Se­tor de ser­vi­ços re­duz rit­mo de que­da em ju­nho

Re­cuo foi de 3,4% em re­la­ção ao mes­mo pe­río­do do ano pas­sa­do, pi­or re­sul­ta­do pa­ra o mês des­de 2012. Ape­sar da re­tra­ção, IBGE vê ‘li­gei­ra me­lho­ra’ no de­sem­pe­nho

Metro Brazil (ABC) - - Economia -

O vo­lu­me do se­tor de ser­vi­ços do Bra­sil vol­tou a re­cu­ar em ju­nho, 0,5% em re­la­ção ao mês an­te­ri­or, após ter mos­tra­do le­ve au­men­to de 0,2% em maio. So­bre ju­nho de 2015, a que­da foi de 3,4%, pi­or de­sem­pe­nho pa­ra o mês des­de 2012.

Na ava­li­a­ção do ana­lis­ta da Co­or­de­na­ção de Ser­vi­ços e Co­mér­cio do IBGE (Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca), Roberto Sal­da­nha, ape­sar da re­tra­ção, hou­ve uma “li­gei­ra me­lho­ra” no de­sem­pe­nho do se­tor, com uma de­sa­ce­le­ra­ção das qu­e­das re­gis­tra­das em me­ses an­te­ri­o­res. Em maio, a re­tra­ção ha­via si­do de 6,1% so­bre igual pe­río­do do ano pas­sa­do.

“O se­tor de ser­vi­ços acom­pa­nhou a li­gei­ra re­cu­pe­ra­ção da in­dús­tria”, dis­se Sal­da­nha. Em ju­nho, a pro­du­ção in­dus­tri­al tam­bém viu sua que­da de­sa­ce­le­rar na pas­sa­gem de maio (-7,8%) pa­ra o mês se­guin­te (-6,0%), na com­pa­ra­ção com iguais pe­río­dos de 2015.

Du­as ati­vi­da­des ti­ve­ram al­ta em ju­nho em re­la­ção a maio: in­for­ma­ção e co­mu­ni­ca­ção (0,2%) e trans­por­tes, ser­vi­ços au­xi­li­a­res de trans­por­tes e cor­reio (0,1%). Es­ses dois seg­men­tos jun­tos, que res­pon­dem so­bre­tu­do à de­man­da de ou­tras em­pre­sas, re­pre­sen­tam mais de 60% do to­tal de ser­vi­ços pes­qui­sa­dos pe­lo IBGE.

Por ou­tro la­do, o re­sul­ta­do men­sal de ju­nho foi pres­si­o­na­do pe­los seg­men­tos de ser­vi­ços pres­ta­dos às fa­mí­li­as (-0,5%), ou­tros ser­vi­ços (-1,5%), en­tre ou­tros.

Na com­pa­ra­ção com ju­nho de 2015, os ser­vi­ços pres­ta­dos a fa­mí­li­as ti­ve­ram que­da de 7,5%, a mai­or nes­sa ba­se de com­pa­ra­ção des­de agos­to de 2015, qu­an­do o tom­bo foi de 8,2%. “O seg­men­to con­ti­nua em que­da por se­rem sen­sí­veis ao de­sem­pre­go e à re­du­ção do po­der aqui­si­ti­vo das fa­mí­li­as”, dis­se Sal­da­nha.

Os re­sul­ta­dos me­nos ne­ga­ti­vos le­va­ram a CNC (Con­fe­de­ra­ção Na­ci­o­nal do Co­mér­cio) a re­vi­sar a pro­je­ção pa­ra o fa­tu­ra­men­to dos ser­vi­ços em 2016 de uma que­da de 4,5% pa­ra um re­cuo de 4,1%.

Pa­ra Fa­bio Ben­tes, eco­no­mis­ta da CNC, ape­sar da ten­dên­cia de ar­re­fe­ci­men­to da re­ces­são vi­vi­da pe­lo se­tor, os ser­vi­ços ainda es­tão lon­ge de uma re­cu­pe­ra­ção.

“A len­ti­dão no pro­ces­so de re­du­ção da in­fla­ção e a ma­nu­ten­ção da atu­al po­lí­ti­ca mo­ne­tá­ria con­tra­ci­o­nis­ta de­ve­rão, no en­tan­to, le­var o se­tor ao seu pi­or de­sem­pe­nho em ter­mos de vo­lu­me de ven­das des­de o iní­cio da pes­qui­sa”, afir­mou Ben­tes.

ME­TRO

| ELZA FIUZA/ABR

Ser­vi­ços pres­ta­dos a fa­mí­li­as re­cu­a­ram 7,5%

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.