Ju­ros pa­ra pes­soa fí­si­ca vol­tam a cair

Com que­da da Se­lic, ten­dên­cia é de no­vas re­du­ções nos ban­cos. Pa­ra eco­no­mis­tas, ce­ná­rio ain­da exi­ge cau­te­la do con­su­mi­dor

Metro Brazil (Porto Alegre) - - Economia -

8,16%

Após te­rem fi­ca­do es­tá­veis em no­vem­bro de 2016, os ju­ros das ope­ra­ções de cré­di­to vol­ta­ram a ser re­du­zi­dos no mês pas­sa­do. A ta­xa mé­dia pas­sou de 8,20% ao mês ( 157,47% ao ano) em no­vem­bro de 2016 pa­ra 8,16% ao mês ( 156,33% ao ano) em de­zem­bro, a me­nor des­de agos­to de 2016, se­gun­do a Ane­fac ( As­so­ci­a­ção Na­ci­o­nal dos Exe­cu­ti­vos de Finanças).

O ju­ro mé­dio, en­tre­tan­to, fi­cou bem aci­ma da re­gis­tra­da em de­zem­bro de 2015, de 7,56% (139,78% ao ano).

Pa­ra o di­re­tor da Ane­fac, Mi­guel de Oli­vei­ra, a que­da men­sal po­de ser atri­buí­da à re­du­ção da ta­xa bá­si­ca de ju­ros. E com a ex­pec­ta­ti­va de mais cor­tes

ao mês, em de­zem­bro, foi a ta­xa mé­dia pra­ti­ca­da nos ban­cos, an­te 8,20% em no­vem­bro.

da Se­lic nes­te ano, o que re­duz o custo de cap­ta­ção dos ban­cos, a ten­dên­cia é de no­vas que­das nos ju­ros nas ope­ra­ções de cré­di­to.

Ape­sar do cor­te da Se­lic, Ro­gé­rio Mo­ri, pro­fes­sor da FGV (Fun­da­ção Ge­tu­lio Var­gas), re­co­men­da cau­te­la pa­ra os con­su­mi­do­res. Di­an­te do rit­mo fra­co da eco­no­mia e da ten­dên­cia ain­da de al­ta do de­sem­pre­go no pri­mei­ro tri­mes­tre, não é re­co­men­dá­vel as­su­mir no­vas dí­vi­das.

“Ao mes­mo tem­po, a que­da da Se­lic traz al­gum alí­vio mar­gi­nal pa­ra qu­em es­tá en­di­vi­da­do, uma vez que as ta­xas de ju­ros de­vem re­gis­trar al­gum re­cuo. De qu­al­quer for­ma, o qua­dro atu­al ins­pi­ra con­ser­va­do­ris­mo em ter­mos de gas­tos e de dí­vi­das”, diz.

Oli­vei­ra tam­bém afir­ma que o am­bi­en­te econô­mi­co ain­da exi­ge aten­ção. “O ce­ná­rio econô­mi­co atu­al au­men­ta o ris­co de ele­va­ção dos ín­di­ces de ina­dim­plên- cia por con­ta da re­ces­são econô­mi­ca em cur­so bem co­mo o de­sem­pre­go ele­va­do, o que au­men­ta igual­men­te o ris­co de no­vas ele­va­ções das ta­xas de ju­ros do cré­di­to”, afir­ma.

Ana­lis­tas de mer­ca­do es­pe­ram que o Ban­co Cen­tral ace­le­re o afrou­xa­men­to mo­ne­tá­rio na pri­mei­ra reu­nião do ano, mar­ca­da pa­ra es­ta se­ma­na. A pro­je­ção é de um cor­te de 0,50 pon­to per­cen­tu­al da Se­lic, após du­as re­du­ções de 0,25 pon­to. A ta­xa bá­si­ca es­tá ho­je em 13,75% ao ano.

Se­gun­do Mo­ri, a que­da re­cen­te da in­fla­ção abriu es­pa­ço pa­ra cor­tes na ta­xa bá­si­ca de ju­ros, o que es­ti­mu­la­rá a de­man­da e a pro­du­ção no mé­dio pra­zo.

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