ACELERANDO E AGRADECENDO!

Metro Brazil (ABC) - - Esporte -

Oi ga­le­ra, tu­do le­gal aí? Co­mo vo­cês sa­bem, vi­vo aqui nos Es­ta­dos Uni­dos faz mui­to tem­po. Mais pre­ci­sa­men­te des­de 1996, quan­do abra­cei a opor­tu­ni­da­de que sur­giu pa­ra eu cor­rer na Indy Lights, e nun­ca mais fui em­bo­ra. De lá pa­ra cá, fui co­nhe­cen­do e as­si­mi­lan­do mui­tos dos cos­tu­mes e tra­di­ções do país, cla­ro que sem per­der as mi­nhas raí­zes bra­si­lei­ras.

Acho que quem aca­bou ga­nhan­do com is­so foi a mi­nha fi­lha Mi­ka­el­la, que ago­ra em de­zem­bro vai com­ple­tar se­te anos. Ela nas­ceu aqui nos Es­ta­dos Uni­dos, e mi­nha mu­lher, Adri­a­na, é co­lom­bi­a­na. En­tão, eu fa­lo com mi­nha fi­lha em por­tu­guês, e a mãe, em es­pa­nhol. Na es­co­la, ela é edu­ca­da em in­glês. Quer di­zer, ain­da no­vi­nha já fa­la os três idi­o­mas.

Acre­di­to que to­dos os es­tran­gei­ros que vi­vem nos Es­ta­dos Uni­dos são en­vol­vi­dos por al­gu­mas de su­as da­tas mais ca­ras, e uma de­las, tal­vez a prin­ci­pal, pa­ra di­zer a ver­da­de, é o Thanks­gi­ving Day. O cli­ma des­se fe­ri­a­do pa­re­ce mui­to com o nos­so Na­tal, da­ta que aqui não tem es­se sen­ti­do de ir­man­da­de que te­mos no Brasil. Es­sa ca­rac­te­rís­ti­ca es­tá mais pre­sen­te no Thanks­gi­ving en­tre os nor­te-ame­ri­ca­nos e tem a ver com a his­tó­ria do país.

O fa­to de acon­te­cer nu­ma quin­ta-fei­ra aca­ba ge­ran­do um fe­ri­a­dão pro­lon­ga­do, e o co­mér­cio aca­bou cri­an­do o Black Fri­day, que é uma li­qui­da­ção mons­tro que mo­vi­men­ta o país to­do. Quer di­zer, co­mo o Na­tal, o Thanks­gi­ving tem o ape­lo co­mer­ci­al tam­bém, mas o sen­ti­do não é es­se.

É um dia pa­ra agra­de­cer. E se a gen­te pen­sar bem, agra­de­cer não é bem uma prá­ti­ca mui­to usu­al. Sei lá, a gen­te aca­ba re­cla­man­do mais do que agradecendo, quan­do de­ve­ria ser o con­trá­rio. Qual­quer pes­soa, em qual­quer lu­gar do mun­do, vi­ve su­as di­fi­cul­da­des. Não de­ve ter vi­va al­ma que acor­de pe­la ma­nhã sem al­go pa­ra re­pa­rar ou re­sol­ver.

O mun­do que a gen­te vi­ve é cheio de de­sa­fi­os, e po­pu­la­ções in­tei­ras vi­vem dra­mas ini­ma­gi­ná­veis. As no­tí­ci­as es­tão aí pa­ra quem qui­ser ver. Um ami­go me dis­se ou­tro dia que se a pes­soa ler as no­tí­ci­as an­tes de dor­mir, per­de o so­no. E se ler lo­go pe­la ma­nhã, tem von­ta­de de vol­tar pa­ra a ca­ma. Tu­do por con­ta dos acon­te­ci­men­tos que mal­tra­tam o ser hu­ma­no di­a­ri­a­men­te. Mas da mes­ma for­ma, creio eu, há sem­pre o que agra­de­cer.

Eu acho que se ca­da um dos que­ri­dos lei­to­res do Metro pa­rar pa­ra pen­sar, sem­pre ha­ve­rá al­go pa­ra agra­de­cer. Pa­ra mim, o pri­mei­ro mo­ti­vo é es­tar vi­vo. Quer pre­sen­te maior de Deus que a gen­te es­tar vi­vo? Eu re­al­men­te pen­so as­sim e cur­to tan­to o Thanks­gi­ving. É is­so, ra­pa­zi­a­da. For­te abra­ço e até se­ma­na que vem!

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