E mais R$ 480 mil são en­con­tra­dos na ca­sa de Nuz­man...

Pre­si­den­te do Co­mi­tê Olím­pi­co do Bra­sil e da Rio 2016 é in­ves­ti­ga­do por com­pra de vo­tos pa­ra os Jo­gos

Metro Brazil (Curitiba) - - FRONT PAGE -

Pou­co mais de um ano após a re­a­li­za­ção dos Jo­gos Olím­pi­cos do Rio, o pre­si­den­te do COB (Co­mi­tê Olím­pi­co do Bra­sil), Car­los Arthur Nuz­man, que tam­bém pre­si­diu o Co­mi­tê Rio 2016, foi intimado a de­por na Po­lí­cia Fe­de­ral, on­tem, quan­do foi de­fla­gra­da a ope­ra­ção Un­fair Play, que em por­tu­guês sig­ni­fi­ca jo­go su­jo. Nuz­man pas­sou a ser in­ves­ti­ga­do pe­la for­ça-ta­re­fa da La­va Ja­to no Rio por­que, se­gun­do o MPF (Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Fe­de­ral), há “for­tes in­dí­ci­os” de que ele te­nha par­ti­ci­pa­do di­re­ta­men­te da com­pra de vo­tos de in­te­gran­tes do COI (Co­mi­tê Olím­pi­co In­ter­na­ci­o­nal) pa­ra a es­co­lha do Rio co­mo se­de da Olim­pía­da.

Nuz­man se­ria o res­pon­sá­vel por “in­ter­li­gar cor­rup­tos e cor­rup­to­res”. De acor­do com as in­ves­ti­ga­ções, a man­do do ex-go­ver­na­dor Sér­gio Ca­bral (PMDB), o em­pre­sá­rio Arthur Cé­sar So­a­res Filho, o “Rei Ar- thur”, re­pas­sou US$ 2 mi­lhões a Pa­pa Mas­sa­ta Di­ack, filho do en­tão pre­si­den­te da Fe­de­ra­ção In­ter­na­ci­o­nal de Atle­tis­mo e mem­bro do COI, o se­ne­ga­lês La­mi­ne Di­ack.

O pa­ga­men­to, se­gun­do au­to­ri­da­des fran­ce­sas, foi fei­to três dias an­tes da ce­rimô­nia de divulgação da ci­da­de ven­ce­do­ra, re­a­li­za­da no dia 2 de ou­tu­bro de 2009, em Co­pe­nha­gen, na Di­na­mar­ca.

A ope­ra­ção, de­ter­mi­na­da pe­lo juiz Marcelo Bre­tas, da 7a Va­ra Fe­de­ral do Rio, con- tou com a co­o­pe­ra­ção in­ter­na­ci­o­nal de au­to­ri­da­des de An­ti­gua e Bar­bu­da, Fran­ça e Rei­no Uni­do e cum­priu um dos dois man­da­dos de pri­são. Eli­a­ne Ca­val­can­te, ex-só­cia de Arthur, foi pre­sa. Já o em­pre­sá­rio, que es­ta­ria em Mi­a­mi (EUA), é con­si­de­ra­do fo­ra­gi­do e seu no­me foi in­cluí­do na lis­ta ver­me­lha da In­ter­pol. A PF tam­bém cum­priu 11 man­da­dos de bus­ca e apre­en­são.

Além dos US$ 2 mi­lhões, o MPF apon­ta que Arthur pa­gou US$ 10,5 mi­lhões a Ca­bral pa­ra con­se­guir mais con­tra­tos com o Es­ta­do, que che­ga­ram a cer­ca de R$ 3 bi­lhões. O MPF ain­da de­ter­mi­nou o blo­queio de até R$ 1 bi­lhão dos bens de Nuz­man, Arthur e Eli­a­ne. Os dois úl­ti­mos se­rão in­di­ci­a­dos por cor­rup­ção, la­va­gem de di­nhei­ro e or­ga­ni­za­ção cri­mi­no­sa. Já Nuz­man te­ve de en­tre­gar seu pas­sa­por­te.

| JOSE LUCENA/FU­TU­RA PRESS

Intimado, Nuz­man foi à se­de da PF, mas fi­cou ca­la­do

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