Val­do­mi­ro con­ta os di­as pa­ra a apo­sen­ta­do­ria

NOSSODIA - - Nossodestino -

Mo­ra­dor de Cam­bé, Val­do­mi­ro Del­fi­no tra­ba­lha há 34 anos na UEL (Uni­ver­si­da­de Es­ta­du­al de Lon­dri­na) e es­tá pres­tes a se apo­sen­tar. Qua­se um ci­ga­no da re­gião, nas­ceu no Pa­trimô­nio Bra­tis­la­va, em Cam­bé, e mo­rou em Fa­xi­nal, Apu­ca­ra­na e Lon­dri­na an­tes de vol­tar à ci­da­de. “Eu nas­ci no Bra­tis­la­va e mo­rei no sí­tio por mui­to tem­po, até os 20 anos. Aqui­lo foi mi­nha vi­da até meu pai com­prar um ou­tro sí­tio em Fa­xi­nal e ir­mos pa­ra lá”, con­ta. A mai­or cer­te­za de Del­fi­no é de que “já deu” de tra­ba­lhar. Além de plan­tar e co­lher no sí­tio des­de criança, ain­da pas­sou oi­to anos na em­pre­sa Braswey e mais um pe­río­do na cons­tru­to­ra En­ge­nho an­tes de as­su­mir a va­ga de au­xi­li­ar de ser­vi­ços ge­rais na uni­ver­si­da­de. “Eu so­fri um aci­den­te de mo­to em 1981, que­brei mi­nhas du­as per­nas, só re­ce­bi al­ta em 1983 e saí do meu em­pre­go. Es­ta­va sain­do do es­cri­tó­rio on­de fui fa­zer meu acerto, pas­sei pe­la UEL e vi que ti­nha uma va­ga lá, na ver­da­de pre­en­chi um do­cu­men­to e fiz o trei­no, aca­bei fi­can­do. Ago­ra, eu já tra­ba­lhei mui­to na mi­nha vi­da, que­ro apro­vei­tar. Vi­a­jar, an­dar por aí, não sei. Va­mos ver o que vem pe­la fren­te.” Aos 62 anos, ca­sa­do, pai de um fi­lho e avô de um ne­to e uma ne­ta, o se­nhor Val­do­mi­ro sa­be di­fe­ren­ci­ar o em­pre­go que tem na UEL dos ou­tros pe­los quais pas­sou no de­cor­rer da vi­da. “Aqui é bom por­que não tem nin­guém que pres­si­o­ne. Fa­ço mi­nha es­ca­la e sem­pre fiz meu tra­ba­lho cer­ti­nho. Sem­pre tra­ba­lhei em lu­ga­res bons, mas sem­pre te­ve aque­la pres­são pa­ra pro­du­zir coi­sas, mas aqui não, sem­pre tu­do bem fei­to e sem is­so.”

(Matheus Ca­mar­go/Gru­po Fo­lha)

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