Es­tra­das do Pa­ra­ná es­tão em 2º no ran­king de mor­tes

Le­van­ta­men­to mos­tra que a fal­ta de aten­ção e ul­tra­pas­sa­gens in­de­vi­das são as cau­sas mais co­muns

Metro Brazil (Curitiba) - - FRONT PAGE - BRUNNO BRUGNOLO METRO CURITIBA

A ter­cei­ra edi­ção do Atlas da Aci­den­ta­li­da­de no Trans­por­te or­ga­ni­za­do pe­lo PVST (Pro­gra­ma Vol­vo de Se­gu­ran­ça no Trân­si­to) di­vul­ga­do na se­ma­na pas­sa­da re­ve­lou con­tras­tes nas ro­do­vi­as fe­de­rais do Pa­ra­ná.

Fei­to a par­tir de nú­me­ros do ban­co de da­dos da PRF (Po­lí­cia Ro­do­viá­ria Fe­de­ral) nas 165 ro­do­vi­as fe­de­rais do Bra­sil, o es­tu­do apon­ta os pi­o­res tre­chos, as prin­ci­pais cau­sas de aci­den­ta­li­da­de, os dias e os ho­rá­ri­os em que mais acon­te­cem os aci­den­tes por ti­po de veí­cu­lo, além de uma série de ou­tras in­for­ma­ções.

Em 2016 o Pa­ra­ná te­ve 652 mor­tes em seus 4.046 km de BRs – a 6ª mai­or ma­lha fe­de­ral. O Es­ta­do foi o se­gun­do que mais re­gis­trou ví­ti­mas fa­tais, atrás ape­nas de Mi­nas Ge­rais (830). O au­men­to foi de qua­se 12% em re­la­ção a 2015, quan­do 583 pes­so­as per­de­ram a vi­da nas es­tra­das.

O nú­me­ro as­sus­ta, pois dei­xa o Es­ta­do so­men­te no 24º lu­gar no ran­king da que­da per­cen­tu­al de mor­tes em re­la­ção a 2011, o pi­or ano em termos do nú­me­ro de aci­den­tes em ro­do­vi­as fe­de­rais se­gun­do o Atlas.

A ten­dên­cia de re­du­ção é ob­ser­va­da em to­dos os es­ta­dos, só que no Pa­ra­ná fi­cou pou­co aci­ma dos 10%, en­quan­to 13 uni­da­des fe­de­ra­ti­vas ti­ve­ram que­da su­pe­ri­or a 30%.

Por ou­tro la­do, no mes­mo pe­río­do, o Pa­ra­ná foi o es­ta­do que mais re­du­ziu seu nú­me­ro ab­so­lu­to de aci­den­tes: 1.676, de 8.669 em 2011 pa­ra 6.993 ano pas­sa- do. A que­da de qua­se 20% re­pre­sen­tou a 9ª re­du­ção per­cen­tu­al no país.

No ano pas­sa­do e nos úl­ti­mos dez anos a cau­sa prin­ci­pal dos aci­den­tes foi a fal­ta de aten­ção, po­rém as cau­sas mais le­tais fo­ram a ul­tra­pas- sa­gem in­de­vi­da e a de­so­be­di­ên­cia à si­na­li­za­ção, tan­to aqui co­mo em to­do o ter­ri­tó­rio na­ci­o­nal. “Is­so evi­den­cia a im­pru­dên­cia ao vo­lan­te. É uma in­for­ma­ção que, in­fe­liz­men­te, re­ve­la que com­por­ta­men­tos ina­de­qua­dos ain­da são prin­ci­pais cau­sas dos aci­den­tes”, dis­se Ana­el­se Oli­vei­ra, res­pon­sá­vel pe­lo PVST e co­or­de­na­do­ra do Atlas.

Exem­plos

O Pa­ra­ná tem des­ta­que en­tre os cin­co tre­chos que ti­ve­ram mai­or au­men­to e re­du­ção de mor­tes na úl­ti­ma dé­ca­da – o pa­drão ado­ta­do é de seg­men­tos de 10 km.

Co­mo exem­plo po­si­ti­vo es­tá a BR-116 na re­gião Sul de Curitiba. Do km 112 ao 122, já pró­xi­mo a di­vi­sa com Fa­zen­da Rio Gran­de, fo­ram 23 mor­tes em 2007. De 2008 a 2012 o nú­me­ro de óbi­tos va­ri­ou en­tre 11 e 18. Des­de en­tão fo­ram qua­tro em 2013, oi­to em 2014, uma em 2015 e qua­tro em 2016.

“A re­du­ção de mor­tes em pe­rí­me­tros ur­ba­nos de ro­do­vi­as fe­de­rais de­cor­re de uma série de fa­to­res, co­mo me­lho­ri­as na in­fra­es­tru­tu­ra, obras de du­pli­ca­ção de pis­tas, ins­ta­la­ção de pas­sa­re­las pa­ra tra­ves­sia de pe­des­tres e fe­cha­men­to de re­tor­nos ou de cru­za­men­tos pe­ri­go­sos”, ex­pli­cou Fer­nan­do Oli­vei­ra, agen­te da PRF. To­do os fa­to­res citados fo­ram fei­tos nes­te tre­cho da BR-116.

Já do km 173 ao 183 da BR-277 na re­gião de Pal­mei­ra, nos Cam­pos Ge­rais, as mor­tes (que por anos fo­ram ine­xis­ten­tes) ex­plo­di­ram ano pas­sa­do. Nin­guém mor­reu no tre­cho em 2007, 2008, 2010 e 2011, além de ape­nas um óbi­to em 2009, 2013 e 2015. Já em 2016, 15 pes­so­as per­de­ram a vi­da.

| DIVULGAÇÃO/AUTOPISTA PLA­NAL­TO SUL

Tre­cho da BR-116 de Curitiba a Faz. Rio Gran­de

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