Ve­re­a­do­res so­bem pa­ra até R$ 10 mil mul­ta a pi­cha­do­res

Mul­ta con­tra pi­cha­do­res so­be de R$ 2,3 mil pa­ra R$ 10 mil. Guar­da diz que cam­pa­nhas e edu­ca­ção são mais efi­ci­en­tes

Metro Brazil (Curitiba) - - FRONT PAGE -

Ho­je a pu­ni­ção é de R$ 2,3 mil, mas va­lor se­ria in­su­fi­ci­en­te. Guar­da ques­ti­o­na efi­cá­cia da me­di­da

Por 31 vo­tos a fa­vor con­tra 2 abs­ten­ções, os ve­re­a­do­res de Curitiba de­ci­di­ram on­tem au­men­tar a mul­ta con­tra pi­cha­do­res. Os va­lo­res pas­sa­ram de R$ 2,3 mil pa­ra R$ 5 mil em ca­so de pro­pri­e­da­des pri­va­das e pa­ra R$ 10 mil con­tra ata­ques a pré­di­os pú­bli­cos. A pro­pos­ta foi de Hé­lio Wir­bis­ki (PPS), que diz que o va­lor não vem coi­bin­do os cri­mes.

“A pi­cha­ção ocor­re por fal­ta de edu­ca­ção, por fal­ta de cul­tu­ra, mas tam­bém por fal­ta de re­pres­são. Ho­je os pi­cha­do­res aca­bam fa­zen­do va­qui­nhas pa­ra li­be­rar os ou­tros. Eles par­ti­ci­pam de ver­da­dei­ras gan­gues”, dis­se.

O tex­to pre­vê ain­da que o pi­cha­dor ban­que a re­cu­pe­ra­ção do imó­vel. O pro­je­to ain­da te­rá que ser vo­ta­do em 2º tur­no e san­ci­o­na­do pe­lo pre­fei­to Ra­fa­el Gre­ca (PMN) pa­ra en­trar em vi­gor.

On­tem se abs­ti­ve­ram de vo­tar Pro­fes­so­ra Jo­se­te (PT) e Gou­ra (PDT), que de­fen­de­ram pu­ni­ções al­ter­na­ti­vas.

Mais edu­ca­ção

O di­re­tor da Guar­da Mu­ni­ci­pal, Od­gar Nu­nes Car­do­so, opi­nou que o au­men­to da mul­ta não vai in­flu­en­ci­ar na si­tu­a­ção nas ru­as. “Cer­ca de 90% dos pi­cha­do­res fla­gra­dos pa­gam a mul­ta, al­guns até já pa­ga­ram qua­tro ve­zes. O au­men­to não vai me­lho­rar mui­ta coi­sa, nós te­mos que me­lho­rar na pre­ven­ção e na cons­ci­en­ti­za­ção das pes­so­as”, dis­se.

Se­gun­do Od­gar, cer­ca de 50% dos pi­cha­do­res fla­gra­dos são rein­ci­den­tes, mas os ca­sos vêm di­mi­nuin­do. No ano pas­sa­do fo­ram 267 de­nun­ci­as à Guar­da, con­tra 171 nes­te ano. As pri­sões caí­ram de 67 em 2016 pa­ra 23 em 2017 - sen­do que 7 de­les fo­ram me­no­res.

O di­re­tor ci­ta a cam­pa­nha “Pi­cha­ção é Cri­me”, fei­ta em 2013, co­mo exem­plo pa­ra mi­ni­mi­zar o pro­ble­ma. “Ti­ve­mos uma re­du­ção de mais de 50%. Mas o mais im­por­tan­te foi que a po­pu­la­ção se en­vol­veu e de­nun­ci­ou. Não pre­ci­sa nem se iden­ti­fi­car”, lem­bra.

Pu­ni­ções

A lei mu­ni­ci­pal pre­vê que, se o fla­gra­do for me­nor, a mul­ta vá pa­ra os pais e o ado­les­cen­te pas­sa­rá por pa­les­tras edu­ca­ti­vas.

Em ca­so de não pa­ga­men­to o in­fra­tor mai­or de ida­de é ins­cri­to na dí­vi­da ati­va mu­ni­ci­pal, o que po­de ge­rar res­tri­ções em cré­di­tos e pro­ces­so de co­bran­ça ju­di­ci­al com per­da de bens.

| ARQUIVO ME­TRO / RODRIGO FÉ­LIX LE­AL

Nes­te ano de­nún­ci­as caí­ram de 267 pa­ra 171

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