Juí­zes ques­ti­o­nam Re­for­ma Tra­ba­lhis­ta

Ma­gis­tra­dos po­dem não apli­car mu­dan­ças na CLT que en­tram em vi­gor em no­vem­bro

O Dia - - ECONOMIA -

Juí­zes tra­ba­lhis­tas ques­ti­o­nam as no­vas re­gras da CLT e con­si­de­ram até que as mu­dan­ças ado­ta­das com a Re­for­ma Tra­ba­lhis­ta vi­o­lam di­rei­tos cons­ti­tu­ci­o­nais e pre­vis­tos pe­la Or­ga­ni­za­ção In­ter­na­ci­o­nal do Tra­ba­lho. Es­sa in­ter­pre­ta­ção po­de­rá le­var a não apli­ca­ção do texto — que pas­sa­rá a va­ler em no­vem­bro — pe­los ma­gis­tra­dos.

A dis­cus­são da re­for­ma to­mou con­ta do úl­ti­mo con­gres­so da As­so­ci­a­ção Na­ci­o­nal dos Juí­zes da Jus­ti­ça do Tra­ba­lho (Ana­ma­tra), nes­ta se­ma­na. E se an­tes já ha­via um en­ten­di­men­to da ca­te­go­ria de que as no­vas re­gras fe­rem prin­cí­pi­os ju­rí­di­cos con­so­li­da­dos, após o en­con­tro es­se po­si­ci­o­na­men­to fi­cou ain­da mais evi­den­te.

Al­guns dos itens da re­for­ma mais ques­ti­o­na­dos fo­ram a pre­va­lên­cia dos acor­dos coletivos so­bre a le­gis­la­ção; a im­pos­si­bi­li­da­de de dis­cus­são de sa­lá­rio e fé­ri­as nes­ses acor­dos; a ava­li­a­ção do grau de sa­lu­bri­da­de e re­mu­ne­ra­ção por pro­du­ti­vi­da­de, além da ter­cei­ri­za­ção.

O en­con­tro também con­tou com ad­vo­ga­dos e pro­cu­ra­do­res e ju­ris­tas em ge­ral. No con­gres­so, o mi­nis­tro do Tri­bu­nal Su­pe­ri­or do Tra­ba­lho (TST), Mau­rí­cio Go­di­nho Del­ga­do, de­fen­deu que a apli­ca­ção das no­vas re­gras de­ve ser fei­ta à luz da Cons­ti­tui­ção.

DI­VUL­GA­ÇãO ANA­MA­TRA

Ma­gis­tra­dos apro­va­ram enun­ci­a­dos pa­ra in­ter­pre­ta­ção da re­for­ma

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