In­dús­tria do ABC ba­te re­cor­de de de­sem­pre­go

So­men­te no mês de se­tem­bro fo­ram de­mi­ti­dos 4,3 mil fun­ci­o­ná­ri­os do se­tor in­dus­tri­al na re­gião

Metro Brazil (ABC) - - Foco - CA­DU PROIETI

O mês de se­tem­bro não foi na­da bom pa­ra os tra­ba­lha­do­res da in­dús­tria do ABC. Se­gun­do le­van­ta­men­to da Ci­esp (Con­fe­de­ra­ção das In­dús­tri­as de São Paulo) e da Fi­esp (Fe­de­ra­ção das In­dús­tri­as de São Paulo), fo­ram fe­cha­das 4,3 mil va­gas de tra­ba­lho no mês pas­sa­do. É o nú­me­ro mais alto de re­du­ção de pos­tos dos úl­ti­mos 11 me­ses.

O ín­di­ce ba­teu o pa­ta­mar de ou­tu­bro do ano pas­sa­do, que era o mai­or até en­tão, com a per­da de 4,8 mil pos­tos no mês.

Se con­si­de­ra­da a so­ma­tó­ria dos no­ve me­ses des­te ano, a in­dús­tria do ABC en­cer­rou 19 mil va­gas. Em 12 me­ses, de se­tem­bro ao mes­mo mês do ano pas­sa­do, fo­ram 25,9 mil tra­ba­lha­do­res in­dus­tri­ais que per­de­ram o em­pre­go.

A que­da na re­gião em se­tem­bro foi in­flu­en­ci­a­da pe­las va­ri­a­ções ne­ga­ti­vas na pro­du­ção de veí­cu­los au­to­mo­to­res e au­to­pe­ças (-3,94%); pro­du­tos ali­men­tí­ci­os (-3,65%); má­qui­nas e equi­pa­men­tos (-0,60%) e pro­du­tos de me­tal, ex­ce­to má­qui­nas e equi­pa­men­tos (-0,80%).

“É um nú­me­ro alto (o de se­tem­bro). Em­bo­ra os ín­di­ces de con­fi­an­ça do se­tor in­dus­tri­al te­nham me­lho­ra­do, as mu­dan­ças na eco­no­mia de­mo­ram a ocor­rer, são de mé­dio e lon­go pra­zo. Do pon­to de vis­ta da eco­no­mia re­al, a gen­te ain­da en­fren­ta um pro­ces­so de re­tra­ção pro­du­ti­va. No ABC, o se­tor au­to­mo­bi­lís­ti­co apre­sen­ta da­dos ne­ga­ti­vos, já que ex­por­tou me­nos car­ros e ca­mi­nhões nes­te ano. Is­so aju­da a en­ten­der por­que o de­sem­pre­go vai con­ti­nu­ar, ao me­nos por mais um tempo”, ex­pli­cou o eco­no­mis­ta e pro­fes­sor da Uni­ver­si­da­de Me­to­dis­ta San­dro Mas­kio.

Pa­ra o es­pe­ci­a­lis­ta, a per­da de va­gas na re­gião de­ve se­guir até o fim do ano e se es­ta­bi­li­zar no pri­mei­ro tri­mes­tre de 2017. No en­tan­to, a re­to­ma­da do em­pre­go de­ve de­mo­rar um pou­co mais, se­gun­do ele.

“De­pen­de mui­to de co­mo vai ser a ra­pi­dez do go­ver­no em im­plan­tar os ajus­tes ne­ces­sá­ri­os. Não vi­su­a­li­zo ce­ná­rio com si­nais cla­ros de me­lho­ra em pe­lo me­nos seis me­ses”, afir­mou o eco­no­mis­ta.

| DA­NI­LO VER­PA/FO­LHA­PRESS

Mês pas­sa­do re­gis­trou a mai­or alta em fe­cha­men­to de va­gas des­de ou­tu­bro do ano pas­sa­do

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