Brasil é o pi­or em cri­a­ção de em­pre­go

Se­gun­do a OCDE, país de­ve ter­mi­nar o ano com o pi­or de­sem­pe­nho en­tre 44 paí­ses

Metro Brazil (ABC) - - Front Page -

O Brasil de­ve en­cer­rar o ano com o pi­or de­sem­pe­nho na cri­a­ção de em­pre­gos na com­pa­ra­ção com ou­tros 43 paí­ses. Se­gun­do a pes­qui­sa “Pers­pec­ti­vas do Em­pre­go 2016” da OCDE (Or­ga­ni­za­ção pa­ra a Co­o­pe­ra­ção e De­sen­vol­vi­men­to Econô­mi­co), a pers­pec­ti­va é que o sal­do de con­tra­ta­ções me­nos de­mis­sões fi­que ne­ga­ti­vo em 1,6% após es­tag­na­ção em 2015.

O estudo di­vul­ga­do on­tem con­si­de­ra dados dos 35 paí­ses da OCDE, além de mais no­ve eco­no­mi­as, in­cluin­do Brasil, Chi­na, Ín­dia, Rús­sia e Áfri­ca do Sul.

Só qua­tro ou­tros paí­ses, além do Brasil, te­rão sal­do ne­ga­ti­vo de em­pre­gos nes­te ano, mas com que­das bem me­nos ex­pres­si­vas: Fin­lân­dia (-0,1%), Ja­pão (-0,2%), Por­tu­gal (-0,3%) e Cos­ta Ri­ca (-0,9%). Nos paí­ses da OCDE, a previsão é de cres­ci­men­to de 1,5% dos pos­tos de tra­ba­lho em 2016.

Na ava­li­a­ção da or­ga­ni­za­ção, a si­tu­a­ção bra­si­lei­ra de­ve me­lho­rar em 2017, com a pro­je­ção de um sal­do po­si­ti­vo de 0,7% na cri­a­ção de em­pre­gos. No en­tan­to, a ta­xa de de­sem­pre­go de­ve se man­ter ele­va­da, pas­san­do de 11,3% nes­te ano, con­tra 8,5% em 2015, pa­ra 11,6% em 2017.

Se­gun­do dados do IBGE (Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca), a ta­xa de de­sem­pre­go no país che­gou a 11,2% no tri­mes­tre en­cer­ra­do em maio. Ao to­do, o Brasil ti­nha no pe­río­do 11,44 mi­lhões de pes­so­as pro­cu­ran­do em­pre­go sem en­con­trar.

A previsão pa­ra ta­xa de de­sem­pre­go do Brasil em 2016 é su­pe­ri­or aos ín­di­ces de paí­ses co­mo Colôm­bia (9,1%) e da mé­dia da zo­na do eu­ro (10%), mas fi­ca abai­xo de ou­tros co­mo Gré­cia (23,9%), Es­pa­nha (19,3%) e Áfri­ca do Sul (26,5%).

A OCDE tam­bém pre­vê que o em­pre­go nos paí­ses da or­ga­ni­za­ção de­ve­rá, em 2017, vol­tar ao ní­vel re­gis­tra­do an­tes da cri­se fi­nan­cei­ra mun­di­al. Se­gun­do o estudo, o de­fi­cit de em­pre­gos nos paí­ses mem­bros, que su­pe­rou 20 mi­lhões de pos­tos de tra­ba­lho per­di­dos no iní­cio de 2010, caiu pa­ra 5,6 mi­lhões em 2015. Es­se de­fi­cit se­rá “to­tal­men­te ab­sor­vi­do” ao lon­go do ano que vem.

“É evi­den­te­men­te uma boa no­tí­cia, mas o fa­to de que a re­ces­são pe­sou so­bre o em­pre­go du­ran­te cer­ca de dez anos ates­ta a se­ve­ri­da­de da cri­se e o pre­ço que os tra­ba­lha­do­res ti­ve­ram de pa­gar”, des­ta­ca a OCDE, de­fen­den­do que os paí­ses de­vem me­lho­rar a qua­li­da­de do em­pre­go e com­ba­ter a de­si­gual­da­de de opor­tu­ni­da­des.

| RI­CAR­DO GIUSTI/PMPA

Can­di­da­tos fa­zem fi­la em fei­rão de em­pre­go em Por­to Ale­gre

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