Jus­ti­ça li­mi­ta re­a­jus­te a 5,72%

Metro Brazil (Belo Horizonte) - - ECONOMIA -

Uma de­ci­são li­mi­nar da Jus­ti­ça li­mi­tou o re­a­jus­te dos pla­nos de saú­de in­di­vi­du­ais e fa­mi­li­a­res em 5,72% nes­te ano. A de­ter­mi­na­ção do juiz Jo­sé Hen­ri­que Pres­cen­do da 22ª Va­ra Fe­de­ral de São Pau­lo aten­de a um pe­di­do fei­to pe­lo Idec (Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de De­fe­sa do Con­su­mi­dor).

Com ba­se em um re­la­tó­rio do TCU (Tri­bu­nal de Con­tas da União) que mos­tra­va pro­ble­mas no cál­cu­lo da ANS (Agência Na­ci­o­nal de Saú­de Su­ple­men­tar), o Idec en­trou com ação pe­din­do que o re­a­jus­te fos­se li­mi­ta­do ao IPCA re­la­ti­vo à saú­de e cui­da­dos pes­so­ais em 12 me­ses.

Há 16 anos, a ANS uti­li­za a mes­ma me­to­do­lo­gia pa­ra de­ter­mi­nar o ín­di­ce má­xi­mo de re­a­jus­te anu­al. Se­gun­do o Idec, ba­si­ca­men­te, o cál­cu­lo le­va em con­ta a mé­dia de re­a­jus­tes do mer­ca­do de pla­nos co­le­ti­vos com mais de 30 be­ne­fi­ciá­ri­os, que não são con­tro­la­dos pe­la agência.

Até 2009 o ín­di­ce au­to­ri­za­do es­ta­va mui­to pró­xi­mo à va­ri­a­ção do IPCA. Con­tu­do, se­gun­do o re­la­tó­rio do TCU, nes­se ano hou­ve uma dis­tor- ção em um dos itens que com­põe o re­a­jus­te. Os cha­ma­dos fa­to­res exó­ge­nos – cus­tos das ope­ra­do­ras re­la­ci­o­na­dos ao acrés­ci­mo de pro­ce­di­men­tos no rol de co­ber­tu­ra, que é atu­a­li­za­do anu­al­men­te pe­la ANS – fo­ram com­pu­ta­dos du­as ve­zes pe­lo ór­gão re­gu­la­dor, du­pli­can­do o efei­to des­sa atu­a­li­za­ção no pre­ço.

Nos úl­ti­mos anos, as men­sa­li­da­des dos pla­nos su­bi­ram em mé­dia 13,5%. Pa­ra 2018, a pre­vi­são é de al­ta de 10%.

ANS vai re­cor­rer

A agência re­gu­la­do­ra in­for­mou que vai re­cor­rer da de­ci­são. Em no­ta, a ANS afir­mou que “re­pu­dia ações des­pro­vi­das de fun­da­men­ta­ção téc­ni­ca” que cau­sam “co­mo­ção so­ci­al” e au­men­tam a ju­di­ci­a­li­za­ção no se­tor.

A no­ta diz que a agência to­ma de­ci­sões “ba­se­a­das em in­for­ma­ções téc­ni­cas” e que o se­tor tem ca­rac­te­rís­ti­cas es­pe­cí­fi­cas que in­flu­en­ci­am no re­a­jus­te, co­mo a va­ri­a­ção da frequên­cia de uso e de cus­tos em saú­de. Des­ta­ca, no en­tan­to, que bus­ca um “apri­mo­ra­men­to” da re­gu­la­ção.

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