LEM­BRA-SE DO LEÃO DO IR? ELE TÁ DE VOL­TA, GEEENTE!

Metro Brazil (Santos) - - PUBLIMETRO - MAR­COS SILVESTRE MAR­COS.SILVESTRE@METROJORNAL.COM.BR Eco­no­mis­ta com MBA em Fi­nan­ças (USP), ori­en­ta­dor de fa­mí­li­as e edu­ca­dor em em­pre­sas, é co­lu­nis­ta da BANDNEWS FM e fun­da­dor da SOBREDi­nhei­ro. Di­re­tor do si­te www.opla­no­da­vi­ra­da.com.br, da EKNOWMIX Con­su

Ó abre alas, que eu que­ro ta­xar! A Re­cei­ta Fe­de­ral já di­vul­gou as re­gras atu­a­li­za­das pa­ra a De­cla­ra­ção do Im­pos­to de Ren­da 2015. A en­tre­ga vai da pró­xi­ma se­gun­da-fei­ra 2 de mar­ço até 30 de abril. Es­tá obri­ga­da a de­cla­rar to­da pes­soa que re­ce­beu mais de R$ 26.816,55 de ren­da for­mal no ano pas­sa­do, ou se­ja, aci­ma de uma mé­dia men­sal de R$ 2.235,7 de ren­da tri­bu­tá­vel, tal co­mo sa­lá­rio (CLT / car­tei­ra re­gis­tra­da), ga­nho de autô­no­mo (que dá re­ci­bo ao cli­en­te), pen­são de apo­sen­ta­do­ria e alu­guel.

E não só... Tam­bém de­ve de­cla­rar IR o con­tri­buin­te que re­ce­beu so­ma su­pe­ri­or a R$ 40 mil de: 1) ren­di­men­tos isen­tos (ex.: ga­nhos da pou­pan­ça), 2) ren­di­men­tos não tri­bu­tá­veis (ex.: lu­cros re­ce­bi­dos de em­pre­sa na qual é só­cio), ou 3) tri­bu­ta­dos na fon­te (ex.: ga­nhos em CDBs ou fun­dos de investimento). A obri­ga­to­ri­e­da­de tam­bém va­le pa­ra quem ti­nha em 2014 bens ou di­rei­tos de mais de R$ 300 mil.

Com cal­ma dói me­nos, e sai me­lhor! Em­bo­ra ain­da te­nha­mos aí pe­la fren­te dois me­ses, con­vém pro­vi­den­ci­ar e en­vi­ar sua de­cla­ra­ção o quan­to an­tes, pa­ra dar tem­po de cor­rer atrás de to­dos os do­cu­men­tos ne­ces­sá­ri­os e pre­en­cher o pro­gra­ma da Re­cei­ta com cui­da­do, evi­tan­do er­ros que po­dem ex­por sua de­cla­ra­ção a fis­ca­li­za­ção, e es­ca­pan­do de con­ges­ti­o­na­men­to na en­tre­ga. Além do que, ten­do di­rei­to a res­ti­tui­ção, lem­bre-se de que ela sai­rá pri­mei­ro pa­ra quem en­tre­gar an­tes sua de­cla­ra­ção.

Do­cu­men­tos: eis o de­sa­fio! Se de­se­ja tor­nar a con­fec­ção do IR al­go mais rá­pi­do e me­nos abor­re­ci­do, va­le lem­brar que o pro­gra­ma da Re­cei­ta é fá­cil de pre­en­cher quan­do se tem em mãos os do­cu­men­tos cer­tos. Os pa­péis mais im­por­tan­tes são os in­for­mes de ren­di­men­tos de ins­ti­tui­ções fi­nan­cei­ras, bem co­mo in­for­mes de sa­lá­ri­os, pró-la­bo­res, dis­tri­bui­ções de lu­cros (de em­pre­sa da qual vo­cê se­ja só­cio) e apo­sen­ta­do­ri­as. Omi­tir ren­da, nem pen­sar: é cri­me de sonegação fis­cal, pas­sí­vel de au­tu­a­ção e mul­ta!

De­mais docs. Se­pa­re tam­bém os do­cu­men­tos de com­pra e ven­da de bens re­a­li­za­das em 2014, bem co­mo os com­pro­van­tes de des­pe­sas com edu­ca­ção, saú­de e de­pó­si­tos fei­tos em PGBL, que po­dem ser lan­ça­dos co­mo de­du­ção na de­cla­ra­ção com­ple­ta. Ajun­te ain­da os re­ci­bos de alu­guéis, do­cu­men­tos de dí­vi­das as­su­mi­das em 2014, e re­ci­bos de pa­ga­men­tos de pres­ta­ções de bens co­mo imó­vel, car­ro e mo­to. Ten­do tu­do na mão, em uma tar­de dá pa­ra re­sol­ver a ques­tão e fi­car lo­go qui­te com o leão!

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