Mor­re o ído­lo ce­les­te Zé Carlos

Ex-vo­lan­te do Cru­zei­ro mor­re aos 73 anos; ele foi o se­gun­do jo­ga­dor que mais ve­zes ves­tiu a ca­mi­sa do clu­be

Metro Brazil (Belo Horizonte) - - PRIMEIRA PÁGINA -

Ex- vo­lan­te, de 73 anos, in­te­gra­va o elen­co do Cru­zei­ro que ven­ceu o San­tos de Pe­lé em 1966

A ter­ça-fei­ra foi de mui­ta tris­te­za en­tre ex-jo­ga­do­res, tor­ce­do­res e ad­mi­ra­do­res do fu­te­bol. Is­so por­que Zé Carlos, eter­no ído­lo da tor­ci­da ce­les­te, fa­le­ceu aos 73 anos – a cau­sa da mor­te não foi re­ve­la­da, mas o ex-vo­lan­te es­tre­la­do já vi­nha há al­guns anos com a saú­de de­bi­li­ta­da em ra­zão de um AVC.

Nas­ci­do em Juiz de Fo­ra, Zé Carlos foi o se­gun­do jo­ga­dor que mais ves­tiu a ca­mi­sa do clu­be, em 633 opor­tu­ni­da­des, e de­fen­deu o Cru­zei­ro en­tre os anos de 1966 a 1978. Com a ca­mi­sa ce­les­te, ele fez par­te de gran­des elen­cos da his­tó­ria da Ra­po­sa e con­quis­tou tí­tu­los épi­cos co­mo a Ta­ça Bra­sil de 1966, em ci­ma do po- de­ro­so San­tos de Pe­lé, e da Co­pa Li­ber­ta­do­res em 1976, além de ter si­do cam­peão mi­nei­ro em no­ve oca­siões.

Em no­ta, o Cru­zei­ro la­men­tou o fa­le­ci­men­to do ído­lo eter­no. “To­dos nós, da fa­mí­lia Cru­zei­ro, ma­ni­fes­ta­mos nes­te mo­men­to de dor o nos­so ca­ri­nho, com­pai­xão e so­li­da­ri­e­da­de aos ami­gos, fa­mi­li­a­res e fãs de Zé Carlos, que sem­pre te­rá um can­ti­nho es­pe­ci­al no co­ra­ção de ca­da cru­zei­ren­se e dos aman­tes do bom fu­te­bol”, ci­tou o tex­to.

Du­ran­te to­do o dia, os cru­zei­ren­ses, ex-jo­ga­do­res e tor­ce­do­res la­men­ta­ram a mor­te de Zé Carlos e pres­ta­ram su­as úl­ti­mas ho­me­na­gens ao ex-vo­lan­te. Um dos mais emo­ci­o­na­dos foi Pro­có­pio. “Zé Carlos foi meu gran­de ami­go, um co­le­ga fan­tás­ti­co, e tu­do que fiz por ele em vi­da foi por gra­ti­dão. Um dia mui­to tris­te para nós, mas ga­ran­to para vo­cê que o céu es­tá em fes­ta”, de­cla­rou o ex-atle­ta.

Dir­ceu Lo­pes, co­nhe­ci­do co­mo ‘o príncipe’, tam­bém fa­lou so­bre o ami­go. “Não te­nho pa­la­vra para ex­pres­sar o que sin­to. Tris­te­za mui­to gran­de”.

O ve­ló­rio de Zé Carlos co­me­çou na noi­te de on­tem no Ce­mi­té­rio Par­que da Co­li­na em Be­lo Ho­ri­zon­te. O en­ter­ro se­rá ho­je, às 10h, no mes­mo ce­mi­té­rio. Zé Carlos dei­xa es­po­sa e três fi­lhos.

BRUNO SEN­NA/RE­VIS­TA DO CRU­ZEI­RO

| CRU­ZEI­RO/DIVULGAÇÃO

Zé Carlos (em pé, o 1º à es­quer­da) in­te­grou ti­me de 1966

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