CONTABILIDADE OLÍM­PI­CA

COB es­pe­ra con­quis­tar en­tre 24 e 27 me­da­lhas pa­ra terminar en­tre os 10 pri­mei­ros paí­ses na con­ta­gem ge­ral do even­to

Metro Brazil (ABC) - - Esporte - JU­LIO CALMON ME­TRO RIO

Pa­ra não fa­zer feio na pri­mei­ra vez que uma ci­da­de sul-ame­ri­ca­na se­dia os Jo­gos Olím­pi­cos, que acon­te­cem en­tre 5 e 21 de agos­to no Rio, o COB (Co­mi­tê Olím­pi­co do Bra­sil) pla­ne­ja dar um sal­to no nú­me­ro de me­da­lhas em re­la­ção às úl­ti­mas edi­ções do even­to pa­ra terminar en­tre os 10 pri­mei­ros co­lo­ca­dos na con­ta­gem ge­ral.

Di­fe­ren­te­men­te da con­ta­gem tra­di­ci­o­nal, que con­ta­bi­li­za primeiro o nú­me­ro de me­da­lhas de ou­ro de­pois as de pra­ta e bron­ze, o COB le­va em con­ta o to­tal de me­da­lhas. O co­mi­tê não con­fir­ma, mas se­ria uma for­ma de se pre­ca­ver de uma pos­sí­vel jor­na­da ruim dos bra­si­lei­ros (co­mo foi em Syd­ney 2000, qu­an­do o país não con­quis­tou uma me­da­lha de ou­ro se­quer).

“Aqui no Bra­sil só se va­lo­ri­za o ven­ce­dor. O atle­ta que con­quis­tou uma me­da­lha de pra­ta tem que co­me­mo­rar tam­bém. É mui­to di­fí­cil che­gar até ali. Tem que ser va­lo­ri­za­do. Por es­sa óti­ca, o quar­to co­lo­ca­do en­tão não é nin­guém”, afir­mou o ge­ne­ral Au­gus­to He­le­no Ri­bei­ro Pe­rei­ra, che­fe do de­par­ta­men­to de Co­mu­ni­ca­ção e Edu­ca­ção Cor­po­ra­ti­va do COB.

Por es­sa ló­gi­ca, o Bra­sil, em Lon­dres 2012, con­quis­tou 17 me­da­lhas e fi­cou na 16ª po­si­ção na clas­si­fi­ca­ção pe­lo to­tal con­quis­ta­do. No mo­de­lo tra­di­ci­o­nal, po­rém, fi­cou em 22o lu­gar. O Co­mi­tê Olím­pi­co In­ter­na­ci­o­nal (COI) não é res­pon­sá­vel pe­la mon­ta­gem do qua­dro de me­da­lhas. Sua ale­ga­ção é que es­ti­mu­la­ria um es­pí­ri­to de com­pe­ti­ção en­tre os paí­ses, não con­di­zen­te com o ob­je­ti­vo dos Jo­gos.

In­ves­ti­men­to pe­sa­do

De acor­do com os es­tu­dos do COB, o país atin­gi­ria a me­ta ca­so con­quis­tas­se en­tre 24 e 27 me­da­lhas ao todo. Com a mai­or de­le­ga­ção da his­tó­ria bra­si­lei­ra (com cer­ca de 460 atle­tas clas­si­fi­ca­dos ho­je), o in­ves­ti­men­to sal­tou dos US$ 350 mi­lhões em Lon­dres 2012 pa­ra US$ 600 mi­lhões na Rio 2016 – cer­ca de R$ 1,9 bi­lhão. Nes­se mon­tan­te, en­tram in­ves­ti­men­tos di­re­tos nos atle­tas, co­mo o cus­teio de vi­a­gens, com­pra de ma­te­ri­al, con­tra­ta­ção de trei­na­do­res es­tran­gei­ros, en­tre ou­tras coi­sas. E en­tra na con­ta o que se­rá gas­to em in­fra­es­tru­tu­ra pa­ra o Ti­me Bra­sil du­ran­te os Jo­gos.

O co­mi­tê uti­li­zou sua es­tru­tu­ra pa­ra mo­ni­to­rar os 200 prin­ci­pais atle­tas de es­por­tes in­di­vi­du­ais nes­te ci­clo olím­pi­co. Pa­ra atin­gir o ob­je­ti­vo, o país de­pen­de de um bom de­sem­pe­nho tan­to em mo­da­li­da­des tra­di­ci­o­nal­men­te ven­ce­do­ras, co­mo o vô­lei e o judô, quan­to de ou­tras com re­sul­ta­dos po­si­ti­vos re­cen­tes em pro­vas in­ter­na­ci­o­nais – co­mo a ca­no­a­gem, com o cam­peão mun­di­al Isa­qui­as Qu­ei­roz, e a se­le­ção fe­mi­ni­na de han­de­bol, cam­peã mun­di­al em 2013. O COB tem um raio-X (qua­dro abai­xo) com o que es­pe­ra de ca­da mo­da­li­da­de.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.