'ÉS O OR­GU­LHO DE UMA CI­DA­DE'

Lon­dri­na ven­ce o Atlé­ti­co-MG nos pê­nal­tis e con­quis­ta seu se­gun­do tí­tu­lo na­ci­o­nal 37 anos de­pois

NOSSODIA - - Primeira Página - (Di­e­go Pra­ze­res/Gru­po Fo­lha)

Lon­dri­na ba­te o Atlé­ti­co-MG nos pê­nal­tis e é cam­peão in­vic­to da Co­pa da Pri­mei­ra Li­ga; Tu­ba­rão vol­ta a con­quis­tar uma com­pe­ti­ção na­ci­o­nal 37 anos de­pois de fa­tu­rar a Ta­ça de Pra­ta

Trin­ta e se­te anos de­pois de ter con­quis­ta­do o tí­tu­lo da Sé­rie B do Bra­si­lei­ro, que na épo­ca era a Ta­ça de Pra­ta, o Tu­ba­rão vol­ta a sen­tir o gos­to de ser cam­peão de um tor­neio na­ci­o­nal. Com dra­ma, co­mo pa­re­ce que o tor­ce­dor al­vi­ce­les­te já vem se acos­tu­man­do, a equi­pe ven­ceu o Atlé­ti­coMG nos pê­nal­tis (4 a 2), nes­ta quar­ta-fei­ra (4) no Es­tá­dio do Ca­fé, e le­vou a Co­pa Pri­mei­ra Li­ga. No tem­po nor­mal, hou­ve em­pa­te por 0 a 0.

A ta­ça fez jus ao ti­me que afi­nal de con­tas mais le­vou a sé­rio a com­pe­ti­ção que a CBF não re­co­nhe­ce em seu ca­len­dá­rio ofi­ci­al por­que sur­giu em 2015 de uma ini­ci­a­ti­va de 18 clu­bes da pri­mei­ra e se­gun­da di­vi­sões do Bra­si­lei­rão que a CBF (Con­fe­de­ra­ção Bra­si­lei­ra de Fu­te­bol) não re­co­nhe­ce. Aza­ro­de­la.

Em uma cam­pa­nha ir­re­pre­en­sí­vel, o Tu­ba­rão ven­ceu, um a um, Avaí, Fi­guei­ren­se, Pa­ra­ná, Flu­mi­nen­se, Cru­zei­ro (tam­bém nos pê­nal­tis) e, fi­nal­men­te, o Ga­lo. É bem ver­da­de que, à ex­ce­ção do al­vi­ne­gro mi­nei­ro, que nes­ta quar­ta veio com o que ti­nha de me­lhor, com Vic­tor, Ro­bi­nho, Eli­as, Fred, Val­dí­via e com­pa­nhia, os de­mais ad­ver­sá­ri­os atu­a­ram com seus ti­mes mis­tos. Mas a tor­ci­da e a his­tó­ria não se lem­bra­rão dis­so.

“Es­se tí­tu­lo é me­re­ci­do pe­lo tra­ba­lho que fi­ze­mos. Hou­ve um com­pro­me­ti­men­to nos­so com es­se tor­neio e é im­por­tan­te mos­trar­mos no ce­ná­rio na­ci­o­nal o tra­ba­lho que é fei­to aqui”, va­lo­ri­zou o téc­ni­co Cláu­dio Ten­ca­ti, tão con­tes­ta­do quan­to vi­to­ri­o­so nes­ses seis anos à fren­te do Tu­ba­rão.

A de­ci­são foi pa­re­lha, mar­ca­da pe­lo equi­lí­brio dos dois ti­mes. Fo­ram pou­cos os lan­ces mais agu­dos, que sur­gi­ram em sua mai­o­ria no pri­mei­ro tem­po.

Co­mo já acon­te­ce­ra na se­mi­fi­nal con­tra o Cru­zei­ro, o he­rói do tí­tu­lo foi mais uma vez o go­lei­ro César, que de­fen­deu du­as co­bran­ças de pê­nal­tis: de Clay­ton e Ra­fa­el Mou­ra. Os qua­tro ba­te­do­res do LEC acer­ta­ram o gol – Ju­mar, Edson Sil­va, Ayr­ton e Dir­ceu. Fá­bio San­tos e Ro­bi­nho mar­ca­ram pa­ra os mi­nei­ros. Di­an­te do ar­quir­ri­val do Ga­lo, na se­mi­fi­nal, César ha­via de­fen­di­do três co­bran­ças.

O go­lei­ro pre­fe­riu de­di­car a Deus a gran­de fa­se. “Sem Ele, não te­ria acon­te­ci­do na­da”. O tí­tu­lo da Pri­mei­ra Li­ga, além da pro­je­ção na­ci­o­nal pa­ra o Tu­ba­rão, ser­ve pa­ra acer­tar as con­tas com um pas­sa­do já dis­tan­te. No Bra­si­lei­rão de 1977, o Lon­dri­na aca­bou sen­do eli­mi­na­do nas se­mi­fi­nais pe­lo pró­prio Atlé­ti­co-MG.

Os mais de 17 mil tor­ce­do­res que fo­ram ao Ca­fé nes­ta quar­ta-fei­ra saí­ram mais uma vez com a sen­sa­ção de que va­le a pe­na tor­cer pe­lo ti­me da ci­da­de. Há ape­nas três anos, o clu­be con­quis­ta­va seu quar­to tí­tu­lo es­ta­du­al. “É di­fí­cil ser cam­peão. Nós ga­nha­mos o tí­tu­lo es­ta­du­al de­pois de 22 anos e só ago­ra vol­ta­mos a con­quis­tar ou­tra com­pe­ti­ção. É di­fí­cil, en­tão te­mos que va­lo­ri­zar mui­to es­sa tí­tu­lo”, pe­diu Ten­ca­ti.

Ri­car­do Chi­ca­rel­li

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