re­cem a cons­tru­ção, com me­nos 400 mil tra­ba­lha­do­res (-5,1%), e co­mér­cio (-1,7% ou me­nos 302 mil pes­so­as).

O ren­di­men­to médio da po­pu­la­ção ocu­pa­da te­ve perda re­al de 3,3% na com­pa­ra­ção com o mes­mo pe­río­do de 2015, pa­ra R$ 1.962. “Com a que­da do ren­di­men­to e me­nos pes­so­as ocu­pa­das, te­mos uma mas­sa de ren­di­men­to me­nor. E is­so vai se re­ver­ter em me­nor con­su­mo, me­nos gas­to”, dis­se Aze­re­do.

O mi­nis­tro da Fa­zen­da, Hen­ri­que Mei­rel­les, che­gou a afir­mar que o de­sem­pre­go po­de­ria che­gar a 14% se “na­da for fei­to” pa­ra res­tau­rar a con­fi­an­ça na eco­no­mia.

Pa­ra o pro­fes­sor de eco­no­mia do Mac­ken­zie, Pe­dro Raffy Var­ta­ni­an, se­rá ne­ces­sá­rio um es­for­ço ex­pres­si­vo por par­te do go­ver­no em re­e­qui­li­brar as con­tas pú­bli­cas, que im­pli­ca­rá em mais cor­tes de gas­tos e au­men­tos de im­pos­tos que ten­dem a di­fi­cul­tar ain­da mais a ati­vi­da­de em­pre­sa­ri­al na eco­no­mia até a cri­se atu­al pas­sar. Se­gun­do o eco­no­mis­ta, a ex­pec­ta­ti­va é que is­so ve­nha a ocor­rer a par­tir de 2017 com a in­ter­rup­ção no cres­ci­men­to da ta­xa de de­sem­pre­go e um pro­ces­so de re­cu­pe­ra­ção gra­du­al da eco­no­mia.

AN­DRÉ POR­TO/ME­TRO

No cen­tro de São Pau­lo, é al­ta a bus­ca por tra­ba­lho; se­gun­do o IBGE, ta­xa de de­so­cu­pa­ção che­gou a 11,2% no tri­mes­tre en­cer­ra­do em abril

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