H1N1 é mais mor­tal no ABC que no res­to do país

Ín­di­ce de mor­te pe­lo ví­rus na re­gião é de 1,5 pa­ra ca­da 100 mil ha­bi­tan­tes, ta­xa três ve­zes mai­or que a na­ci­o­nal, de 0,48. Re­gião ul­tra­pas­sa tam­bém o Es­ta­do, com 1,2 ca­so fa­tal pa­ra 100 mil. Se­cre­tá­rio de San­to An­dré diz que há mais po­pu­la­ção de ris­co por

Metro Brazil (ABC) - - Front Page - CADU PROIETI

O ín­di­ce de mor­ta­li­da­de pe­lo ví­rus H1N1 no ABC é mai­or que os pa­ta­ma­res na­ci­o­nal e es­ta­du­al. Se­gun­do le­van­ta­men­to fei­to pe­la re­por­ta­gem do Me­tro Jor­nal com ba­se em da­dos do Con­sór­cio In­ter­mu­ni­ci­pal do ABC, da Se­cre­ta­ria Es­ta­du­al de Saú­de e do Mi­nis­té­rio da Saú­de, a re­gião pos­sui ta­xa de 1,5 mor­te pe­la do­en­ça a ca­da 100 mil ha­bi­tan­tes. No Bra­sil, es­se ín­di­ce é de 0,48 e em to­do o Es­ta­do é de 1,2.

A pes­qui­sa foi fei­ta com ba­se nos ca­sos de óbi­tos pe­lo ví­rus pro­por­ci­o­nal­men­te ao ta­ma­nho da po­pu­la­ção. (ve­ja os nú­me­ros ao la­do).

Se­gun­do o se­cre­tá­rio de Saú­de de San­to An­dré e co­or­de­na­dor do GT (Gru­po de Tra­ba­lho) Saú­de do Con­sór­cio, Ho­me­ro Ne­po­mu­ce­no, a me­di­ção de ca­sos a ca­da 100 mil ha­bi­tan­tes é um dos mo­de­los de ava­li­a­ção em ques­tões so­bre saú­de pú­bli­ca. A ta­xa de mor­ta­li­da­de in­fan­til, por exem­plo, é me­di­da des­sa ma­nei­ra.

Ne­po­mu­ce­no diz que ou­tro mo­do usa­do por ges­to­res pa­ra sa­ber se uma do­en­ça apre­sen­ta al­to ín­di­ce de mor­tes é a ta­xa de le­ta­li­da­de, que me­de a pro­por­ção de óbi­tos com o de ca­sos re­gis­tra­dos da do­en­ça. Des­ta for­ma o ABC tam­bém re­gis­tra pa­ta­ma­res aci­ma dos na­ci­o­nal e es­ta­du­al. O ín­di­ce na re­gião é de 20% an­te 18,5% no Es­ta­du­al e 19,2% em to­do o Bra­sil.

Pa­ra Ne­po­mu­ce­no, um dos fa­to­res que po­de ex­pli­car os nú­me­ros re­gi­o­nais mai­o­res que os de­mais é o per­fil po­pu­la­ci­o­nal com al­to pú­bli­co den­tro da fai­xa de ris­co da do­en­ça (ido­sos, cri­an­ças até 5 anos, ges­tan­tes e mães no pós-par­to e tra­ba­lha­do­res da saú­de) no ABC.

“Aqui a gen­te tem re­la­ti­va­men­te mui­tos ido­sos, em par­ti­cu­lar em São Ca­e­ta­no, San­to An­dré e até cer­to pon­to em São Ber­nar­do. Te­mos tam­bém bas­tan­te pes­so­as com do­en­ças res­pi­ra­tó­ri­as, e a gen­te sa­be que a re­gião é mui­to pre­ju­di­ca­da com as ques­tões de poluição, En­tão, são po­pu­la­ções de ris­co, que fi­cam mais ex­pos­tas a es­sa do­en­ça”, ex­pli­ca.

Se­gun­do o se­cre­tá­rio, a con­cen­tra­ção do ví­rus na Re­gião Me­tro­po­li­ta­na de São Pau­lo tam­bém co­la­bo­rou pa­ra que os nú­me­ros do ABC fos­sem mai­or. “Re­giões co­mo Nor­te e Nor­des­te do país não ti­ve­ram ca­sos ou fo­ram pou­cos. En­tão, ob­vi­a­men­te vai mor­rer pou­ca gen­te. Tra­ta-se de do­en­ça epi­dê­mi­ca e não ocor­re igual em to­do o ter­ri­tó­rio ao de­cor­rer dos anos.”

Ne­po­mu­ce­no diz que o te­ma se­rá le­va­do aos téc­ni­cos do GT Saú­de pa­ra sa­ber o que mo­ti­vou, de fa­to, o ín­di­ce na re­gião ser mais al­to.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.