Vas­co en­che Ma­ra­ca­nã em jo­gos da Sé­rie A, mas le­va pre­juí­zo fi­nan­cei­ro

Novo Jornal - - Esportes -

Aes­tra­té­gia do Vas­co de se afas­tar de São Ja­nuá­rio pa­ra evi­tar o cli­ma elei­to­ral po­de ter sur­ti­do o efei­to po­lí­ti­co de­se­ja­do, mas, em se tra­tan­do do la­do fi­nan­cei­ro, a op­ção pe­lo Ma­ra­ca­nã tem cau­sa­do pre­juí­zo.

Nos dois jo­gos em que trans­fe­riu o man­do de cam­po pa­ra lá, os bons pú­bli­cos não fo­ram su­fi­ci­en­tes pa­ra ti­rar o Vas­co do ver­me­lho.

No clás­si­co com o Bo­ta­fo­go, dia 14 de ou­tu­bro, 27.424 pa­gan­tes as­sis­ti­ram à vi­tó­ria cruz­mal­ti­na por 1 a 0 e ge­ra­ram uma re­cei­ta de R$ 1.063.215,00. Po­rém, com a des­pe­sa al­ta, o lu­cro foi de ape­nas R$ 38.088,19.

Já no úl­ti­mo sá­ba­do (21), no em­pa­te por 1 a 1 com o Co­ri­ti­ba, 30.351 pa­gan­tes acu­mu­la­ram uma ren­da de R$ 994.495,00. No equi­lí­brio da ba­lan­ça, o Vas­co fi­cou com com um sal­do ne­ga­ti­vo de R$ 56.067, 71. Os prin­ci­pais cus­tos do clu­be no es­tá­dio têm si­do a ta­xa de alu­guel, no va­lor de R$ 250 mil, e as des­pe­sas ope­ra­ci­o­nais, que va­ri­am em tor­no de R$ 400 mil.

Não é um dra­ma só do Vas­co. Na se­ma­na pas­sa­da, o Fla­men­go che­gou a pro­tes­tar pu­bli­ca­men­te por ter si­do obri­ga­do a jo­gar o clás­si­co con­tra o ti­me cruz­mal­ti­no no Ma­ra­ca­nã.

Como os mai­o­res ri­vais, os ru­bro-ne­gros so­frem com ta­xas e têm cons­tan­tes pre­juí­zos quando uti­li­za o tra­di­ci­o­nal lo­cal.

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