AN­DRE­AS KISSER

Gui­tar­ris­ta do Se­pu­tu­ra nas­ci­do em São Ber­nar­do lem­bra do pas­sa­do e co­men­ta o ce­ná­rio atu­al

Metro Brazil (ABC) - - Cultura - ME­TRO ABC

O Se­pul­tu­ra é con­si­de­ra­do um dos gru­pos bra­si­lei­ros de mai­or re­per­cus­são no mun­do quan­do o as­sun­to é me­tal. O que pou­cos sa­bem é que seu gui­tar­ris­ta, An­dre­as Kisser, é nas­ci­do em São Ber­nar­do e co­me­çou a car­rei­ra pe­la re­gião. Em en­tre­vis­ta ao Me­tro Jor­nal, Kisser re­lem­bra co­mo tu­do co­me­çou e fa­la so­bre o ce­ná­rio atu­al pa­ra o rock na re­gião.

Quais as su­as re­la­ções com o ABC e o que mais te or­gu­lha?

Te­nho mui­tas me­mó­ri­as. Co­me­cei mi­nha car­rei­ra na “Fei­ra de Ci­ên­ci­as” do Co­lé­gio Sin­gu­lar, em San­to An­dré, em um pal­co mon­ta­do na qua­dra da es­co­la. Foi um mo­men­to mui­to es­pe­ci­al meu pri­mei­ro show, lem­bro co­mo se fos­se ho­je. Foi ater­ro­ri­zan­te, mas ma­ra­vi­lho­so tam­bém. Sen­ti que aque­le era o meu lu­gar: o pal­co com a gui­tar­ra em mãos. Sou mui­to gra­to tam­bém ao Co­lé­gio São Jo­sé, em São Ber­nar­do, que me ren­deu al­gu­mas ho­me­na­gens por ter si­do alu­no do pri­má­rio en­tre 1976 e 1983. Tam­bém re­ce­bi em 2012 o tí­tu­lo de ci­da­dão be­ne­mé­ri­to da ci­da­de de São Ber­nar­do, ho­me­na­gem fei­ta pe­lo ve­re­a­dor Tu­ni­co Vi­ei­ra.

Qual ban­da da atu­a­li­da­de do ABC tem te cha­ma­do aten­ção pe­la qua­li­da­de das mú­si­cas?

Com meu pro­gra­ma “Pe­ga­das de An­dre­as Kisser”, na Rá­dio 89FM (do­min­go, às 19h), te­nho aces­so a vá­ri­as ban­das que es­tão fa­zen­do um som pe­sa­do no Bra­sil. En­tre elas têm al­gu­mas do ABC co­mo o For­ka, Jus­ta­be­li, Sub­vi­ven­tes, He­a­vi­est além do Ne­cro­man­cia, MX e o Ação Di­re­ta. Vo­cê pro­va­vel­men­te é um dos mú­si­cos de rock do ABC que che­gou mais lon­ge. Quais são as di­fe­ren­ças do tem­po que co­me­çou pa­ra o atu­al ce­ná­rio mu­si­cal na re­gião? É mui­to di­fí­cil com­pa­rar es­sas di­fe­ren­tes épo­cas. São mais de 30 anos de car­rei­ra e nes­se tem­po a re­gião mu­dou mui­to. O ABC me in­flu­en­ci­ou bas­tan­te no co­me­ço. Exis­tia uma le­gião de fãs do me­tal e vá­ri­as ban­das que man­ti­nham a ce­na sem­pre agi­ta­da, além de al­gu­mas lo­jas de dis­cos que tra­zi­am as ra­ri­da­des im­por­ta­das da Eu­ro­pa e Es­ta­dos Uni­dos. Ho­je, com a in­ter­net, não sei se a re­gião tem tan­ta in­fluên­cia co­mo an­tes. Os jo­vens bus­cam mui­to mais in­te­ra­ção com o com­pu­ta­dor do que com a co­mu­ni­da­de, ami­gos, clu­be e es­co­la, por exem­plo.

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