Re­la­tor de­fen­de pri­são só após es­go­ta­dos os re­cur­sos

Metro Brazil (ABC) - - Brasil -

O STF (Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral) co­me­çou a jul­gar on­tem du­as ações que ques­ti­o­nam de­ci­são to­ma­da pe­la Cor­te em fe­ve­rei­ro que per­mi­te aos juí­zes de­cre­ta­rem a pri­são an­te­ci­pa­da de con­de­na­dos, já a par­tir da se­gun­da ins­tân­cia. O jul­ga­men­to foi sus­pen­so e de­ve ser re­to­ma­da na pró­xi­ma se­ma­na.

Úni­co a vo­tar, Mar­co Au­ré­lio, re­la­tor do ca­so, en­ten­deu que a re­gra vi­o­la o prin­cí­pio da pre­sun­ção de ino­cên­cia e que to­dos os pre­sos a par­tir do en­ten­di­men­to re­cen­te de­vem ser sol­tos até que se es­go­tem to­dos os re­cur­sos. “No Su­pre­mo se­rá pro­cla­ma­do que é pos­sí­vel co­lo­car o réu no xi­lin­dró, pou­co im­por­tan­do que, pos­te­ri­or­men­te, o tí­tu­lo con­de­na­tó­rio ve­nha a ser re­for­ma­do”, afir­mou no vo­to.

O Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Fe­de­ral en­ten­de que a pos­si­bi­li­da­de de re­cur­sos po­de es­va­zi­ar in­ves­ti­ga­ções, co­mo a da ope­ra­ção La­va Ja­to.

O procurador-ge­ral da República, Ro­dri­go Janot, de­fen­deu man­ter a pri­são an­te­ci­pa­da e afir­mou que ape­nas 0,6% das sen­ten­ças de se­gun­da ins­tân­cia fo­ram al­te­ra­das por re­cur­sos a Cor­tes su­pe­ri­o­res. Re­per­cus­são na­ci­o­nal Nos úl­ti­mos se­te me­ses, os juí­zes pas­sa­ram a de­cre­tar pri­sões com ba­se na in­ter­pre­ta­ção do STF.

Fo­ram pa­ra a ca­deia após ser con­de­na­dos em se­gun­da ins­tân­cia, por exem­plo, o se­na­dor cas­sa­do Luiz Es­te­vão, con­de­na­do a 31 anos de pri­são, por des­vi­os do Fó­rum Tra­ba­lhis­ta de São Pau­lo, na dé­ca­da de 1990; e tam­bém o ex-se­mi­na­ris­ta Gil Ru­gai, se­ten­ci­a­do a 34 anos de de­ten­ção pe­la mor­te do pai e da ma­dras­ta, em 2004, em São Pau­lo. METRO BRA­SÍ­LIA

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