Re­for­ma po­lí­ti­ca avan­ça

Se­na­do apro­va, em 1º tur­no, PEC que re­ti­ra di­rei­tos de par­ti­dos pou­co vo­ta­dos e aca­ba com co­li­ga­ção em elei­ção pro­por­ci­o­nal

Metro Brazil (ABC) - - Brasil - MAR­CE­LO FREITAS

O Se­na­do apro­vou on­tem, em pri­mei­ro tur­no, a PEC (Pro­pos­ta de Emen­da à Cons­ti­tui­ção) que cria cláu­su­la de de­sem­pe­nho elei­to­ral pa­ra par­ti­dos con­se­gui­rem be­ne­fí­ci­os com fun­do par­ti­dá­rio e tem­po de pro­pa­gan­da po­lí­ti­ca e proí­be as ali­an­ças pa­ra car­gos de de­pu­ta­dos fe­de­ral, es­ta­du­al e dis­tri­tal e de ve­re­a­dor.

As du­as pro­pos­tas que com­põem a re­for­ma po­lí­ti­ca ti­ve­ram 58 vo­tos a fa­vor e 13 con­trá­ri­os. O se­gun­do tur­no es­tá mar­ca­do pa­ra 23 de no­vem­bro. Se o tex­to for no­va­men­te apro­va­do, se­gui­rá pa­ra a Câ­ma­ra. Cor­te de par­ti­dos Man­ti­do o de­sem­pe­nho nas ur­nas das úl­ti­mas elei­ções, ape­nas 13 dos 26 par­ti­dos com re­pre­sen­ta­ção na Câ­ma­ra se­ri­am li­be­ra­dos pe­la cláu­su­la de bar­rei­ra. As le­gen­das não se­ri­am ex­tin­tas, mas te­ri­am a atu­a­ção com­pro­me­ti­da.

O se­na­dor Ran­dol­fe Ro­dri­gues (Re­de-AP) apre­sen­tou des­ta­que pa­ra fle­xi­bi­li­zar as re­gras (ve­ja no qua­dro o que foi apro­va­do), com exi­gên­cia de 1% dos vo­tos na­ci­o­nais em 2018; 1,5%, em 2022; e 2% em 2026, pa­ra per­mi­tir que PV, Pros, PPS, PC­doB e PSOL não fos­sem atin­gi­dos. “Não se po­de co­lo­car no mes­mo ba­laio le­gen­das ide­o­ló­gi­cas e tra­tá-las co­mo par­ti­dos de alu­guel”, de­cla­rou. A emen­da foi re­jei­ta­da por 49 vo­tos a 21.

“Te­mos a pre­vi­são da fe­de­ra­ção de par­ti­dos, que po­de sal­va­guar­dar as le­gen­das, des­de que a ali­an­ça se­ja pe­re­ne”, jus­ti­fi­cou o re­la­tor, Aloy­sio Nu­nes (PSDB-SP), que pro­põe à Câ­ma­ra que fa­ça a mo­du­la­ção dos efei­tos da me­di­da. Co­li­ga­ções Com a fe­de­ra­li­za­ção par­ti­dá­ria, as le­gen­das só po­de­rão fa­zer ali­an­ças na­ci­o­nais e du­ran­te to­do o man­da­to, não mais ape­nas pa­ra as elei­ções.

“Su­pe­ra­mos o tem­po da ca­ro­na. De par­ti­dos que fa­zem ali­an­ças lo­cais, mas não há li­ga­ção ide­o­ló­gi­ca den­tro da co­li­ga­ção”, afir­mou Aé­cio Ne­ves (PSDB-MG). Con­ta sal­ga­da Atu­al­men­te, 35 par­ti­dos es­tão re­gis­tra­dos no TSE (Tri­bu­nal Su­pe­ri­or Elei­to­ral) que di­vi­di­ram en­tre ja­nei­ro e ou­tu­bro des­te anos R$ 614,9 mi­lhões de fun­do par­ti­dá­rio. “Não é uma pro­pos­ta con­tra um par­ti­do. Te­rá uma tran­si­ção e vai de­pen­der da vo­ta­ção nas pró­xi­mas elei­ções. O que não dá é pa­ra di­a­lo­gar com 30 par­ti­dos.”

RE­NAN CA­LHEI­ROS, PRE­SI­DEN­TE DO SE­NA­DO “Par­ti­do po­lí­ti­co tem que ter vo­tos. Se não vi­ra or­ga­ni­za­ção não go­ver­na­men­tal. A po­lí­ti­ca vi­rou um ne­gó­cio. Se cria par­ti­dos pa­ra ter fun­do par­ti­dá­rio.” RI­CAR­DO FERRAÇO (PSDB-ES), AU­TOR DA PEC

| MOREIRA MARIZ/AGÊN­CIA SE­NA­DO

Ple­ná­rio vol­ta a dis­cu­tir a PEC no dia 23

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