Ren­da fi­xa con­ti­nua sen­do me­lhor op­ção

Pa­ra es­pe­ci­a­lis­tas, in­ves­ti­dor de­ve fu­gir da Ca­der­ne­ta de Pou­pan­ça e pro­cu­rar o Te­sou­ro Di­re­to

Metro Brazil (ABC) - - Economia -

Com a que­da da ta­xa Se­lic de 14,25% pa­ra 14% ao ano, anun­ci­a­da na se­ma­na pas­sa­da pe­lo Ban­co Cen­tral, os in­ves­ti­men­tos pes­so­ais fei­tos em ban­cos de­vem ser afe­ta­dos – ain­da que, por en­quan­to, mui­to pou­co, se­gun­do ana­lis­tas do mer­ca­do, de­vi­do ao cor­te de ape­nas 0,25 pon­to per­cen­tu­al.

De acor­do com eles, a ren­da fi­xa con­ti­nua sen­do a op­ção mais se­gu­ra, já que a Se­lic de 14% ain­da es­tá mui­to aci­ma da ex­pec­ta­ti­va da in­fla­ção pa­ra o pró­xi­mo ano, que é de 7%.

É ver­da­de que nem to­dos os in­ves­ti­men­tos pa­gam o va­lor “cheio” do CDI (Cer­ti­fi­ca­do de De­pó­si­to In­ter­ban­cá­rio), que acom­pa­nha de per­to a Se­lic. Mas, se­gun­do os es­pe­ci­a­lis­tas, mes­mo que os ban­cos re­mu­ne­rem 80% do CDI (em tor­no de 11,2%), e des­con­tan­do o Im­pos­to de Ren­da e a ta­xa de ad­mi­nis­tra­ção, ain­da as­sim a ren­da fi­xa ren­de­rá mais do que a in­fla­ção es­pe­ra­da. Ca­der­ne­ta de Pou­pan­ça A Ca­der­ne­ta de Pou­pan­ça não é um bom lu­gar pa­ra dei­xar di­nhei­ro quan­do a ta­xa Se­lic é ele­va­da, co­mo ago­ra, já que es­tá re­mu­ne­ran­do por vol­ta de 8% ao ano. Pa­ra a Pou­pan­ça co­me­çar a va­ler a pe­na, a Se­lic tem de cair a 9% ao ano, afir­mam os es­pe­ci­a­lis­tas. Nes­se ní­vel, ela ba­te mui­tos fun­dos de ren­da fi­xa, pois é li­vre de im­pos­tos e ta­xas.

A ren­da va­riá­vel (bol­sa e dó­lar) é uma op­ção, mas exi­ge mai­or co­nhe­ci­men­to do mer­ca­do fi­nan­cei­ro. Nes­te ano, até se­tem­bro, o Ín­di­ce da Bol­sa de Va­lo­res de São Pau­lo su­biu 47%.

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