PAR­TIU BARILOCHE

No ve­rão. Não pen­se que é só de ne­ve que se faz uma vi­a­gem in­crí­vel pa­ra a Ar­gen­ti­na. Há mui­tas pai­sa­gens lin­das e es­por­tes de aven­tu­ra a es­pe­ra dos di­as quen­tes

Metro Brazil (ABC) - - Turismo -

Frio, ne­ve, es­qui, snow­bo­ard. É só fa­lar em Bariloche que o ce­ná­rio na nos­sa ca­be­ça vem qua­se que ins­tin­ti­va­men­te. Mas não su­bes­ti­me a ci­da­de: por trás de um in­ver­no ge­la­do, exis­te um ve­rão de es­por­tes de aven­tu­ra, que vão de raf­ting a moun­tain bi­king -- e, cla­ro, pai­sa­gens exu­be­ran­tes.

“Aca­bei de che­gar de Bariloche, es­tou ma­ra­vi­lha­da com tu­do o que vi por lá. Já vi­a­jei pa­ra vá­ri­os paí­ses in­crí­veis, mas os lu­ga­res que co­nhe­ci lá me dei­xa­ram sem pa­la­vras”, dis­se Ta­ti­a­ne Do­ro, ar­qui­te­ta de Cas­ca­vel, Pa­ra­ná.

O cli­ma agra­dá­vel, que­com­bi­na tem­pe­ra­tu­ras fri­as e quen­tes, é ou­tro pon­to elo­gi­a­do pe­la ar­qui­te­ta. “De ma­nhã a tem­pe­ra­tu­ra fi­ca­va em tor­no dos 13ºC e à tar­de che­ga­va aos 27ºC, mas com som­bras, dei­xan­do to­do o tem­po uma sen­sa­ção re­fres­can­te”, diz Ta­ti­a­ne.

Os ce­ná­ri­os, se­gun­do ela, são pa­ra lá de in­crí­veis. “Tem montanhas com ne­ve ao fun­do, ou­tras mais a fren­te com ve­ge­ta­ção e la­gos cor de es­me­ral­da em pri­mei­ro pla­no.”

Va­le des­ta­car ou­tro de­ta­lhe im­por­tan­te: no ve­rão, as noi­tes em Bariloche co­me­çam ape­nas por vol­ta das 22h! -- ou se­ja, sem pro­ble­ma ne­nhum dor­mir até um pou­qui­nho mais tar­de, por­que os di­as são bem lon­gos.

O pre­ço tam­bém é par­te da atra­ção: os hó­teis che­gam a cus­tar me­nos da me­ta­de do pre­ço em re­la­ção ao in­ver­no, tan­to as re­fei­ções qu­an­to os pas­sei­os cus­tam, em mé­dia, o equi­va­len­te a R$150, e o trans­por­te pú­bli­co, que pas­sa por to­dos os prin­ci­pais pon­tos da ci­da­de, R$2, o tra­je­to.

Mas a me­lhor par­te ain­da es­tar por vir: a ci­da­de fi­ca no en­tor­no do Par­que Na­ci­o­nal Nahu­el Hu­a­pi, mais an­ti­ga re­ser­va eco­ló­gi­ca da Ar­gen­ti­na com área de mais de 700 mil hec­ta­res, e foi re­co­nhe­ci­da em 2012 co­mo a Ca­pi­tal Na­ci­o­nal do Tu­ris­mo de Aven­tu­ra pe­lo Con­gres­so Na­ci­o­nal da Ar­gen­ti­na.

Ou­tra op­ção a con­si­de­rar é não se hos­pe­dar em Bariloche, mas ao re­dor da ci­da­de, es­pe­ci­al­men­te em re­giões pró­xi­mas dos la­gos e ri­os. “To­do o en­tor­no é mui­to bo­ni­to”, diz Ta­ti­a­ne. Con­fi­ra à se­guir al­guns dos es­por­tes de aven­tu­ra que te es­pe­ram por lá.

RAF­TING O raf­ting é a fa­mo­sa des­ci­da em cor­re­dei­ras d’água em equi­pe com bo­tes in­flá­veis. Há vá­ri­as op­ções de per­cur­sos, sen­do ca­da uma in­di­ca­da de acor­do com o grau de di­fi­cul­da­de da ati­vi­da­de. Se vo­cê ain­da é um ini­ci­an­te na prá­ti­ca, op­te pe­lo ca­mi­nho cha­ma­do Rio Man­so In­fe­ri­or. Mas se es­tá dis­pos­to a aven­tu­ras re­al­men­te ra­di­cais, vá de Stand Up Raf­ting. A ati­vi­da­de com­bi­na Stand Up Pad­dle e Raf­ting em pran­chas de 8 me­tros de com­pri­men­to, pa­ra seis pes­so­as, que na­ve­gam em pé pe­lo rio.

MOUN­TAIN BI­KING Na ter­ra do Open Shi­ma­no, prin­ci­pal cam­pe­o­na­to de Mon­tain bi­ke da Amé­ri­ca do Sul, a ati­vi­da­de fei­ta por vá­ri­os per­cur­sos, de es­tra­das de ter­ras a tri­lhas em montanhas, de bi­ci­cle­ta não po­de­ria fi­car de fo­ra. Os tre­chos va­ri­am de acor­do com o cli­ma e po­dem ser fei­tos por to­dos.

CAIAQUE Re­a­li­za­do em la­gos gla­ci­ais ao pé das montanhas pa­togô­ni­cas, o pas­seio po­de ser fei­to com caiaque pa­ra uma ou du­as pes­so­as; o tem­po de du­ra­ção vai de uma ho­ra até vá­ri­os di­as, pas­san­do por di­fe­ren­tes pai­sa­gens e gas­tro­no­mia da re­gião.

TREKKING Em pou­cas pa­la­vras, fa­zer tri­lhas. Mas o de­ta­lhe es­tá na pai­sa­gem: a mai­o­ria de­las é fei­ta em flo­res­tas ou montanhas e é pos­sí­vel jan­tar e até pas­sar a noi­te por lá – além, é cla­ro, de ex­plo­rar os pon­tos mais al­tos da Cor­di­lhei­ra dos An­des.

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