Pre­ço da ga­so­li­na não cai nos pos­tos

Con­su­mi­dor não vê re­pas­se de que­da nas re­fi­na­ri­as em pos­tos do país. Com re­cuo do dó­lar, re­du­ção anun­ci­a­da pe­la Pe­tro­bras pas­sa de 7% em dois di­as

Metro Brazil (Sao Paulo) - - PRIMEIRA PÁGINA - JOR­NAL DA BAND E ME­TRO

Se­gui­das que­das de pre­ço nas re­fi­na­ri­as anun­ci­a­das pe­la Pe­tro­bras não são sen­ti­das no bol­so

Em dois di­as, a re­du­ção anun­ci­a­da pe­la Pe­tro­bras no pre­ço da ga­so­li­na nas re­fi­na­ri­as su­pe­ra 7%. Mas es­sa que­da não che­ga ao con­su­mi­dor.

“A valorização do re­al an­te o dó­lar fez com que o pre­ço do com­bus­tí­vel fi­cas­se mais ba­ra­to. Além dis­so, hou­ve cer­ta aco­mo­da­ção do pre­ço do pe­tró­leo no mer­ca­do in­ter­na­ci­o­nal”, explica João Cal­dei­ra, pro­fes­sor de eco­no­mia da UFRGS (Uni­ver­si­da­de Fe­de­ral do Rio Gran­de do Sul).

É di­fí­cil pa­ra o mo­to­ris­ta en­ten­der por­que es­sa re­du­ção não che­ga às bom­bas. “Quan­do o pre­ço re­duz na ori­gem, não re­duz nos pos­tos. E is­so não é cor­re­to”, diz a mé­di­ca Ci­tâ­nia Te­dol­di. Em ou­tu­bro, o pre­ço nas re­fi­na­ri­as caiu R$ 0,37. Já pa­ra o con­su­mi­dor o va­lor mé­dio no país fi­cou es­tá­vel em R$ 4,70, se­gun­do a ANP (Agên­cia Na­ci­o­nal do Pe­tró­leo).

Na úl­ti­ma ter­ça-fei­ra, a Pe­tro­bras re­du­ziu o pre­ço nas re­fi­na­ri­as em 6,35%, mai­or cor­te des­de o anún­cio da po­lí­ti­ca de re­a­jus­tes até diá­ri­os da es­ta­tal, em ju­lho de 2017. On­tem, o va­lor caiu 0,74%. Ho­je, se­rá fei­to um cor­te, de 0,48%, pa­ra R$ 1,7082 por li­tro.

Em no­ta, a Fe­com­bus­tí­veis (Fe­de­ra­ção Na­ci­o­nal do Co­mér­cio de Com­bus­tí­veis e de Lu­bri­fi­can­tes) diz que o re­pas­se não acon­te­ce na mes­ma ve­lo­ci­da­de e pro­por­ção nas bom­bas. Se­gun­do a en­ti­da­de, is­so se de­ve ao fun­ci­o­na­men­to da ca­deia de com­bus­tí­veis, que é for­ma­da por re­fi­na­ri­as, dis­tri­bui­do­ras e pos­tos.

“Co­mo os pos­tos de com­bus­tí­veis não po­dem com­prar das re­fi­na­ri­as, eles só con­se­guem di­mi­nuir os pre­ços quan­do as com­pa­nhi­as dis­tri­bui­do­ras even­tu­al­men­te os re­du­zam”, diz a Fe­com­bus­tí­veis. A fe­de­ra­ção acres­cen­ta ain­da que os pre­ços da re­ven­da es­tão li­ga­dos di­re­ta­men­te aos pra­ti­ca­dos pe­las com­pa­nhi­as dis­tri­bui­do­ras, ou se­ja, se elas re­du­zi­rem, os pos­tos, con­se­quen­te­men­te, tam­bém re­pas­sam a que­da.

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