Só 36% da po­pu­la­ção pla­ne­ja apo­sen­ta­do­ria

Pre­vi­dên­cia. Pes­qui­sa do SPC (Ser­vi­ço de Proteção ao Cré­di­to ) Brasil mos­tra que seis em ca­da dez bra­si­lei­ros con­tam ape­nas com a pre­vi­dên­cia pú­bli­ca. Mo­ti­vos são fal­ta de di­nhei­ro e des­co­nhe­ci­men­to de co­mo pou­par

Metro Brazil (ABC) - - Economia -

Seis em ca­da dez bra­si­lei­ros (64,2%) não se pre­pa­ram cor­re­ta­men­te pa­ra a apo­sen­ta­do­ria, ex­cluí­das as con­tri­bui­ções com o INSS, se­gun­do pes­qui­sa do SPC Brasil (Ser­vi­ço de Proteção ao Cré­di­to) e da CDNL (Con­fe­de­ra­ção Na­ci­o­nal de Di­ri­gen­tes Lo­jis­tas). En­tre os mo­ti­vos mais ci­ta­dos pa­ra a au­sên­cia de pre­pa­ra­ção são a fal­ta de re­cur­sos fi­nan­cei­ros pa­ra tal fim (32,7%) e o des­co­nhe­ci­men­to de co­mo co­me­çar a pou­par (19,6%).

O le­van­ta­men­to mos­tra que 74,1% dos en­tre­vis­ta­dos con­tri­bu­em atu­al­men­te pa­ra o INSS, se­ja por meio da empresa em que tra­ba­lha ou co­mo autônomo. Os que vão além da con­tri­bui­ção ao INSS ten­tam ga­ran­tir uma apo­sen­ta­do­ria mai­or com in­ves­ti­men­tos na pou­pan­ça (19,2%), se­gui­da por pre­vi­dên­cia pri­va­da (6,2%) e imó­veis (6,1%).

A eco­no­mis­ta-che­fe do SPC Brasil, Mar­ce­la Kawau - ti, res­sal­ta que os bra­si­lei­ros não pen­sam que no fu­tu­ro te­rão uma re­du­ção de ren­da quan­do pa­ra­rem de tra­ba­lhar. “E quan­to mais ve­lho, mais ca­ros são os pla­nos de saúde, mai­or a pro­pen­são a ter pro­ble­mas de saúde que ne­ces­si­tem de re­mé­di­os ca­ros e ci­rur­gi­as. Tu­do is­so de­ve ser pen­sa­do ain­da quan­do jovem”, afir­ma.

A eco­no­mis­ta afir­ma que não é uma boa ideia con­tar so­men­te com o di­nhei­ro do INSS, que, em gran­de par­te dos ca­sos, é mui­to me­nor do que o va­lor re­ce­bi­do en­quan­to se tra­ba­lha. A re­co­men­da­ção é fa­zer uma re­ser­va ex­tra ex­clu­si­va pa­ra es­se fim.

“Além dis­so, por con­ta do ajus­te fis­cal, é pos­sí­vel que ha­ja mu­dan­ças de re­gras da­qui pa­ra a fren­te, o que im­pli­ca em apo­sen­ta­do­ria com ida­de mai­or que a atu­al ou até mes­mo em se apo­sen­tar com um va­lor me­nor”, ex­pli­ca.

En­tre as al­ter­na­ti­vas de in­ves­ti­men­tos pa­ra apo­sen­ta­do­ria, a eco­no­mis­ta in­di­ca qua­tro op­ções: CDBs, fun­dos de ren­da fi­xa, Te­sou­ro Di­re­to e a pre­vi­dên­cia pri­va­da. Ela tam­bém afir­ma que, ape­sar de se­gu­ra, a pou­pan­ça não de­ve ser usa­da co­mo re­ser­va pa­ra apo­sen­ta­do­ria por­que tem um ren­di­men­to mais bai­xo.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.