Con­fi­an­ça do em­pre­sá­rio do co­mér­cio au­men­ta 0,3% de se­tem­bro para ou­tu­bro

Novo Jornal - - Poder - Vi­tor Ab­da­la Da Agên­cia Bra­sil

OÍn­di­ce de Con­fi­an­ça do Em­pre­sá­rio do Co­mér­cio, me­di­do pe­la Con­fe­de­ra­ção Na­ci­o­nal do Co­mér­cio de Bens, Ser­vi­ços e Turismo (CNC), cresceu 0,3% de se­tem­bro para ou­tu­bro des­te ano e atin­giu 107,2 pon­tos, em uma es­ca­la de ze­ro a 200. Em re­la­ção a ou­tu­bro de 2016, a al­ta che­gou a 10,3%.

De acor­do com a CNC, 107,2 pon­tos é con­si­de­ra­da uma ava­li­a­ção po­si­ti­va, aci­ma da “zo­na de in­di­fe­ren­ça” da es­ca­la que se lo­ca­li­za nos 100 pon­tos.

Ape­sar da al­ta de 0,3%, os em­pre­sá­ri­os es­tão me­nos oti­mis­tas em re­la­ção ao momento pre­sen­te do que es­ta­vam em se­tem­bro. O su­bín­di­ce das con­di­ções atu­ais do co­mér­cio recuou 0,6%, com que­das nos três com­po­nen­tes: ava­li­a­ção so­bre a economia (-0,6%), so­bre o se­tor do co­mér­cio (-0,7%) e so­bre o seu pró­prio ne­gó­cio (-0,5%).

Por ou­tro lado, o su­bín­di­ce de ex­pec­ta­ti­vas cresceu 0,3% de se­tem­bro para ou­tu­bro, mos­tran­do que a con­fi­an­ça dos em­pre­sá­ri­os em re­la­ção ao fu­tu­ro me­lho­rou. As ex­pec­ta­ti­vas cres­ce­ram em re­la­ção ao fu­tu­ro da economia (0,7%) e dos seus pró­pri­os ne­gó­ci­os (0,1%). A con­fi­an­ça em re­la­ção ao fu­tu­ro do se­tor fi­cou es­tá­vel.

O su­bín­di­ce da in­ten­ção de in­ves­ti­men­tos foi o que te­ve o me­lhor de­sem­pe­nho, com al­ta de 1,1%, de­vi­do a avan­ços de 1,3% na con­tra­ta­ção de fun­ci­o­ná­ri­os, de 1% na ava­li­a­ção so­bre os es­to­ques e de 0,8% nos in­ves­ti­men­tos na em­pre­sa. Na com­pa­ra­ção com ou­tu­bro de 2016, hou­ve al­tas de 34,7% nas con­di­ções atu­ais, de 1,2% nas ex­pec­ta­ti­vas e de 9,7% na in­ten­ção de in­ves­ti­men­tos.

IN­FLA­ÇÃO

O mer­ca­do fi­nan­cei­ro au­men­tou on­tem (30) pe­la quar­ta se­ma­na se­gui­da a pro­je­ção para a in­fla­ção es­te ano. Des­ta vez, o cál­cu­lo para o Ín­di­ce Na­ci­o­nal de Pre­ços ao Con­su­mi­dor Am­plo (IPCA) su­biu de 3,06% para 3,08%. A es­ti­ma­ti­va cons­ta do bo­le­tim Fo­cus, uma pu­bli­ca­ção di­vul­ga­da no si­te do Ban­co Cen­tral (BC) to­das as se­ma­nas, com pro­je­ções para os prin­ci­pais in­di­ca­do­res econô­mi­cos.

Para 2018, a es­ti­ma­ti­va para o IPCA foi man­ti­da em 4,02% há três se­ma­nas con­se­cu­ti­vas. As pro­je­ções para 2017 e 2018 per­ma­ne­cem abai­xo do cen­tro da me­ta de 4,50%, que de­ve ser per­se­gui­da pe­lo BC. Es­sa me­ta tem ain­da um in­ter­va­lo de to­le­rân­cia en­tre 3% e 6%.

Para al­can­çar a me­ta, o BC usa co­mo prin­ci­pal ins­tru­men­to a ta­xa bá­si­ca de ju­ros, a Se­lic, atu­al­men­te em 7,5% ao ano. A ex­pec­ta­ti­va do mer­ca­do fi­nan­cei­ro para a Se­lic ao fi­nal de 2017 e de 2018 se­gue em 7% ao ano. A es­ti­ma­ti­va para a ex­pan­são do Pro­du­to In­ter­no Bru­to (PIB) no país foi man­ti­da em 0,73% es­te ano, e em 2,5% para 2018.

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