O adeus ao mes­tre da ci­rur­gia plás­ti­ca

Cor­po do mé­di­co, que mor­reu no sá­ba­do aos 93 anos após so­frer pa­ra­da car­día­ca, foi cre­ma­do on­tem no Rio de Ja­nei­ro. Aca­de­mia Bra­si­lei­ra de Le­tras de­cre­ta lu­to ofi­ci­al

Metro Brazil (ABC) - - Brasil -

O cor­po do mé­di­co Ivo Pi­tan­guy, que mor­reu no sá­ba­do, após so­frer uma pa­ra­da car­día­ca, foi cre­ma­do on­tem, no Me­mo­ri­al do Car­mo, no Ca­ju, no Rio de Ja­nei­ro. Pi­tan­guy ti­nha 93 anos e era con­si­de­ra­do um dos mais res­pei­ta­dos ci­rur­giões plás­ti­cos do mun­do.

Se­gun­do Gi­se­la Pi­tan­guy, fi­lha do ci­rur­gião, uma das úl­ti­mas ale­gri­as do pai foi par­ti­ci­par do re­ve­za­men­to da to­cha olím­pi­ca, na quin­ta-fei­ra pas­sa­da, na Gá­vea, zo­na sul do Rio.

“Ele es­ta­va fe­liz pe­la ho­me­na­gem. Sem­pre gos­tou de pra­ti­car es­por­tes, co­mo tê­nis, na­ta­ção e caça sub­ma­ri­na”, dis­se.

Além de mé­di­co, Pi­tan­guy des­ta­cou-se tam­bém co­mo es­cri­tor. Des­de 1990, ocu­pa­va a ca­dei­ra 22 da Aca­de­mia Bra­si­lei­ra de Le­tras (ABL). “Era um ho­mem de gran­de bra­si­li­da­de. Ama­va o Bra­sil co­mo pou­cos”, de­cla­rou a se­cre­tá­ria-ge­ral da ABL Né­li­da Piñon.

Em junho, Pi­tan­guy foi hos­pi­ta­li­za­do pa­ra tra­tar de uma in­fec­ção. Des­de se­tem­bro, qu­an­do apre­sen­tou um pro­ble­ma re­nal du­ran­te uma vi­a­gem a Pa­ris, pas­sou a se sub­me­ter a ses­sões de he­mo­diá­li­se.

Mi­nei­ro de Belo Ho­ri­zon­te, Pi­tan­guy dei­xa viú­va, Ma­ri­lu Nas­ci­men­to, com quem era ca­sa­do des­de 1955, qua­tro fi­lhos e cin­co ne­tos. ME­TRO RIO

| ALESSANDRO BUZAS/FUTURA PRESS

Pi­tan­guy em­pu­nhou a to­cha em ca­dei­ra de ro­das

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