EU­RO NÃO É PA­RA IN­GLÊS

Em épo­ca de cri­se de iden­ti­da­de no Rei­no Uni­do, In­gla­ter­ra não con­se­gue mos­trar bom fu­te­bol, é su­pe­ra­da pe­la bem montada Is­lân­dia, e es­tá fo­ra da Eu­ro­co­pa

Metro Brazil (ABC) - - {Front Page} -

Vol­ta e meia o fu­te­bol e as ques­tões po­lí­ti­cas an­dam la­do a la­do e cri­am si­tu­a­ções irô­ni­cas. Qua­tro di­as após o Rei­no Uni­do de­ci­dir dei­xar a União Eu­ro­peia, a Se­le­ção In­gle­sa foi for­ça­da a sair da Eu­ro­co­pa, após per­der pa­ra a sur­pre­en­den­te Is­lân­dia, por 2 a 1, de vi­ra­da.

Mé­ri­to to­tal dos islandeses, que fo­ram fiéis ao es­que­ma tá­ti­co e qua­se não de­ram es­pa­ços pa­ra os ri­vais. Nas pou­cas chan­ces que te­ve, a In­gla­ter­ra foi ex­tre­ma­men­te apá­ti­ca, apos­tan­do no já co­nhe­ci­do e fa­li­do jo­go de bo­las cru­za­das na área.

A par­ti­da co­me­çou in­ten­sa. Com dois mi­nu­tos o pla­car já es­ta­va em 1 a 0 pa­ra os in­gle­ses, com um gol de pê­nal­ti con­ver­ti­do por Ro­o­ney.

Três mi­nu­tos de­pois a Is­lân­dia em­pa­tou, com Si­gurds­son. Frios, os islandeses não fi­ca­ram atrás e a vi­ra­da não de­mo­rou a apa­re­cer. Aos 17, chu­te de Sigthórs­son, em fa­lha do go­lei­ro Hart, que dei­xou a bo­la en­trar.

De­ses­pe­ra­da em cam­po e na ar­qui­ban­ca­da, a In­gla­ter­ra era a ca­ra do fra­cas­so, sem for­ças pa­ra cri­ar jo­ga­das que jus­ti­fi­cas­sem o em­pa­te, mui­to me­nos a vi­ra­da.

À Is­lân­dia ca­be o mé­ri­to de uma ex­ce­len­te cam­pa­nha, Si­gurds­son co­me­mo­ra o pri­mei­ro gol da Is­lân­dia de uma se­le­ção que se clas­si­fi­cou pe­la pri­mei­ra vez pa­ra a Eu­ro­co­pa, pas­sou pa­ra as oi­ta­vas de fi­nal em se­gun­do no gru­po, a fren­te de Por­tu­gal, e ago­ra vai en­fren­tar a Fran­ça nas quar­tas, após eli­mi­nar a po­de­ro­sa In­gla­ter­ra. His­tó­ri­co.

Com a der­ro­ta, o téc­ni­co in­glês Roy Hodg­son pe­diu de­mis­são. Ele es­ta­va na fun­ção des­de 2012. | LARS BARON/GETTY IMA­GES A der­ro­ta por 4 a 0 pa­ra a Es­pa­nha na fi­nal da Eu­ro de 2012 es­ta­va pre­sa na gar­gan­ta dos ita­li­a­nos. Tu­do bem, não era uma fi­na­lís­si­ma, mas a vi­tó­ria por 2 a 0 so­bre os es­pa­nhóis, em uma oi­ta­vas de fi­nal, foi mui­to co­me­mo­ra­da pe­la Itá­lia, que es­tá nas quar­tas e te­rá a cam­peã mun­di­al Ale­ma­nha pe­la fren­te.

O do­mí­nio azul foi in­ten­so, dei­xan­do de la­do o tra­di­ci­o­nal jo­go trun­ca­do e re­cu­a­do, pa­ra to­mar po­si­ção de pro­ta­go­nis­ta na par­ti­da, ata­can­do e pres­si­o­nan­do. Após uma bom­ba de fal­ta do bra­si­li­a­no Eder, De Gea re­ba­teu e o za­guei­ro Chi­el­li­ni abriu o mar­ca­dor. A Fú­ria vol­tou com tu­do na se­gun­da eta­pa, mas quem fez foi a Itá­lia, já nos acrés­ci­mos: Dar­mi­an deu be­lo pas­se pa­ra Pellè, que fez um go­la­ço, de vo­leio. Az­zur­ra!

METRO

MI­CHA­EL DALDER/REUTERS

Gun­nars­son co­me­mo­ra a clas­si­fi­ca­ção da Is­lân­dia às quar­tas

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.