RIO TEM 14% DOS DE­PU­TA­DOS NA CADEIA

Pro­cu­ra­dor fri­sa que pri­sões não se­rão sub­me­ti­das à Alerj. Po­lí­ti­cos ti­nham até 137 va­gas no De­tran e me­sa­das iam a R$ 900 mil

Metro Brazil (Espirito Santo) - - Brasil -

A Alerj (As­sem­bleia Le­gis­la­ti­va do Es­ta­do do Rio), que há qua­se um ano fun­ci­o­na com três de­pu­ta­dos a me­nos – to­dos re­ce­ben­do sa­lá­ri­os até ho­je –, on­tem so­freu mais uma bai­xa. Ago­ra, com mais se­te pre­sos, a Ca­sa fun­ci­o­na­rá com um dé­fi­cit de 14,2%. Dos 70 par­la­men­ta­res, 10 es­tão atrás das gra­des.

Des­sa vez, po­rém, eles não po­de­rão ser sal­vos pe­los co­le­gas. “A pri­são tem­po­rá­ria foi de­cre­ta­da e não se­rá sub­me­ti­da à Alerj”, des­ta­cou Car­los Agui­ar, pro­cu­ra­dor da Re­pú­bli­ca, acres­cen­tan­do que um dos mo­ti­vos é o pre­ce­den­te ocor­ri­do na Ope­ra­ção Cadeia Ve­lha (leia abai­xo).

Dos se­te pre­sos on­tem, cin­co fo­ram re­e­lei­tos pa­ra um no­vo man­da­to pe­los pró­xi­mos qua­tro anos: An­dré Cor­rea (DEM), Chi­qui­nho da Man­guei­ra (PSC), Luiz Mar­tins (PDT), Mar­cus Vi­ní­cius “Nes­kau” (PTB) e Mar­cos Abrahão (Avan­te). Já Co­ro­nel Jai­ro (MDB) e Mar­ce­lo Si­mão (PP) não con­se­gui­ram se re­e­le­ger, mas ter­mi­na­ram as elei­ções co­mo su­plen­tes.

As in­ves­ti­ga­ções da Po­lí­cia Fe­de­ral, do MPF (Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Fe­de­ral) e da Re­cei­ta Fe­de­ral con­se­gui­ram com­pro­var que os “men­sa­li­nhos” iam de R$ 20 mil a R$ 900 mil. Es­se va­lor mais al­to era pa­go a Me­lo, que pre­si­dia a Alerj du­ran­te o se­gun­do man­da­to do ex-go­ver­na­dor Sér­gio Ca­bral (MDB), além de dis­tri­buir par­te da pro­pi­na a ou­tros de­pu­ta­dos.

Jor­ge Pic­ci­a­ni (MDB), que à épo­ca es­ta­va sem man­da­to, mes­mo as­sim re­ce­bia me­sa­da de R$ 400 mil. Já Chi­qui­nho re­ce­beu mais de R$ 3 mi­lhões e te­ria usa­do a ver­ba pa­ra fi­nan­ci­ar o des­fi­le da es­co­la de sam­ba Man­guei­ra.

A in­ves­ti­ga­ção apon­tou que Luiz Mar­tins era o que mais ti­nha va­gas pa­ra im­por no­me­a­ções no De­tran: 137. Chi­qui­nho era do­no de 74 in­di­ca­ções no ór­gão e Me­lo, 40. Já o ve­re­a­dor Da­ni­el Mar­tins (PDT), tam­bém pre­so, é acu­sa­do de ser ope­ra­dor de Mar­tins.

Na Alerj, de­pu­ta­dos re­per­cu­ti­ram as pri­sões. Subs­ti­tu­to de Chi­qui­nho na cor­re­ge­do­ria da Ca­sa, Ira­nil­do Cam­pos (SDD) dis­se que é pre­ci­so ter cau­te­la nas de­nún­ci­as: “Te­nho que es­pe­rar a ma­ni­fes­ta­ção de al­gum de­pu­ta­do, da Jus­ti­ça ou de par­ti­do.” O pre­si­den­te em exer­cí­cio da Alerj, An­dré Ce­ci­li­a­no (PT), afir­mou que vai res­pei­tar a de­ci­são ju­di­ci­al. Já Flá­vio Se­ra­fi­ni (PSOL) re­for­çou que as in­ves­ti­ga­ções pre­ci­sam ser apro­fun­da­das pa­ra bar­rar o es­que­ma de cor­rup­ção. To­dos os pre­sos ne­gam as acu­sa­ções.

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