QUEM SE­RÁ O NO­VO PRE­SI­DEN­TE DO BRA­SIL?

Bol­so­na­ro te­ve 46.4% dos vo­tos vá­li­dos, con­tra 28,9% de Had­dad; po­la­ri­za­ção se con­fir­ma e pro­me­te aque­cer a dis­pu­ta no se­gun­do tur­no

NOSSODIA - - Primeira Página -

A dis­pu­ta pe­la Pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca se­rá de­ci­di­da em vo­ta­ção de se­gun­do tur­no en­tre o can­di­da­to do PSL, Jair Bol­so­na­ro, e Fer­nan­do Had­dad, do PT. Bol­so­na­ro ob­te­ve 46,4 % dos vo­tos vá­li­dos (48,9 mi­lhões de vo­tos), ten­do saí­do ven­ce­dor em 16 Es­ta­dos e no Dis­tri­to Fe­de­ral Had­dad ob­te­ve 28,9% dos vo­tos vá­li­dos (30,6 mi­lhões vo­tos) e seu de­sem­pe­nho no Nor­des­te im­pe­diu que a on­da bol­so­na­ris­ta in­va­dis­se tam­bém a re­gião, o que te­ria le­va­do a uma de­fi­ni­ção da dis­pu­ta já no pri­mei­ro tur­no.

No to­tal, Bol­so­na­ro ga­nhou na to­ta­li­da­de das re­giões Sul, Su­des­te e Cen­tro-Oes­te. Sua vo­ta­ção foi acom­pa­nha­da por um de­sem­pe­nho sur­pre­en­den­te de ali­a­dos e cor­re­li­gi­o­ná­ri­os em elei­ções ma­jo­ri­tá­ri­as es­ta­du­ais. O can­di­da­to do PSL, que pra­ti­ca­men­te ini­ci­ou a cam­pa­nha sem acor­dos par­ti­dá­ri­os, con­quis­tou na re­ta fi­nal do pri­mei­ro tur­no de ban­ca­das de pe­so e de­ve­rá reu­nir con­di­ções de go­ver­na­bi­li­da­de ca­so ve­nha a ser elei­to. O fi­lho do pre­si­den­ciá­vel, Edu­ar­do Bol­so­na­ro (PSL), ba­teu o re­cor­de his­tó­ri­co de vo­tos pa­ra a Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos, com 1.751.748 vo­tos ou 8,74% do elei­to­ra­do. An­tes de­le, era o ex-can­di­da­to à Pre­si­dên­cia Enéas Car­nei­ro.

Ao to­do, 12 go­ver­na­do­res fo­ram elei­tos no pri­mei­ro tur­no, em uma elei­ção que te­ve o MDB e o PT co­mo os gran­des der­ro­ta­dos nas elei­ções es­ta­du­ais. Ao mes­mo tem­po, par­ti­dos co­mo o No­vo, o PSC e o PSL con­se­gui­ram em­pla­car no se­gun­do tur­no seus can­di­da­tos em Es­ta­dos

co­mo Mi­nas, Rio e San­ta Catarina.

Os dois par­ti­dos que for­ma­ram a cha­pa Dil­ma Rous­seff e Mi­chel Te­mer pa­ra a Pre­si­dên­cia ha­vi­am elei­to 12 go­ver­na­do­res em 2014. Des­ta vez, só po­dem che­gar a no­ve. A aber­tu­ra das ur­nas re­ve­lou

um re­vés pa­ra ca­ci­ques do Se­na­do, que não se re­e­le­ge­ram pa­ra um no­vo man­da­to de oi­to anos, em­bo­ra es­ti­ves­sem em dis­pu­ta du­as das três va­gas por Es­ta­do. A lis­ta de der­ro­ta­dos é pu­xa­da pe­la cú­pu­la da Ca­sa: o atu­al pre­si­den­te, Eu­ní­cio

Oli­vei­ra (MDB), fi­cou em ter­cei­ro lu­gar no Ce­a­rá, e o vi­ce-pre­si­den­te, Cás­sio Cu­nha Li­ma (PSDB-PB), em quar­to na Pa­raí­ba.

Ain­da na dis­pu­ta pe­lo Se­na­do, dois fa­vo­ri­tos pe­tis­tas so­fre­ram der­ro­tas sig­ni­fi­ca­ti­vas - a pre­si­den­te cas­sa­da Dil­ma Rous­seff (MG) e o ve­re­a­dor Edu­ar­do Su­plicy (SP) não con­se­gui­ram se ele­ger pa­ra o Con­gres­so.

Lo­go que saí­ram as pri­mei­ras par­ci­ais da vo­ta­ção da dis­pu­ta pe­la

Pre­si­dên­cia, o can­di­da­to do PSL ao Pla­nal­to, Jair Bol­so­na­ro, e os ali­a­dos mais pró­xi­mos se le­van­ta­ram pa­ra co­me­mo­rar uma vi­tó­ria ain­da no pri­mei­ro tur­no. Na sa­la da ca­sa do pre­si­den­ciá­vel, num con­do­mí­nio na Bar­ra da Ti­ju­ca, zo­na oes­te do Rio, as pal­mas e gri­tos, po­rém, ces­sa­ram quan­do, mi­nu­tos de­pois, o gru­po per­ce­beu que ain­da ha­ve­ria um se­gun­do tur­no.

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