En­si­no mé­dio te­rá mais au­las e es­pe­ci­a­li­za­ção

Pla­no do MEC pre­vê au­men­to de 800 pa­ra 1,4 mil ho­ras de au­la por ano, cri­a­ção de cin­co áre­as de con­cen­tra­ção de con­teú­do a se­rem es­co­lhi­das pe­lo alu­no e dei­xa edu­ca­ção fí­si­ca, ar­tes, fi­lo­so­fia e so­ci­o­lo­gia de fo­ra da gra­de das dis­ci­pli­nas obri­ga­tó­ri­as

Metro Brazil (ABC) - - Front Page - RAPHAEL VELEDA

A res­pos­ta do go­ver­no bra­si­lei­ro aos pés­si­mos in­di­ca­do­res de de­sem­pe­nho dos es­tu­dan­tes, so­bre­tu­do no en­si­no mé­dio, é uma reforma que au­men­ta o nú­me­ro de ho­ras de es­tu­do e fle­xi­bi­li­za a gra­de de dis­ci­pli­nas – os alu­nos te­rão cin­co áre­as te­má­ti­cas pa­ra es­co­lher, en­tre elas o es­tu­do pro­fis­si­o­na­li­zan­te.

É um pla­no de lon­go pra­zo. A União pro­me­te in­ves­tir R$ 1,5 bi­lhão pa­ra que o en­si­no em tur­no in­te­gral, com se­te ho­ras de au­la por dia, che­gue a 500 mil alu­nos em 2018 e a 2 mi­lhões (25% do to­tal) até 2024. Não há um pra­zo fi­nal pa­ra que o novo sis­te­ma se­ja im­plan­ta­do, pois os Es­ta­dos te­rão au­to­no­mia – e auxílio fi­nan­cei­ro – pa­ra fa­zer as mu­dan­ças.

O novo en­si­no mé­dio foi ins­ti­tuí­do on­tem pe­lo pre­si­den­te Mi­chel Te­mer (PMDB) por meio de uma me­di­da pro­vi­só­ria, que foi en­vi­a­da ao Con­gres­so e tem até 120 di­as pa­ra ser vo­ta­da.

De acor­do com o go­ver­no, a pro­pos­ta apre­sen­ta­da é re­sul­ta­do de dis­cus­sões ini­ci­a­das em 2012, com o ob­je­ti­vo de res­pon­der aos maus re­sul­ta­dos do en­si­no mé­dio no Ideb (Ín­di­ce de De­sen­vol­vi­men­to da Edu­ca­ção Bá­si­ca). A pro­va é apli­ca­da pe­lo pró­prio go­ver­no, que es­ti­pu­la me­tas. Nos re­sul­ta­dos do ano pas­sa­do, di­vul­ga­dos no iní­cio des­te mês, ape­nas dois Es­ta­dos (Per­nam­bu­co e Ama­zo­nas) al­can­ça­ram su­as me­tas pa­ra o en­si­no mé­dio.

Além de in­cen­ti­var fi­nan­cei­ra­men­te os Es­ta­dos a ado­ta­rem lo­go as me­di­das, o Mi­nis­té­rio da Edu­ca­ção de­ve ela­bo­rar o Enem (Exame Na­ci­o­nal do En­si­no Mé­dio) com ba­se no novo cur­rí­cu­lo – uma forma de pres­são, so­bre­tu­do, so­bre as es­co­las par­ti­cu­la­res. As mu­dan­ças Nos Es­ta­dos que im­ple­men­ta­rem a mu­dan­ça cur­ri­cu­lar, o es­tu­dan­te fa­rá um blo­co de dis­ci­pli­nas bá­si­cas obri­ga­tó­ri­as, mas po­de­rá es­co­lher en­tre cin­co ei­xos de en­si­no, um de­les vol­ta­do ao en­si­no pro­fis­si­o­nal (ve­ja no qua­dro). As dis­ci­pli­nas obri­ga­tó­ri­as se­rão de­fi­ni­das pe­lo Con­gres­so até “me­a­dos do ano que vem”, na es­ti­ma­ti­va do ministro da Edu­ca­ção, Men­don­ça Fi­lho.

A ideia é que por­tu­guês e ma­te­má­ti­ca es­te­jam pre­sen­tes em to­dos os anos. Já ma­té­ri­as co­mo fi­lo­so­fia, ar­tes, so­ci­o­lo­gia e edu­ca­ção fí­si­ca de­ve­rão ser op­ta­ti­vas.

Ar­tes e edu­ca­ção fí­si­ca são obri­ga­tó­ri­as no en­si­no fun­da­men­tal, que não se­rá afe­ta­do. A pro­pos­ta pre­vê que as ci­da­des te­nham es­co­las te­má­ti­cas, dan­do op­ções aos alu­nos.

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