Es­ta­ções têm ‘black fri­day’ de pas­sa­gens

Ir­re­gu­lar. Es­que­ma de ven­da de bi­lhe­tes pa­ra os trens no ABC di­mi­nui, mas não aca­ba. O que cus­ta ofi­ci­al­men­te R$ 3,80 é ven­di­do a R$ 3,50 em Mauá. Em Santo André che­ga a R$ 3

Metro Brazil (ABC) - - Front Page -

As pas­sa­gens de trem es­tão mais ba­ra­tas nes­te fim de ano. Mas não é a CPTM (Com­pa­nhia Pau­lis­ta de Trens Me­tro­po­li­ta­nos) que bai­xou o pre­ço, são os ven­de­do­res clan­des­ti­nos que es­tão co­mer­ci­a­li­zan­do as en­tra­das do la­do de fo­ra das es­ta­ções Santo André e Mauá com va­lo­res ca­da vez me­no­res.

Ven­di­da por R$ 3,80 nas bi­lhe­te­ri­as ofi­ci­ais, as ta­ri­fas cus­tam R$ 3,50 na mão de clan­des­ti­nos na es­ta­ção Mauá. Na es­ta­ção Pre­fei­to Cel­so Da­ni­el, em Santo André, on­de há 10 me­ses os in­ter­me­diá­ri­os ven­di­am tam­bém a R$ 3,50, ho­je o bi­lhe­te ile­gal é co­mer­ci­a­li­za­do por R$ 3. O “des­con­to” na ci­da­de é de 21% em re­la­ção ao pre­ço nor­mal.

Se o pas­sa­gei­ro com­prar na mão do cam­bis­ta por cin­co di­as es­ta­rá eco­no­mi­zan­do o va­lor de uma pas­sa­gem re­gu­lar em Santo André.

Em fe­ve­rei­ro, o Metro Jor­nal já ha­via de­nun­ci­a­do o co­mér­cio ir­re­gu­lar no mu­ni­cí­pio. Na oca­sião, cer­ca de 10 pes­so­as co­mer­ci­a­li­za­vam as en­tra­das.

Atu­al­men­te os ven­de­do­res es­tão em me­nor quan­ti­da­de. A re­por­ta­gem es­te­ve on­tem e an­te­on­tem na es­ta­ção de Santo André, nos pe­río­dos da tar­de e a noi­te, e en­con­trou ape­nas qu­a­tro pes­so­as fa­zen­do a ven­da ile­gal.

Se­gun­do um dos am­bu­lan­tes, o pre­ço es­tá me­nor ago­ra de­vi­do ao va­lor pa­go por eles nos car­tões. “Es­ta­mos com­pran­do mais ba­ra­to.”

Se o nú­me­ro de ir­re­gu­la­res es­tá me­nor, a fi­la da bi­lhe­te­ria é gran­de. Se­gun­do usuá­ri­os, o tem­po de es­pe­ra po­de che­gar a 10 mi­nu­tos.

Em Mauá a ce­na é com­ple­ta­men­te di­fe­ren­te. Por lá, apro­xi­ma­da­men­te dez ven­de­do­res pa­re­cem não se pre­o­cu­par e, aos gri­tos, anun­ci­am su­as ven­das ao pre­ço de R$ 3,50.

No lo­cal, ne­nhu­ma fi­la na bi­lhe­te­ria foi vis­ta pe­la re­por­ta­gem, en­quan­to pe­lo me­nos uma ven­da por mi­nu­to era fei­ta. En­ten­da o es­que­ma As ven­das ir­re­gu­la­res são fei­tas por meio de car­tões co­mo o BOM, da re­de me­tro­po­li­ta­na, e o Bi­lhe­te Úni­co, da Pre­fei­tu­ra de São Pau­lo, por exem­plo. Os clan­des­ti­nos abor­dam os pas­sa­gei­ros na cal­ça­da e ne­go­ci­am um em­prés­ti­mo do car­tão. Após is­so, fi­cam de olho na pes­soa pas­san­do pe­la ca­tra­ca e em se­gui­da es­pe­ram a de­vo­lu­ção nos lo­cais de saí­da da es­ta­ção.

Os ven­de­do­res lu­cram ao com­pra­rem mais ba­ra­to os car­tões de quem têm be­ne­fí­ci­os, co­mo va­le trans­por­te, por exem­plo, e não usam.

Ou­tra for­ma que os cam­bis­tas con­se­guem o car­tão é por meio de um es­que­ma de frau­de no qual um in­ter­me­diá­rio re­car­re­ga os cré­di­tos do car­tão em um pos­to fal­so, ou se­ja, sem o con­sen­ti­men­to da CPTM. A ação é fei­ta por meio de má­qui­na se­me­lhan­te às dos pon­tos de re­car­ga do Bi­lhe­te Úni­co.

ALESSANDRO VALLE/ABCDIGIPRESS

Ven­de­dor ir­re­gu­lar de pas­sa­gens abor­da pes­so­as que vão em di­re­çãoà es­ta­çao Mauá: pre­ço é me­nor que o ofi­ci­al

| FOTOS: ALESSANDRO VALLE/ABC DIGIPRESS

Ven­de­do­res clan­des­ti­nos abor­dam pes­so­as em Mauá pa­ra ven­der pas­sa­gem mais barata Mé­dia é de uma ne­go­ci­a­ção por mi­nu­to no Cen­tro de Mauá

Quan­do clan­des­ti­nos não es­tão pre­sen­tes, fi­la na bi­lhe­te­ria po­de che­gar a 10 mi­nu­tos

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